26 junho 2017

Google lança fundo para investir em startups de Inteligência Artificial

Algorithmia é a primeira empresa a receber aporte liderado pela gigante de tecnologia

A Algorithmia, startup que oferece uma plataforma que simplifica o uso de machine learning, levantou US$ 10,5 milhões em rodada série A liderada pelo Google.

O aporte inaugura o fundo de investimentos da gigante de Mountain View dedicado exclusivamente a empresas de inteligência artificial.

Segundo informações da Venture Beat, Anna Patterson, vice-presidente de engenharia para Inteligência Artificial do Google, irá integrar o novo conselho como parte do negócio.

Com base em Seattle, a Algorithmia construiu uma espécie de marketplace de algoritmos. Em resumo, a companhia oferece soluções que visam democratizar o uso de machine learning para outras empresas. Nela, desenvolvedores conseguem acessar os algoritmos, usando-os para integrar aos seus próprios aplicativos. Há soluções que conseguem desde detectar nudez em imagens digitais aquelas que analisam frases.


O sistema da companhia também converte os algoritmos publicados em serviços de nuvem, podendo ser integrados facilmente em um aplicativo, site ou outro serviço. Uma versão paga da plataforma é usada por grandes companhias na área de finanças, farmácia e outras verticais.

Atualmente, a Algorithmia oferece 3.500 modelos de machine learning que atendem uma base de 45 mil desenvolvedores.

O aporte na startup também contou com a participação da Madrona Venture Group, Rakuten Ventures, Osage University Partners e Work-Bench. Leia mais em computerworld 26/06/2017

26 junho 2017



Itaúsa tem interesse em comprar 50% da Alpargatas

A Itaúsa afirmou por meio de um comunicado que tem interesse em adquirir 50% da participação da J&F na Alpargatas para fazer a gestão compartilhada da empresa com a Cambuhy.

Hoje pela manhã, a Alpargatas informou a investidores que recebeu da J&F a informação de que um acordo de confidencialidade havia sido firmado com a Cambuhy, gestora de recursos da família Moreira Salles. A Itaúsa disse no documento que não houve ainda a “celebração de qualquer contrato com os envolvidos no que diz respeito à... Leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Cargill vende fábrica de preparados de frutas e recheios em SP

A Cargill fechou um contrato para vender a fábrica de preparados de frutas, coberturas e recheios, localizada em São José do Rio Pardo (SP), para a alemã Döehler, companhia global que produz e distribui ingredientes naturais para a indústria de alimentos e bebidas, informou nesta segunda-feira a multinacional norte-americana.

A venda da unidade segue plano da Cargill de sair do negócio de preparados de frutas, coberturas e recheios no Brasil, informou a empresa em nota, confirmando informação publicada mais cedo pela Reuters, com base em uma fonte com conhecimento do assunto.

A Cargill, uma das principais companhias que negociam e processam commodities agrícolas como soja e milho no Brasil e no mundo, não informou o valor da transação.

"A Cargill informa que, após revisão da sua estratégia e portfólio, optou por sair do negócio de preparados de frutas, recheios e coberturas no Brasil. Decisão esta que resultou na venda da sua operação na unidade de São José do Rio Pardo, SP, para a Döehler", afirmou.

De acordo com a empresa, a decisão considerou os aspectos estratégicos e de alinhamento do segmento com a estratégia global da companhia.

A empresa afirmou ainda que, após a aprovação por autoridades antitruste (Cade), a Cargill e a Döehler iniciarão o processo de transição da operação.

A Cargill informou que, apesar do desinvestimento, "continua comprometida com suas operações no Brasil".

"O país é considerado um importante mercado para a companhia e, portanto, a empresa continuará investindo e desenvolvendo as outras áreas do seu negócio no Brasil."

A Döehler atua globalmente na produção, comercialização e fornecimento de ingredientes naturais, sistemas de ingredientes e soluções integradas para a indústria de alimentos e bebidas. (Por Roberto Samora) Reuters Leia mais em dci 26/06/2017



Natura anuncia compra de 100% da britânica The Body Shop

A empresa de cosméticos Natura anunciou ter concluído nesta segunda-feira a compra de 100 por cento da marca britânica The Body Shop que pertencia à francesa L'Oreal.

A compra foi feita por meio da Natura International, que tem sede na Holanda.

A Natura afirmou que pretende convocar uma assembleia-geral extraordinária de acionistas para votar sobre a operação.

O fechamento da operação segue condicionado às aprovações regulatórias, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos.

A Natura havia informado no dia 9 que entrou em negociações exclusivas com a L'Oreal para comprar dela a The Body Shop, num negócio que pode movimentar 1 bilhão de euros. (Por Aluisio Alves) Reuters Leia mais em reuters 26/06/2017



Raízen avalia apenas aquisições de ativos com alta sinergia, diz Ometto

A Raízen, maior companhia de açúcar e etanol do Brasil, avalia apenas oportunidades de aquisição de unidades que tenham alta sinergia com as dezenas de usinas da empresa, afirmou nesta segunda-feira o seu presidente do Conselho de Administração da empresa, Rubens Ometto, durante evento do setor.

