18 janeiro 2018

Advent está perto de concluir a venda de faculdade gaúcha

A gestora Advent deve fechar a venda do Centro Universitário Serra Gaúcha no primeiro trimestre.

Disputam a aquisição duas empresas de educação também comandadas por fundos: a Uniasselvi, que tem Carlyle e Vinci Partners como acionistas, e a Cruzeiro do Sul, do fundo GIC. Leia mais em exame 18/01/2018




18 janeiro 2018



Bolsa exige e BR Pharma muda laudo.

Por exigência da B3, a BR Pharma publicou novo laudo de avaliação para sua oferta pública de aquisição de ações (OPA), elaborado pelo banco Modal. Foi retirada a informação de que a OPA tem o intuito de cancelar o seu registro de companhia aberta. Essa justificativa constava do primeiro laudo publicado há cerca de um mês.

No novo documento, divulgado na noite de segunda-feira, foi mantida a segunda justificativa da OPA: a saída da companhia do Novo Mercado, segmento de listagem da B3 com as regras mais rígidas de governança corporativa.

O ofício que a B3 encaminhou à BR Pharma é mantido sob sigilo. A Comisão de Valores Mobiliários (CVM) analisa a OPA, em procedimento já aberto, como de praxe, e já recebeu o ofício com os requerimentos da B3. O Valor apurou que foram questionados pela bolsa critérios para o cálculo do preço por ação, definido pelo Banco Modal em R$ 0,14. O papel fechou ontem em R$ 2,84, com queda de 3,73%.

A BR Pharma entrou com pedido de recuperação judicial na quarta-feira passada e desde então, as ações já caíram 22%. No novo laudo, o Modal manteve preço por ação em R$ 0,14.

Em novembro, a companhia manifestou intenção de realizar uma OPA, mencionando em fato relevante que não mais atendia ao percentual mínimo de 25% de papéis em circulação, requisito para uma empresa estar no Novo Mercado. O volume de papéis em circulação equivale 5,51% do capital.

Não é incomum a saída de empresas do Novo Mercado, seguido do cancelamento do registro, mas a empresa negava que planejava algo nesse sentido, apesar de a informação constar do laudo publicado. "A bolsa olha isso de a empresa querer fechar capital oferecendo quatorze centavos por papel e vai tentar entender que conta é essa. É provável que esse contexto todo tenha motivado o pedido de esclarecimento", diz Luiz Marcatti, sócio e diretor da consultoria Mesa Corporate Governance.

Procurado, o Modal não se manifestou. A BR Pharma, perguntada sobre o cancelamento de registro de companhia aberta, respondeu que essa não é a meta.

Para a B3, o Modal justificou o uso de pesos semelhantes para duas variáveis que afetaram o cálculo final do preço. São elas o preço médio ponderado e o fluxo de caixa descontado. Cada uma pesou 50% na avaliação final.

Nesse cálculo, ocorre que o preço médio ponderado dos papéis ficou em R$ 5,51 - acima da cotação de R$ 4,02 relativa ao preço do papel no dia em que informou ao mercado o laudo com o valor econômico da empresa.

Mas o fluxo de caixa descontado, que considera a capacidade de a rede gerar fluxo de caixa livre, ficou negativo em R$ 5,23. Após as ponderações de 50% para cada metodologia, chegaram nos R$ 0,14.

No novo laudo, ainda há justificativas para a decisão de não usar uma única metodologia, como a que determina preço em R$ 5,51.

A empresa tem autonomia de fixar o peso que quiser e o uso de diferentes metodologias é permitido pelas regras de uma OPA. Caso se mantenha o preço em R$ 0,14, é pouco provável que a empresa consiga avançar nessa oferta, já que investidores não devem se sentir encorajados a vender por R$ 0,14 um papel que vale R$ 2,84.

"É uma OPA só para cumprir tabela, já que é pouquíssimo provável que aceitem a esse patamar de preço", diz Marcatti. Investidores que não aceitarem os R$ 0,14 continuam com o papel da empresa, mas num nível abaixo de governança corporativa.

