20 julho 2017

AB Inbev compra fabricante de energético americana Hiball

A Anheuser-Busch InBev (AB InBev NV) segue a mesma estratégia das gigantes de refrigerantes na busca de empresas produtoras de bebidas não alcoólicas saudáveis.

Depois de assinar um acordo no ano passado com a Starbucks para vender um chá pronto para beber, a maior cervejaria do mundo fechou nesta quinta-feira a compra da Hiball, uma empresa de San Francisco, Califórnia, que produz bebidas energéticas orgânicas, sucos gaseificados e águas. O valor da aquisição não foi divulgado... leia mais em valoreconomico 20/07/2017

20 julho 2017



IPO do Carrefour segura empresas de varejo — com uma notória exceção

O IPO do Carrefour Brasil gerou vendas em outras ações do setor de consumo nos últimos dois dias: gestores fizeram caixa para comprar a oferta, que foi precificada ontem no piso da faixa que ia de R$ 15 a R$ 19 por ação, levantando R$ 5,1 bilhões e fazendo deste o maior IPO brasileiro dos últimos quatro anos, segundo nossos colegas da Reuters.

Como às vezes o mercado tem que descobrir um santo para cobrir outro, as ações de Pão de Açúcar, Lojas Americanas e Lojas Renner caem desde sexta-feira, apesar do otimismo cada vez maior com a próxima reunião do Copom, que levou ao fechamento das taxas de juros nos últimos dias.

Um investidor estimou que cerca de R$ 1 bilhão sairão das empresas de consumo para o IPO do Carrefour entre segunda-feira e hoje, quando o impacto talvez ainda seja sentido. “Quando este fluxo acabar, esses papeis devem ter um alívio,” disse um gestor.

Para um investidor que comprou Carrefour na oferta, o papel saiu a 17x o lucro estimado para 2018 — um desconto de 5%-10% em relação ao Grupo Pão de Açúcar (GPA), 10%-20% em relação a Lojas Renner e cerca de 20% em relação a Americanas.

Segundo este gestor, o Carrefour ainda pode pagar juros sobre o capital próprio (JCP) este ano, o que deixaria o papel mais barato (o management do Carrefour Brasil indicou no roadshow que isto não aconteceria, já que a matriz na França teria que pagar imposto ao receber o JCP...); e a companhia ainda pode usar seu vasto portfólio imobiliário para fazer operações financeiras que aumentem seu lucro, como, por exemplo, a constituição de fundos imobiliários. “É ineficiente carregar imóveis no balanço, tanto é que o Carrefour global está indo na mesma direção [de monetizar imóveis],” disse este gestor.

Mas, do ponto de vista do fluxo, o grande diferencial entre Carrefour e GPA hoje é uma questão técnica: como o Carrefour Brasil será uma ação líquida, e como a posição de Abilio Diniz na companhia será parte do chamado ‘free float’ [as ações fora das mãos dos controladores], isso fará com que índices como o MSCI e o FTSE incluam a ação em suas carteiras teóricas, forçando a compra do papel por investidores passivos.


Para outro gestor, o fluxo saindo de outros nomes do varejo para o Carrefour aconteceu e pode até se intensificar hoje, quando os gestores descobrirão sua alocações. Mas, para ele, alguns papeis estão passando por uma correção simplesmente porque já haviam subido muito. “Qualquer cálculo do tamanho deste fluxo é especulação,” disse.

Remando contra a corrente só mesmo o Magazine Luiza, que se beneficiou de um relatório do Bradesco na segunda-feira estabelecendo um preço-alvo de R$ 395. A ação do Magazine continua a ser reprecificada: os investidores estão começando a reconhecer um componente de e-commerce na empresa, que antes era negligenciado. O papel fechou ontem a R$ 344.

Agora, com o Carrefour listado, gestores de fundos long/short poderão fazer apostas de performance relativa criando novos pares no universo do varejo, mas o mais óbvio será contrapor o próprio Carrefour a seu arquirrival, o GPA.