"A Raízen só está buscando oportunidades que têm alta sinergia conosco. Se tiver sinergia conosco, entra (no radar). Logística, redução de custo e coisa perto", afirmou ele.

Questionado por jornalistas se os preços estão bons para aquisições, ele afirmou que sim, em um ambiente de crise do setor sucroalcooleiro.

A afirmação foi feita após a companhia, joint venture da Cosan e da Shell, ter apresentado uma proposta de 823 milhões de reais pelas usinas Santa Cândida e Paraíso, da Tonon Bioenergia, que está em recuperação judicial.

A oferta foi considerada como vencedora pelos credores da companhia, segundo comunicado da empresa divulgado em meados do mês.

Ometto disse ainda que o setor de açúcar e etanol do Brasil deverá passar por um momento de consolidação, com fusões e aquisições, antes que as usinas voltem a investir em novos projetos para expansão da capacidade, devido à situação de deterioração financeira das empresas do segmento.

"Para você produzir mais etanol, você tem que ter uma política bem clara de investimento, porque vamos demorar algum tempo para as grandes usinas recuperarem sua situação financeira, que está muito deteriorada agora", disse Ometto, ao participar de seminário da União da Indústria de Cana-de-Açúcar em São Paulo.

"É muito mais barato comprar uma usina funcionando que investir em greenfield. Até que haja uma consolidação do setor, não vai haver greenfield", acrescentou ele.

A Raízen conta atualmente com 24 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia. (Por Luciano Costa) Reuters Leia mais em DCI 26/06/2017



Parente diz que companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta segunda-feira, 26, que uma companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez. No primeiro trimestre, o índice da empresa foi de 3,2 vezes.

No plano de negócios, a empresa prevê alcançar meta de 2,5 vezes ao fim de 2018. Porém, segundo Parente, mesmo atingindo este patamar de compromisso do caixa com o pagamento de dívida, a estatal continuará em processo de reestruturação, que prevê a formação de parcerias e venda de ativos de US$ 21 bilhões nos anos de 2017 e 2018.

O presidente da Petrobras participa de palestra promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Rio.

Sete Brasil

Parente afirmou que sempre foi favorável à negociação com a empresa de operação de plataformas Sete Brasil, mas não levava adiante as negociações porque o FIP Sondas, do qual a estatal é cotista, “não queria participar”.

“A gente achava, no início que não seria produtivo. Recentemente, com o decorrer das conversas, sob a liderança do juiz que está conduzindo as conversas, pediram que reconsiderássemos a questão. Nós, na diretoria executiva, achamos que poderíamos ajudar a construir uma solução para isso”, afirmou Parente.

Na semana passada, a Petrobras comunicou que, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio, a Sete Brasil propôs retomar as negociações com a estatal, que acatou o pedido. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinherio 26/06/2017



Prumo negocia com BP e Siemens venda da Gás Natural Açu

A Prumo informou nesta segunda-feira (26), em comunicado, que assinou com a BP e com a Siemens acordos de exclusividade para negociação de participações na controlada Gás Natural Açu (GNA) e suas subsidiárias. A GNA, por meio da subsidiária GNA Infraest..

A negociação com a BP envolve a compra de 30% de participação no capital da GNA, além da aquisição pela BP de 50% em outra sociedade, que ainda será constituída, responsável pelos contratos de compra e venda de energia... leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Empresas sem o olho do dono

O recente encurrala- mento diplomático do Qatar por seus vizinhos chamou a atenção para o tesouro de US$ 335 bilhões em investimentos mantidos por seu fundo soberano ao redor do mundo. O portfolio mostra que mesmo os xeques abrem mão do controle quando aplicam nas chamadas corporations, empresas abertas que, por terem o capital pulverizado, não possuem bloco de controle. É o caso de companhias como Tiffany e Iberdrola, nas quais o emirado tem participação relevante, mas não o suficiente para definir os rumos do negócio. Uma tradição do mercado americano, as "empresas sem dono" passam por uma fase de questionamento diante da multiplicação de lançamentos de ações por firmas de tecnologia nas quais os fundadores querem continuar a mandar.

No Brasil, porém, o modelo nunca pegou e, considerando o critério mais rígido, só sete empresas listadas na B3 (antiga Bovespa) têm capital pulverizado.

As corporations se firmaram como modelo societário americano nos anos 1930, após o crash da Bolsa de Nova York, segundo Evandro Pontes, professor de Direito Societário do Insper. A criação, em 1934, da Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) balizou o investimento em ações como uma opção segura para o americano médio. As companhias tinham acesso a uma reserva de capital junto às pessoas físicas para financiar sua expansão, fragmentando sua estrutura societária.