O controlador da Brasil Pharma é Paulo Remy, sócio da WTorre. Se todas as ações que restam no mercado fossem vendidas a R$ 0,14, custariam R$ 900 mil - em novembro o grupo tinha R$ 760 mil em caixa. Nos laudo do Modal após o pedido de esclarecimentos da B3, passou a ser incluído o fato de que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, mas alguns números da operação, usados pelo laudo, não se alteraram. Fonte: Valor Econômico  Autor: Adriana Mattos Leia mais em tudofarma 18/01/2018



BMW adquire totalidade da Parkmobile

A BMW anunciou ter chegado a acordo para a aquisição da Parkmobile, aplicação móvel para gestão e pagamento de estacionamento, uma operação que de acordo com o fabricante alemão irá converter a empresa na líder de soluções digitais na área do estacionamento.

Em comunicado, a BMW revela que através do plano estratégico Number One – Next, está a concentrar o seu investimento naquilo que entende ser a mobilidade do futuro, comprometendo-se a continuar a investir de forma sólida em tecnologias de futuro, entre as quais tecnologias que representem um crescimento na oferta de serviços de mobilidade.

A aquisição da Parkmobile é encarada como resposta aos desafios colocados pela mobilidade urbana, nomeadamente a localização e pagamento de lugares de estacionamento nas cidades actuais. A BMW, que detém marcas como a Mini e Rolls-Royce, já detinha perto de 40% de participação na Parkmobile, sendo que a partir de agora controla a totalidade do capital da empresa. Leia mais em maistecnologia 18/01/201



Galvani pode deixar sociedade com Yara

A disputa judicial entre a norueguesa Yara e a brasileira Galvani, fabricante de fertilizantes fosfatados, pode ter uma solução mais rápida do que se imaginava.

Segundo fontes a par do processo, as empresas iniciaram conversas para negociar a saída da família Galvani da sociedade na companhia com o mesmo nome.

Isso anteciparia a opção de compra da Yara - que tem 60% da companhia - da participação remanescente, originalmente prevista para 2023. ... leia mais em valoreconomico 18/01/2018



Indra compra empresa espanhola Paradigma

A Indra, companhia global  de tecnologia e consultoria, adquiriu a Paradigma, consultoria espanhola de transformação digital que tem ofertas de formato 'nativo digital' com metodologias ágeis de trabalho e cultura de inovação. O valor do negócio não foi revelado.

A Paradigma completa a proposta de valor da Minsait, a unidade de negócio de transformação digital da Indra. Ambas apresentam ao mercado uma oferta única e mais completa, que cobre as necessidades de transformação digital de empresas e instituições, ao integrar as dimensões de negócio e a provisão de serviços e produtos.

A Paradigma conta com uma equipe de mais de 400 profissionais qualificados e especialistas, e uma ampla carteira de clientes líderes em seus setores. A companhia tem como áreas de especialização:

Digital Strategy: Transformação de negócios reafirmando estratégias com a tecnologia como peça fundamental e as possibilidades abertas por ela.

Velocity Development: A fim de tornar fácil para companhias pré-internet o desenvolvimento de suas soluções digitais em um 'modo internet' com tempos de entrega mais agressivos e a utilização de ferramentas e modelos 'ágeis' de desenvolvimento que lhes permita concorrer com os 'nativos digitais'.

Customer Experience: Integrado a partir das primeiras etapas do projeto para que este aspecto fundamental do produto seja parte constituinte do resultado desde o princípio.

AI & Big Data: Resposta à necessidade de manusear grandes volumes de informação e extrair o valor dos dados de forma eficiente.

Cloud: Otimização das tarefas relacionadas com o manuseio da infraestrutura e das tecnologias de base, fazendo com que as companhias ganhem agilidade no desenvolvimento e na implantação de aplicativos.