Para além do denominador comum entre as duas companhias — o negócio de atacarejo — o mercado tentou precificar as diferenças. O Carrefour tem um banco em seu balanço; o GPA não. O Carrefour é dono da maioria dos imóveis que ocupa; o GPA paga aluguel. O GPA é maior em hipermercados, um negócio detestado por consumidores e investidores; o Carrefour, menor.

E, como sempre acontece, o que um investidor via como ‘problema’, o outro via como ‘oportunidade’. “O mix de negócios do Carrefour é mais resiliente,” dizia um. “O GPA tem mais probabilidade de surpreender no lucro,” respondia outro.

Mas apesar de toda a saliva e esforço gastos na comparação, a verdade é que se trata de duas empresas muito similares — e negociando a múltiplos muito parecidos.

Nos cálculos da Eleven Financial, a R$ 15/ação o Carrefour negocia a 9,4x EV/EBITDA (o valor da firma dividido pela geração de caixa) para 2017, enquanto o GPA estaria ligeiramente mais barato, a 8,5x. Já no múltiplo valor da firma/faturamento, usando-se os números do primeiro trimestre para ambas as empresas, o Carrefour (a R$ 15) negocia a 0,69x, e o GPA, a 0,63x — na melhor das hipóteses um empate técnico. Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 219/07/2017



O chão está se mexendo: os bancos na era das fintechs

Desde os tempos dos Médici, na Itália do século XV, os bancos têm sido a melhor expressão da solidez no mundo dos negócios: desde então, sua imagem sempre esteve associada à de organizações poderosas.

Mas um diálogo inocente entre meus filhos numa recente tarde de sábado reitera o que todos já sabemos: o chão dos bancos está se mexendo, e os paradigmas estão se quebrando.

Juliana, de 19 anos, perguntou ao Gabriel, de 23, se ele estava acompanhando o caso do hacker que havia invadido o Netflix e ameaçava publicar na internet todos os capítulos da série 'Orange is the new black'. Ela estava impressionada com a capacidade do hacker — afinal de contas, ele tinha invadido o Netflix! Meu filho retrucou: “não vejo nada demais, afinal de contas toda hora vemos casos de hackers que invadem até grandes bancos”. Ao que minha filha, cheia de autoridade, rebateu: “Você quer comparar os bancos com o Netflix?”

A queda dos poderosos é dura.

O mundo digital estabeleceu uma nova relação entre consumidores e marcas. A construção das marcas, mais do que nunca, agora se dá pela experiência do usuário. No Brasil, o Nubank se tornou uma marca de cartão de crédito desejada pelos millenials sem nunca ter gasto muito em publicidade. As empresas digitais investem significativamente menos em branding do que as corporações tradicionais do mundo físico. A Amazon gasta cerca de 6,7% de sua receita bruta em marketing, ao passo que o número do Wal-Mart é de 18,5%, ou seja, quase 3 vezes superior.

As empresas nativamente digitais sabem que, atualmente, é a experiência que ajuda a formar a percepção da marca. E neste processo não importa muito o balanço da empresa ou seu patrimônio. Seus ativos estão no seu relacionamento com o consumidor. A Amazon sabe que um cliente bem atendido ou positivamente surpreendido em seu processo de compra vale muito mais do que qualquer ação de marketing.

Esta nova dinâmica elimina as barreiras entre setores regulamentados e não regulamentados. O consumidor busca as melhores experiências de uso, não importando o segmento. Se ele leva poucos minutos para abrir uma conta e começar a usar o Spotify, ele quer fazer o mesmo com um banco. Se o banco precisa seguir uma regulamentação, cuidar da segurança dos dados, isto é visto como um problema do banco, e não do consumidor. A experiência reina na mente do usuário. Ela deve ser simples, rápida e, se possível, divertida. O Bradesco acabou de lançar o seu banco digital e tentou seguir à risca esta receita. Surpreendeu o mercado com o tom de voz do Next, extremamente informal, como se fosse um jovem falando com outro jovem.