A incorporação da Paradigma Digital à Indra reforça as capacidades da Minsait no âmbito 'nativo digital', baseado na utilização majoritária de metodologias 'ágeis' de trabalho, os desenvolvimentos específicos sobre software aberto e a adoção de arquiteturas avançadas na nuvem (cloud).

A nova oferta conjunta abrange serviços de: consultoria de negócio; concepção e desenho de soluções nas quais a experiência de cliente, a automatização das operações, big data, a inteligência artificial e a ciber-segurança possuem papel central; desenvolvimento, implantação e operação de tais soluções com uma base tecnológica de nova geração, coexistindo com os 'legados' ou tecnologias herdadas.

O catálogo de Minsait complementa, além disso, a vertente de serviços com a de produtos digitais próprios para reduzir os prazos da transformação.

Esta nova oferta permitirá que empresas e instituições migrem em tempo recorde seus sistemas de informação e tecnologias para 'arquiteturas nativas', a fim de competir em igualdade de condições com os gigantes digitais. Leia mais em tiinside 18/01/2018



Informa cria gigante ao comprar rival UBM

A Informa, grupo de eventos e informações empresariais, formalizou a compra da UBM, em um negócio que avalia a operadora de feiras em 4,3 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 5,93 bilhões), incluindo dívidas.

 Os investidores se revelaram divididos sobre os méritos da transação.

As ações da UBM subiram mais de 12%.. Leia mais em valoreconomico 18/01/2018





JBS anuncia acordo para venda de operações de confinamento de gado nos EUA por US$200 mi

JBS fechou um acordo de venda de todas as suas operações de confinamento de gado da Five Rivers Cattle Feeding nos Estados Unidos para afiliadas da Pinnacle Asset Management LP por cerca de 200 milhões de dólares, dando continuidade ao processo de desinvestimento.

Em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira, a JBS disse que o comprador firmará um contrato de longo prazo para fornecimento de gados às unidades de abate do grupo nos Estados Unidos.

A JBS disse que utilizará parcela dos recursos a serem recebidos com a venda para efetuar amortizações extraordinárias de dívidas sujeitas ao acordo fechado com um grupo de credores em julho do ano passado para estabilizar 20,5 bilhões de reais em dívidas por um período de 12 meses

A empresa, desde que foi revelado seu envolvimento em um esquema de corrupção no ano passado, está se desfazendo de ativos para reduzir a sua alavancagem, entre eles as operações de confinamento da Five Rivers no Canadá, a Vigor Alimentos e as operações de carne bovina da Argentina, Paraguai e Uruguai.

“A JBS sai fortalecida desse processo de desinvestimento e de reforço de liquidez. Conseguimos vender os ativos pelos valores que esperávamos e a geração de caixa dos negócios da companhia foi muito forte”, afirmou o presidente da empresa, José Batista Sobrinho, em fato relevante.

A JBS ressaltou que a conclusão da venda das operações de confinamento dos EUA depende de aprovação pelo órgão de defesa da concorrência norte-americano e da obtenção de financiamento pelo comprador, além das aprovações societárias. Leia mais em dci 18/01/2018




IPO da Saphyr é melhor opção para liquidez

A Hemisfério Sul Investimentos (HSI) poderá abrir o capital da Saphyr - sua empresa de shopping centers - neste ano, mas não há pressa para que a operação ocorra, segundo o sócio fundador da gestora de fundos de private equity imobiliário e crédito estruturado, Máximo Lima. "Não temos pressa nem necessidade de realizar o IPO [lançamento inicial de ações]. Trata-se de maneira de buscar liquidez", diz o fundador da gestora.

De acordo com o sócio da HSI, a oferta de ações é considerada a melhor opção, pois haveria perda de valor se a carteira de shopping centers fosse fatiada para vendas isoladas de ativos, e o portfólio é muito grande para ser adquirido na totalidade. Segundo Lima, nenhuma instituição financeira foi contratada ainda para assessorar a operação. É provável que sejam realizadas ofertas primária e secundária.

Mesmo com a abertura de capital, a intenção é que shopping centers continue a ser o principal negócio da HSI. De acordo com a gestora, em dezembro, a Saphyr era a sexta maior empresa de shoppings pelo critério de área bruta locável (ABL) própria. Com 13 empreendimentos, a empresa tem ABL própria de 320 mil metros quadrados e ABL total de 390 mil metros quadrados.

No ano passado, o resultado operacional líquido (NOI, na sigla em inglês) da Saphyr cresceu 27%, considerando os mesmos shoppings e 100% se incluído o Tucuruvi. Há previsão de crescimento de 25% desse indicador em 2018, nos mesmos empreendimentos, e de elevação de 60%, incluindo os shoppings Granja Vianna, em Cotia (SP), e Paralela, em Salvador. Esses dois ativos foram comprados da BR Malls por R$ 369,8 milhões no fim de 2017.

As vendas dos mesmos shopping centers da Saphyr cresceram 14% no ano passado. De acordo com Lima, a expansão superou em três vezes a do mercado. As vendas "mesmas lojas" aumentaram 8%. A taxa de ocupação dos empreendimentos passou de 85% para 90%.

A HSI reduziu os custos condominiais de seus shoppings em 7% no ano passado, o que contribuiu para diminuir a inadimplência, de acordo com o sócio fundador.

A partir do fim do ano, a gestora poderá sair do negócio de "self-storage" (espaços para armazenagem) com a venda de sua participação na Goodstorage, segunda maior empresa do segmento no Brasil, de acordo com o fundador da HSI.

Com atuação na capital paulista e na grande São Paulo, a Goodstorage é uma joint venture entre a HSI e o fundo Evergreen Real Estate Partners. "Durante a crise, os ativos tiveram ocupação bem melhor de 'self-storage' do que esperávamos", conta Lima.   Fonte:Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 18/01/2018



Bolsa supera a marca dos 81 mil pontos

A Bolsa já tinha começado o pregão de ontem com a expectativa de fechar o dia na casa dos 80 mil pontos, mas foi além. O grande fluxo de investimentos estrangeiros e o bom momento dos mercados internacionais fizeram o Ibovespa, principal índice do mercado, encerrar a sessão em 81.189 pontos, um novo patamar histórico. O dólar à vista teve leve queda, de 0,42%, e fechou cotado a R$ 3,2136. Analistas ouvidos pelo Estado consideram que mesmo com as altas consecutivas, a Bolsa não vive uma bolha e ainda há espaço para crescer mais. Eles lembram que o mercado sempre tenta olhar para frente e os investidores já previam um movimento de recuperação da economia do País a partir de 2017.

No ano passado, o Ibovespa também bateu recordes e fechou o ano com uma valorização de quase 27%, subindo mais que o dobro do CDI. Desde o início deste ano a Bolsa acumula valorização de 6,27%.

Sobre os recordes consecutivos da Bolsa, Alexandre Espírito Santo, economista da Órama e professor do Ibmec-RJ, avalia que não existe uma única explicação, mas várias que se complementam nesse contexto. A principal delas, diz, é que a liquidez internacional é forte e o dinheiro ainda está barato.

“Os mercados lá fora estão tendo o melhor janeiro em muitos anos, com as Bolsas batendo recordes dos Estados Unidos à China”, ressalta, lembrando que os investidores não percebem que esse cenário possa mudar no curto prazo.

O mercado internacional vive, portanto, um momento positivo, com excesso de recursos e investidores com maior apetite ao risco. Baratas desde a crise, as empresas brasileiras têm um grande potencial de atração de investimentos estrangeiros.

Álvaro Bandeira, economista-chefe da ModalMais, complementa que o apetite pelo risco ganha força também com a cena global em recuperação. “Há uma recuperação de lucratividade de empresas no mundo inteiro. E, no início de ano, os investidores buscam arriscar um pouco mais porque dá tempo de corrigir depois. Isso justifica a propensão maior ao risco.”