Na nova realidade do mundo digital, a luta de Davi contra Golias tornou-se uma batalha entre iguais. Tamanho não é mais documento na arena competitiva; gigantes incumbentes e pequenos novos entrantes disputam consumidores em pé de igualdade. Para um millenial, abrir conta no Banco Neon é tão atrativo quanto iniciar um relacionamento com o Itaú, não importando se a instituição financeira que está por trás do Neon é o bem menos conhecido Banco Pottencial.

Se a experiência encanta o usuário, ele se engaja e pode até virar um embaixador da marca, recomendando-a nas redes sociais e nos seus círculos de amizade. O Itaú sabe disso e tem investido fortemente na aproximação com este mundo, através do Cubo e outras iniciativas. A compra de participação na XP tem muito desta necessidade de estar conectado a uma nova forma de pensar e atuar.

Esta era da experiência tem também outra característica: uma experiência positiva hoje gera confiança, um atributo poderoso num processo de tomada de decisão. Há tempos atrás não deixaria minha filha entrar num taxi com um motorista desconhecido. Mas hoje não tenho esta preocupação se ela entra num Uber. O TripAdvisor é uma referência importante na escolha de um hotel. Mesmo que as opiniões venham de pessoas totalmente desconhecidas, cujo nível de exigência e preferências pessoais possivelmente seja diferente do seu. Escolher um restaurante com base nas avaliações do OpenTable parece tão natural quanto consultar o Zagat, que já foi a bíblia do assunto.

Nesta lógica, não só os atributos da marca são fortemente determinados pela experiência, mas também a percepção de solidez da empresa, que deixa de ter relação direta com o patrimônio ou o balanço da companhia. E isto tem um impacto forte para as instituições financeiras, uma vez que a decisão de escolha do consumidor historicamente esteve associada à sua percepção de solidez (que remete à confiança). Durante décadas a caderneta de poupança captou bilhões de reais de investidores que sabiam que muitas vezes ela perdia da inflação, mas continuavam lá, porque era ‘segura'.

A questão hoje é: se a construção desta percepção de solidez migrou de ativos reais para a experiência do usuário, a solidez, nos termos em que conhecíamos, já não tem mais a mesma relevância no processo de decisão de compra do consumidor. Vultosas somas em campanhas de ‘branding' não livrarão nenhum grande banco de ter que rever seus processos para passar a priorizar a experiência do usuário. Só assim estes grandes bancos terão condições de competir com o Netflix na mente dos nossos filhos e netos.

*Na foto acima, a Casa dos Médici. Os bancos em breve serão muito diferentes daquilo que eles criaram. - Por Guilherme Horn é diretor de inovação da Accenture, com mais de 20 anos de experiência em fintechs. Foi um dos sócios da Corretora Ágora e da Órama, e é investidor em dezenas de startups. Por braziljournal 20/07/2017



Prumo assina contrato definitivo com GranEnergia para a criação da Dome

A Prumo Logística assinou contrato definitivo para parceria de sua subsidiária Prumo Serviços e Navegação (PSN) com a GranEnergia Navegação, criando a Dome, de serviços para a indústria de óleo e gás.

A parceria havia sido anunciada em outubro do ano passado. A participação de cada empresa é de 50% e se dará inicialmente por meio de um consórcio, depois por uma sociedade de propósito específico.

A Dome se instalará no Terminal 2 do Porto do Açu, ocupando inicialmente uma área de 47 mil m², sendo 17 mil m² com estruturas já construídas, como prédios administrativos, oficinas, galpões, entre outros, informa a Prumo em nota. - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 20/07/2017



Fosun faz oferta avaliando a Guide em R$ 500 milhões

O conglomerado Fosun International fez uma oferta para comprar a Guide Investimentos num ‘valuation' de cerca de R$ 500 milhões, no que pode ser a primeira transação envolvendo uma corretora brasileira depois da venda da XP Investimentos para o Itaú Unibanco.

O grupo chinês está fazendo 'due diligence' na Guide, que pertence ao Banco Indusval, e a compra pode ser anunciada nos próximos dias.

A oferta da Fosun inclui a compra de uma participação majoritária; o restante seria comprado posteriormente, num valor ligado aos lucros da empresa.

A compra da Guide permitirá que o Indusval use os recursos para se capitalizar num momento em que o índice de Basiléia do banco cai a níveis preocupantes: ao fim do primeiro trimestre, estava em 10,9%, próximo ao mínimo exigido pelo Banco Central.

O Indusval tem hoje 96,1% da Guide, fatia que deve cair a 80% depois que todos os executivos exercerem suas opções. O restante está nas mãos da Simplific, gestora de patrimônio carioca comprada no ano passado, e do diretor Alexandre Atherino.

No médio prazo, a ideia da Fosun é integrar a Guide à Rio Bravo Investimentos, que a Fosun comprou há cerca de um ano.

O negociador da Fosun é Carlos Zanvettor, ex-CEO da Contax, que deve assumir uma posição de liderança na empresa que surgir da combinação da Guide com a Rio Bravo.

A Guide é a antiga Corretora Indusval, fundada em 1967, que passou por uma ampla repaginação em 2013, com investimentos em sistemas e foco em pessoas físicas de alta renda. Hoje, a Guide tem 40 mil clientes e R$ 11 bilhões em ativos sob custódia, de acordo com informações disponíveis em seu site.

Nos últimos anos, enquanto o Indusval sofre com prejuízos recorrentes – muito por conta da sua operação focada em crédito e títulos corporativos — a Guide tem crescido e recebido investimentos.

Em 2014, a Guide comprou a corretora mineira Geraldo Corrêa e, no ano seguinte, levou a carteira de pessoas físicas e a equipe da paulista SLW, além da Simplific.

Apesar das receitas crescentes, a operação ainda é deficitária. Em 2016, o faturamento cresceu 25% para R$ 12,8 milhões, e o prejuízo foi de R$ 4,6 milhões. O resultado operacional, no entanto, saiu do vermelho e foi para o azul, em R$ 3,1 milhões.

Se confirmado, o 'valuation' oferecido pela Fosun será a evidência mais recente de como a operação XP-Itaú reprecificou o mercado de instituições financeiras voltadas ao varejo, e confirmará o apetite para crescer no Brasil do empresário Guo Guangchang, que fundou a Fosun quando ainda estava na faculdade e hoje é conhecido como 'o Warren Buffett da China'.

Será também um belo negócio para os acionistas do Indusval, incluindo Jair Ribeiro, um dos fundadores do antigo Banco Patrimônio e um veterano do mercado financeiro.

No início deste mês, a Coluna da Broadcast reportou que “os donos do Indusval têm a ideia de vender a plataforma [Guide] junto com o próprio banco, para o qual buscam um comprador há anos. No entanto, os potenciais interessados não reconhecem valor em uma aquisição agregada, dado o volume de problemas no banco.”

A evolução das conversas com a Fosun sugere que os controladores do Indusval resolveram monetizar o ativo para o qual existe demanda efetiva.

O Indusval está em processo de fechamento de capital desde o ano passado. Mas, no fim de junho, sinalizou que está prestes a vender ativos: pediu à CVM que adiasse o processo da oferta pública de aquisições de ações porque estava em “tratativas confidenciais de parcerias estratégicas”.

Segundo o fato relevante divulgado na época, essas negociações, “apesar de não envolverem o controle da companhia, poderão, caso sejam concretizadas, impactar a sua rentabilidade futura”. O banco disse que esperava ter uma conclusão sobre essa transação em 90 dias.

A Fosun não é o primeira empresa chinesa a olhar para os ativos do Indusval. Há cerca de um ano, a repórter Tatiana Bautzer, da Reuters, noticiou que o banco negociava sua venda para os chineses da Shanghai Pengxin.  Geraldo Samor e Natalia Viri Leia mais em braziljournal 20/07/2017




Petrobras dá primeiro passo para vender Braskem

Estatal negocia acordo de acionistas com a Odebrecht para valorizar sua participação

A Petrobras deu um importante passo para iniciar o processo de venda de sua participação acionária na Braskem, maior grupo petroquímico da América Latina controlado pela Odebrecht. Em fato relevante ao mercado divulgado ontem, a estatal informou que iniciou as negociações com a Odebrecht para revisão dos termos e condições do acordo de acionista entre as duas partes assinado em fevereiro de 2010.