É preciso considerar que os juros estão em um patamar historicamente baixo e a nossa Bolsa está mais competitiva, analisa o especialista em Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), Joelson Sampaio. “O investidor estrangeiro vê a economia se recuperando ao mesmo tempo em que a nossa Bolsa continua barata. O Ibovespa está em um patamar elevado em reais, mas em dólar está na casa dos 24 mil pontos, muito atrativa para quem olha do exterior.”

Otimismo. No fim da semana passada, após o rebaixamento da nota de risco do País pela agência S&P Global, justificada sobretudo pela não aprovação da reforma da Previdência e pelo agravamento das contas públicas, havia uma preocupação de que o mercado brasileiro seria tomado pelo pessimismo, mas isso não ocorreu.

Na opinião dos analistas, há um reconhecimento de que os problemas fiscais e previdenciários do Brasil são preocupantes e que a conta deve ficar para o próximo presidente, mas o mercado já havia reagido ao atraso da votação da reforma da Previdência, caindo em novembro enquanto o resto do mundo subiu, e precificado a dificuldade de aprovação do texto este ano.

“A questão da nota soberana está atrelada à agenda fiscal e nesse caso todos aceitamos que a reforma da Previdência virá só em 2019. Mesmo com toda a incerteza política deste ano, há, no fundo, uma expectativa de que um candidato reformista seguirá com essa agenda e o mercado acaba ficando tranquilo”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale.

Fernando Marcondes, analista do Grupo GGR, também pondera que, apesar de o Ibovespa vir batendo recordes, o patamar de 81 mil pontos é nominal. “É preciso lembrar que a inflação dos últimos dez anos é de aproximadamente 72%. Assim, o recorde real seria próximo dos 130 mil pontos.”

No pregão de ontem, a valorização da Bolsa foi acentuada pelo rali das ações da Petrobrás, que eram favorecidas pela aproximação do petróleo tipo Brent dos US$ 70 por barril, patamar capaz de gerar receita suficiente para reduzir a alavancagem da petroleira a níveis melhores.

Os recursos vindos do exterior encontraram ambiente tranquilo com uma agenda doméstica esvaziada pelo recesso parlamentar. As blue chips – ações consideradas de primeira linha –, tiveram valorização relevante. Petrobrás ON e PN subiram 3,62% (R$ 19,47) e 4,02% (R$ 18,36), respectivamente. No setor financeiro, Bradesco PN subiu 2,5% (R$ 36,89) e Banco do Brasil ON, 2,37% (R$ 35,42).

Agenda reformista

“Mesmo com toda a incerteza política deste ano há, no fundo, uma expectativa de que um candidato reformista seguirá com essa agenda e o mercado acaba ficando tranquilo.”  Fonte:O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 18/102/108





17 janeiro 2018

Fusões e aquisições ou uma forma de garantir a própria sobrevivência

Num mercado global, fortemente competitivo e dinâmico, as fusões e aquisições sempre se assumiram como um instrumento estratégico para a obtenção de vantagens competitivas e para a consolidação e crescimento das empresas.

Efetivamente, muitas empresas líderes da economia mundial alcançaram a sua posição no mercado, aliando ao crescimento orgânico uma estratégia bem-sucedida de M&A.

As motivações para o crescimento inorgânico não são novidade. O que é novidade é o alcance e a intensidade das forças disruptivas que enfrentam muitas empresas e indústrias. Impulsionadas pela digitalização da economia global, a mudança no ambiente competitivo, exige que as organizações inovem a um ritmo cada vez mais rápido para garantir sua própria sobrevivência. Os avanços tecnológicos incomparáveis, os novos modelos de negócios disruptivos, o desfoque das linhas do setor e as expectativas dos consumidores que mudam rapidamente, obriga a que muitas empresas repensem suas estratégias e se reinventem à velocidade da luz.