De acordo com um executivo próximo às empresas, essa discussão é fundamental para a Petrobras obter um maior valor por suas ações quando elas forem postas à venda. A Petrobras tem 47% do capital votante da Braskem, e a Odebrecht, 50,1%.

"O objetivo é construir um novo acordo de acionistas entre as duas partes que permita dar maior valor ao ativo que a Petrobras vai colocar à venda. Foi importante a Odebrecht aceitar negociar esse acordo", destacou um executivo próximo às negociações.

Bloco de controle
O acordo de acionistas atual concede à Petrobras poder no bloco de controle da Braskem, que não pode ser transferido ao futuro comprador. Desde o ano passado, a Petrobras já anunciou publicamente sua intenção de sair do setor petroquímico com a venda de sua fatia na Braskem.

No comunicado ao mercado, a Petrobras destaca que essa revisão no acordo de acionistas “busca aprimorar a governança corporativa da Braskem e o relacionamento societário entre as partes”.

A Braskem vem apostando pesado em sua ampliação no mercado americano. A empresa está investindo US$ 675 milhões para construir sua sexta fábrica de polipropileno nos Estados Unidos. No primeiro trimestre do ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, um aumento de 47% em relação ao mesmo período de 2016.

A venda da Braskem poderia impulsionar o programa de venda de ativos da Petrobras para o período 2017-2018, no qual a companhia pretende levantar US$ 21 bilhões para reduzir seu endividamento. POR AGÊNCIA O GLOBO  Leia mais em epocanegocios 19/07/2017



Plano da J&F é vender marcas da Flora e sair de cosméticos e limpeza

A J&F, holding que congrega os negócios dos irmãos Joesley e Wesley Batista, deve vender as marcas da fabricante de cosméticos de produtos de limpeza Flora e não a companhia como um todo, segundo uma fonte a par do assunto.

O portfólio - que tem os sabonetes Francis, as linhas para cabelos Ox e Neutrox, e o detergente Minuano como principais produtos - deve ser fatiado para atrair compradores diferentes.

Vender todo o negócio - como ocorreu com a Alpargatas e como a Vigor está sendo negociada - seria uma tarefa difícil, segundo uma fonte. O portfólio da Flora, com no... leia mais em valor econômico 20/07/2017



Cast adquire Logix e movimenta mercado de TI com agenda de aquisições

A agenda de fusões e aquisições no setor de tecnologia da informação está aquecida. A Cast Group, que integra a lista das 10 maiores empresas de tecnologia da informação (TI) do Brasil, quer alcançar o grupo das cinco mais relevantes com uma série de aquisições neste ano. O investimento mais recente foi na Logix, de soluções de automação e que possui clientes como Vale, Cemig e Eletrobrás.

Apetite
Esta é a quarta empresa integrada ao grupo nos últimos dois anos. Para o segundo semestre, a Cast, parceira da alemã SAP, pretende levar mais duas empresas e deve chegar ao fim deste ano com faturamento de R$ 400 milhões. Leia mais em ColunadoBroad.estadao  20/07/2017

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Cast group adquire grupo Logix e passa a atuar no mercado de Automação, Controle, Indústria 4.0 e Internet das Coisas (IoT)

Objetivo da Cast Group é disponibilizar um portfólio de soluções cada vez mais completas para atender às novas necessidades dos clientes.

A Cast group, empresa nacional líder em soluções end-to-end de TI, acaba de dar mais um passo em direção à sua consolidação como uma integradora de tecnologia que atende à demanda de seus clientes de forma completa. A companhia finalizou a aquisição do Grupo Logix, um grande player em soluções de Automação, Controle e Sistemas de Energia.

As negociações começaram em junho de 2016 e a partir de agora, a Logix torna-se parte integrante da Cast Group, que passa a disponibilizar um portfólio de soluções completo para atender às demandas da chamada Indústria 4.0, conceito que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle, IoT, robótica e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura.

Sobre a Cast Group

Com 27 anos de mercado, a Cast é uma empresa nacional de Tecnologia da Informação com larga experiência em grandes projetos para as áreas privada e pública, que atua com consultoria de TI e outsourcing de desenvolvimento, aplicações, infraestrutura, e implementação de soluções ERP, BI, ECM, HCM, CRM, etc., de um ecossistema de parceiros líderes de mercado, tais como SAP, Oracle, IBM, RedHat. Nos últimos anos, a Cast group adquiriu quatro empresas, a Meta, SUM, PowerLogic e HRD, para complementar suas ofertas para o setor privado.

Hoje, a Cast group é reconhecida pelo IDC como a maior empresa em serviços de aplicações de TI para este mercado, com mais de 200 clientes, especialmente nas áreas de finanças, indústrias e serviços, como, Banco do Brasil, Cielo, Codesp, Datasus, Cervejaria Petrópolis, Atento, Libbs, Usiminas, Colgate Palmolive, Lojas Marisa, SUEZ, Farmoquímica, EMS, Votorantim, DrogaRaia e Proderj. Além, disso, a companhia possui as certificações ISO 9001:2008, CMMI e MPS.BR.

Com mais de 2 mil colaboradores e filiais em São Paulo (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Maceió (AL) e Campo Grande (MS), além de uma fábrica de software em Araraquara (SP), a Cast group atua em todo o Brasil por meio de diversos canais de venda e suporte. A empresa também tem presença internacional com uma filial em Delaware, nos Estados Unidos. Leia mais em logins 20/07/2017



Fnac vai investir em lojas antes de repassar operação no País à Cultura

A varejista francesa de livros e eletrônicos Fnac está deixando o País após 18 anos. Oficialmente em busca de um parceiro para o negócio brasileiro desde fevereiro deste ano, a companhia anunciou ontem um acordo com a Livraria Cultura, controlada pela família Herz. Segundo apurou o ‘Estado’, antes de repassar o negócio por um valor simbólico para o grupo nacional, a Fnac se comprometeu a investir um pouco menos de R$ 150 milhões na rede.

Com apenas 12 lojas no País, a Fnac não fazia novos movimentos no Brasil há três anos, desde que abriu uma pequena unidade no free shop do Aeroporto de Guarulhos. Segundo fontes, o dinheiro que a Fnac, mesmo de saída, vai investir agora será parcialmente destinado à reforma de lojas, que há tempos têm o mesmo design. O negócio operava no vermelho havia anos, e a receita somou ¤ 138 milhões em 2015.

A marca Fnac será usada pela Cultura em um primeiro momento, dizem fontes, mas não está definida como será a relação comercial no longo prazo.

Dificuldades. O anúncio pegou o mercado de livros de surpresa, até porque a Cultura passa por dificuldades, inclusive com atrasos de repasses de pagamento a editoras.

O atraso, que é de cerca de seis meses, segundo fontes de mercado, está em fase de renegociação neste momento e a expectativa é que a situação não deva ser solucionada antes do fim de 2017. Uma fonte do setor diz que as editoras só foram avisadas da união entre Cultura e Fnac na manhã de ontem.

A empresa viu sua receita cair cerca de 17% nos últimos três anos, atingindo R$ 380 milhões em 2016. Além disso, os últimos dois anos foram de cortes no setor administrativo – a companhia demitiu 800 funcionários no período, reduzindo seu efetivo em 40% desde 2014.

Em sua conta no LinkedIn, no entanto, o presidente da Livraria Cultura, Sergio Herz, comemorou ontem o acordo com a Fnac. Segundo ele, trata-se de um passo que vem para transformar o negócio da companhia, fundado há 70 anos. Procurada pelo Estado para explicar condições do acordo, Cultura e Fnac não quiseram se pronunciar.