Mundialmente, o Top 1000 de fusões e aquisições continua a ser dominado pelos EUA, sendo o ranking liderado pela aquisição da Twenty-First Century Fox. pela gigante de diversão Walt Disney's por um valor de 52.000 milhões de dólares. No total, os Estados Unidos representaram 424 dos 1000 maiores negócios do ano.

Em Portugal, em 2017, o mercado registou cerca de 300 transações de fusões e aquisições, representando um valor agregado global de 10 mil milhões de euros, sendo grande parte destas operações referente a aquisições realizadas por entidades estrangeiras em Portugal (inbound transactions). Quanto a aquisições portuguesas no exterior, o número foi muito inferior (menos de 100, ou seja, três vezes menos). Esta tendência deverá manter-se em 2018, sendo expectável que ocorram mais transações inbound, do que outbound. A atratividade de Portugal para os investidores estrangeiros, que procuram oportunidades de valor através da compra de ativos em dificuldade (distressed), aliado à necessidade continuada do sector financeiro de "limpar balanços", gerar liquidez, e reduzir NPL (non performing loans), irá seguramente levar a um maior volume de transações.

Os drivers de consolidação variam de setor para setor. Em alguns setores, várias empresas deparam-se com a questão de "onde encontrar mais consumidores". Noutros, é a busca de inovação tecnológica. Noutros ainda, a razão é a busca de aumentos de margem, seja por via de custos, seja pelas receitas.

Uma análise das atividades de fusões e aquisições a nível mundial em 2017 destaca três tendências globais: o crescente apetite por M&A internacionais, a necessidade insaciável de private equity de investir e o volume crescente de negócios envolvendo empresas tecnológicas.

Em 2017 registou-se uma percentagem recorde de negócios transfronteiriços. Das 1000 maiores fusões, mais de um terço foram entre entidades de diferentes países. Um dos principais responsáveis por esta estatística é a China. Na China vários fatores estão a contribuir para a concretização de negócios, incluindo o aumento do consumo pelo crescimento da classe média, e a execução do último plano quinquenal, que reconhece que as fusões e aquisições são um meio importante de obter o acesso a tecnologias estratégicas e de expandir as capacidades comerciais do país.

Em 2017, a maior aquisição chinesa no exterior foi a compra da empresa de armazéns e logística, Logicor, pelo fundo soberano chinês, China Investment Corp (CIC). Esta empresa, que conta com a Amazon como um dos principais clientes, é o maior proprietário europeu na área da logística e distribuição, com mais de 13 milhões de m2 por toda a Europa.

Um outro exemplo é a aquisição pela Chinesa Midea, da KUKA da Alemanha. Esta transação trouxe conhecimentos de robótica ao maior fabricante da China (e do mundo) permitindo simultaneamente à KUKA o acesso ao mercado mais importante de produção automóvel.

Também de crescente importância são as transações envolvendo empresas tecnológicas. Muitas empresas reconhecem que, para se manterem competitivas, precisam de desenvolver novos modelos de negócio, e obter conhecimento que assegure que a organização permaneça competitiva e satisfaça os seus principais stakeholders de forma sustentável.

A velocidade de reinvenção sempre foi a vantagem principal das fusões e aquisições em comparação com o crescimento orgânico, mas numa época em que as empresas de tecnologia continuam a emergir e a competir com sucesso em diferentes setores (hotelaria, automóvel, serviços financeiros, produção de conteúdos TV, entre outros) é imperativo para as empresas já estabelecidas rapidamente readquiram a sua vantagem competitiva.