Em entrevista ao jornal em março, Herz havia minimizado o atraso do repasse às editoras, dizendo que se tratava de um processo “normal” diante da crise do varejo. Em fevereiro, chegou a circular no mercado a informação de que a Cultura estava à venda e que a concorrente Saraiva analisava a aquisição – informação que foi negada pelo empresário.

Na época, Sergio acrescentou que os custos de manutenção de lojas físicas vinham pressionando a operação – por isso, um de seus projetos era reforçar o e-commerce da Cultura. Agora, com a incorporação da Fnac, a rede de unidades deverá ser ampliada para 29 lojas – e os novos pontos de venda serão de maior porte.

Outro desafio da Cultura será aprender a trabalhar no segmento de eletroeletrônicos, que é o carro-chefe da Fnac. Segundo uma fonte do setor, a rede francesa havia praticamente desistido de livros nos últimos meses, reduzindo drasticamente novos pedidos. A Fnac foi assessorada pelo Santander e pela Veirano Advogados. A Cultura teve assessoria do Souza, Cescon Advogados.  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 20/07/2017



Mexicana Lala Foods fecha exclusividade com a Vigor

Alimentos. A candidata apresentou a melhor proposta em termos de preço. Os termos do contrato também foram bem recebidos. No fim, o conjunto da obra colocou a Lala numa posição vantajosa.

A J&F tem pressa para vender os ativos e, por isso, a facilidade e rapidez em concluir as transações são condições valiosas na hora de escolher os futuros compradores de suas operações. A francesa e líder global em laticínios Lactalis também ofereceu um valor atrativo. Entretanto, o contrato sugerido é mais complexo e, consequentemente, consumiria mais tempo para que o negócio fosse concluído.

A Vigor teria recebido ainda proposta não-vinculante de grupos americanos, mas que, por serem mais exigentes em termos de due dilligence, estariam fora do páreo.

 Revanche. A Lala Foods já tentou, há cerca de três anos, comprar a unidade de lácteos da BRF, mas foi a Lactalis que ficou com o negócio.

Bradesco BBI e Santander Brasil, além de credores, assessoram a venda da Vigor. Procurados, os envolvidos não comentaram. O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 20/07/2017



19 julho 2017

Chineses querem comprar Renova Energia e ativos de geração da Light

Grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina

Grupos chineses têm interesse na aquisição da empresa de energia limpa Renova Energia e nos ativos de geração de sua controladora, a Light, além da disposição de injetar recursos nas empresas para continuar projetos em desenvolvimento e pagar dívidas, segundo documento visto pela Reuters.

Tanto Light quanto Renova são controladas pela estatal mineira Cemig, que anunciou recentemente um enorme plano de desinvestimentos para reduzir dívidas que inclui a possível venda integral das duas empresas.

Em uma carta de intenções enviada à alta cúpula das companhias, o grupo chinês CIRI Information Technology Co. disse que representa conglomerados orientais como a PowerChina e que estes possuem interesse em comprar ativos de geração de energia renovável no Brasil, o que incluiria a totalidade da área de geração da Light e a Renova.

O interesse pelos ativos foi oficializado em 10 de julho, dias antes de a Light anunciar que concedeu exclusividade por 60 dias à canadense Brookfield em negociações para a venda da Renova, em um movimento que indica que possivelmente os ativos das duas empresas não serão negociados em conjunto.

"A PowerChina tem interesse em globalizar suas operações e conta com suporte técnico e parceria financeira com o CIRI para execução desses objetivos", afirma a CIRI, empresa que executa ações de gestão e intermediação de investimentos financeiros para os principais bancos de fomento e investimento da China.

A Light é responsável pela distribuição de eletricidade na região metropolitana do Rio de Janeiro e possui cerca de 900 megawatts em ativos de geração, além de parte da Renova Energia, que investe principalmente em usinas eólicas.

Na carta, os chineses citam interesse na "realização de oferta de aquisição global do parque gerador do Grupo Light" e dizem que há "disposição para aporte direto de capital primário e secundário" para amortizar dívidas de curto prazo da elétrica, o que se daria em troca da participação societária da Cemig na empresa.