No entanto, para os líderes empresariais que contemplem fusões e aquisições "transformacionais", uma palavra de alerta: mais de 60% destas fracassam em atingir os seus objetivos e destroem valor, no curto, e longo prazo. Variadas razões estão por detrás deste resultado: fraca comunicação com clientes e colaboradores, integração demorada e mal planeada, excesso de confiança, pagamento de prémios exagerados, e pouca supervisão por parte dos administradores não executivos... leia mais em jornaldenegoios.pt 28/12/2017

17 janeiro 2018



Ibovespa sobe e fecha acima dos 81 mil pontos pela 1ª vez

Índice da bolsa valorizou 1,7% nesta quarta-feira, com volume financeiro do pregão somando R$ 9,48 bilhões

O principal índice da bolsa paulista fechou em alta nesta quarta-feira, acima dos 81 mil pontos pela primeira vez, na esteira do contínuo fluxo de investimento estrangeiro, em sessão que teve ainda um noticiário corporativo mais movimentado, além de vencimento de opções sobre o Ibovespa.

O Ibovespa fechou na máxima da sessão, em alta de 1,7 por cento, a 81.189 pontos. O giro financeiro somou 9,48 bilhões de reais.

Na véspera, o índice rompeu pela primeira vez o marco dos 80 mil pontos, mas não o sustentou o patamar até o fechamento, com investidores encontrando oportunidades para ajustes. Nesta sessão, no entanto, a força compradora se sobrepôs e levou a novas máximas.

"As expectativas otimistas para o Brasil... e com taxa de juros baixa e inflação controlada, no curto prazo não vemos nenhum investimento interessante para tirar recursos da bolsa", disse o analista da Um Investimentos Aldo Moniz.

A perspectiva de recuperação econômica no Brasil, em meio a juros baixos, mantém o viés favorável para o mercado acionário, que segue alvo ainda de forte fluxo de investimento estrangeiro. Este movimento também vem ajudando a segurar as tentativas de ajuste no índice.

Apenas até o dia 15 de janeiro, o saldo externo na B3 estava positivo no ano em 4,1 bilhões de reais e a perspectiva do mercado é que siga forte ao longo do primeiro trimestre.

O persistente fluxo tem ajudado ainda a limitar as tentativas de ajuste, com o Ibovespa acumulando alta de 6,3 por cento no ano e tendo fechando em território negativo apenas em três pregões em 2018 até agora.

"O mercado está forte e até agora não tem nada dizendo que vem correção por aí. Os ajustes ficam mais no intraday, mas sem muita força", disse o sócio-analista da Eleven Financial, Raphael Figueredo. .. leia mais em dci 17/01/2018





LTM compra DevPartner

A LTM, empresa especializada em tecnologia para gestão de programas de fidelidade, comprou a DevPartner, cujo foco é gerir os programas de apoio da indústria automobilística para as suas revendas.

As duas empresas são sediadas em São Paulo e contam com grandes nomes nas suas carteiras de clientes, incluindo, no caso da LTM, nomes como Vivo, Santander, Bayer e Cielo, e no caso da DevPartner, 12 montadoras, entre elas Audi, Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen.

As duas carteiras quase não tem sobreposição. A LTM atende BMW e Fiat, sendo que só a primeira também é cliente da Devpartner. O valor do negócio não foi revelado.

“A DevPartner é uma companhia líder em seu segmento e que vem agregar serviços à LTM, nos possibilitando a entrada em novas áreas, como agronegócio, mercado imobiliário e indústria automobilística, além de ampliar o portfólio de serviços para os clientes da casa”, explica o VP Comercial da LTM, Otávio Abdala.

O forte da empresa são softwares de gestão de verba cooperada e gerenciamento de leads, nos quais a companhia afirma ter 80% do mercado no setor automotivo. A companhia também trabalha com o sistema de gestão de relacionamento com clientes Dynamics CRM da Microsoft.
Com aquisição, a meta é dobrar o faturamento até o início de 2019.

A gestão de verba cooperada funciona como uma auditoria do valor liberado pela indústria para as campanhas de mídia realizadas pelos canais de distribuição, garantindo o padrão de qualidade e otimização das verbas.

Já o gerenciamento de leads consiste na qualificação, negociação, agendamento, follow e avaliação da satisfação do cliente ao final do processo, possibilitando que as agências de marketing digital saibam quanto foi convertido e quanto foi perdido em vendas. Maurício Renner Leia mais em baguete 17/01/2018