A proposta poderia incluir também a compra integral da área de geração da Light, incluindo participações dos demais sócios da empresa no negócio.

O interesse também envolve a injeção de capital primário e secundário na Renova, com possibilidade de compra da totalidade da companhia (cláusula de "tag along") e garantia de até 100 por cento dos recursos necessários para desenvolver os projetos em desenvolvimento que fazem parte do plano de expansão da geradora renovável.

As propostas evidenciam uma forte movimentação de investidores estrangeiros em busca de ativos de energia no Brasil mesmo em meio à maior crise econômica do país.

Procurada, a Cemig afirmou que não vai comentar o assunto.

A Light disse que "está atenta às oportunidades relacionadas aos seus ativos" e manterá o mercado informado. A Renova não comentou imediatamente o assunto.

A Reuters publicou no início de julho que a Renova Energia já atraiu uma proposta da investidora em empresas em reestruturação Oak Tree Capital Management, além da oferta da Brookfield.

A empresa de energia renovável controlada por Cemig e Light tem sofrido com falta de recursos para tocar um ambicioso plano de investimentos em usinas eólicas e solares desde o fracasso de um acordo com a norte-americana SunEdison --que havia se comprometido a aportar capital na companhia, mas desistiu do negócio após entrar em recuperação judicial nos EUA.

A Cemig também já disse recentemente que pretende vender a totalidade da Light. Em teleconferência neste mês, executivos do grupo mineiro disseram que receberam manifestações iniciais de interesse no ativo por pelo menos 12 empresas.

A Reuters publicou no início de junho que os planos para venda de ativos da Cemig e da estatal federal Eletrobras provavelmente atrairiam interesse de grupos chineses e de fundos de investimento, que têm uma visão de longo prazo em seus investimentos em energia no país. Por Guillermo Parra-Bernal e Luciano Costa Reuters Leia mais em DCI 19/07/2017 

19 julho 2017



Reckitt Benckiser, fabricante do Veja, vende unidade de alimentos para a McCormick por US$ 4,2 bi

A Reckitt precisava reduzir a dívida que assumiu após comprar a Mead Johnson, fabricante do Sustagen, por US$ 16,6 bi.

A fabricante norte-americana de condimentos McCormick venceu a disputa para comprar a unidade de alimentos da empresa Reckitt Benckiser na América do Norte, por US$ 4,2 bilhões.

Em abril, a Reckitt disse que estava revisando opções para a unidade, que tem no portfólio a mostarda e o ketchup French's, para cortar sua dívida após a compra de US$ 16,6 bilhões da Mead Johson, fabricante do Sustagem e outros suplementos.

A Reckitt fabrica essencialmente produtos de limpeza e medicamentos. No Brasil é dona das marcas Veja, Vanish, Dettol e também Naldecon e Luftal.

A venda, anunciada na terça-feira (18), reduzirá a relação dívida líquida/Ebitda da Reckitt de 4,1 para 3,3 vezes. O Ebitda é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização e mede a capacidade de geração de caixa da empresa.

Com a dívida menor, a empresa poderá se concentrar mais na saúde do consumidor e em marcas domésticas como os preservativos Durex e os remédios Mucinex.

O preço de US$ 4,2 bilhões representa um múltiplo de 19,6 vezes o Ebitda. Segundo os analistas da Bernstein, o indicador é muito maior do que a média de longo prazo de grandes negócios no setor, de 16,2 vezes o lucro. Também é superior ao recorde de 18 vezes o Ebitda que a Reckitt pagou pela Mead Johnson.

As agências de classificação S&P e Moody's advertiram que a aquisição poderia levar a baixas na classificação de crédito da McCormick.

A projeção é que as vendas líquidas da empresa que surgirá da combinação dos negócios em sejam de cerca de 5 bilhões de dólares 2017, disse a McCormick. Por Reuters Leia mais em G1.globo 19/07/2017