— A história de pulverização de capital começa por causa de uma peculiaridade do capitalismo americano, no qual toda a poupança popular foi alocada em ações. A pulverização virou regra por lá — diz Pontes.

SHOW PARA ACIONISTAS
Antes da crise financeira de 2008, 65% dos adultos detinham investimento em ações, segundo a Gallup. Depois que a recessão devastou o valor dos papéis em Bolsa, muitos americanos fugiram do mercado, mas o percentual era de 52% em 2016. É o menor em duas décadas, mas está muito acima do índice visto no Brasil, onde menos de 4% da população em idade ativa aplica em ações.

— Por isso que, quando o Walmart fazia assembleia de acionistas nos anos 1990, ele fechava uma cidade inteira e organizava um show do Michael Jackson — exemplifica Renato Vilela, professor de Direito Societário do GVLAW, da FGV-SP. — Mas, mesmo lá nos EUA, já está havendo uma concentração maior. A literatura jurídica vem demonstrando que a ideia de que a pulverização das ações representa uma democratização da gestão da empresa está se tornando ultrapassada.

Uma pressão importante para mudar o paradigma das empresas sem dono veio do Vale do Silício. Muitas start-ups se viram obrigadas a levantar bilhões na Bolsa para satisfazer seus planos de expansão sem que os fundadores abdicassem do controle sobre os negócios. A oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Google, em 2004, foi emblemática nesse sentido.

Para manter as decisões nas mãos dos fundadores Larry Page e Sergey Brin e do diretor executivo, Eric Schmidt, a firma decidiu emitir duas classes de ações, sendo que o tipo que ficaria com eles teria peso dez vezes maior em votações. O modelo foi inspirado no de duas empresas peculiares para os padrões americanos: Ford, na qual a família do fundador segue ditando os rumos, e Berkshire Hathaway, onde quem manda é Warren Buffett.

Outros IPOs de start-ups usariam expediente semelhante, como Facebook e Linkedln. Com esse movimento, a quantidade de empresas americanas com bloco de controle cresceu. Segundo estudo do Investor Responsibility Research Center Institute (IRRCI), o número cresceu de 87 para 114 entre 2002 e 2012 no universo do índice S&P Composite 1500, que reúne as 1.500 empresas abertas mais relevantes dos EUA e abrange 90% do mercado. Desde então, o número caiu para 105, mas segue 20% acima do nível de 2002.

O estudo do IRRCI não chega a uma conclusão clara sobre qual modelo gera melhores resultados, mas sugere que empresas com bloco de controle têm desvantagens em retorno total ao acionista, crescimento de receitas e pagamento de dividendos. Elas se saem melhor, porém, no critério de retomo sobre o ativo.

— Alguns estudos já tentaram demonstrar que existe uma valorização maior da companhia se seu capital é pulverizado, mas não são conclusivos. Por outro lado, há a percepção de que, quando o capital é pulverizado, os administradores têm maior autonomia para decidir seu próprio salário e acabam recebendo mais do que a média do mercado — afirma Vilela, do GVLAW.

No Brasil, esse dilema é quase inexistente. Embora não haja regra clara sobre o conceito de "pulverização" os especialistas identificam raras empresas sem bloco de controle entre as 339 companhias que têm ações na B3. Segundo Pontes, do Insper, um dos motivos para isso é o fato de que, historicamente, em vez das pessoas físicas, os principais sócios corporativos no Brasil são o Estado e, mais recentemente, investidores institucionais, como BNDES e fundos de pensão.

— Se tomarmos por base a lei que estabelece controle como detenção de 50% 1 das ações com direito a voto, temos por volta de 50 companhias que se dizem "sem controlador" no Brasil. Mas as que contam com dispersão cujo maior acionista tem participação na casa dos 10% do capital votante são, na melhor das hipóteses, apenas sete— disse, citando B3, Renner, Gafisa, BR Malls, Embra- er, Hering e PDG.

MENOS CONFLITO
A varejista Renner foi a pioneira do modelo no Brasil. A americana ICPenney, que controlou a Renner de 1998 a 2005, se desfez de suas ações naquele ano e decidiu oferecê-las em Bolsa. Foi uma espécie de IPO, mas sem a emissão de novos papéis. Com isso, o capital foi pulverizado. Hoje, o maior acionista é a Aberdeen Asset, com 14,93% das ações.

Para a Renner, o resultado tem sido positivo: de 2006 até 2016, sua receita anual saltou de R$ 1,43 bilhão para R$ 6,45 bilhões.

— Essa estrutura explica parte importante do nosso desempenho. Para ter resultados consistentes, a empresa precisa de um posicionamento de mercado definido, e não há dúvida de que a governança é fundamental para isso. A estrutura de corporation ajuda, uma vez que elimina o viés de conflito de interesse nas decisões de conselho. O modelo permite que nossos conselheiros sejam independentes — disse o diretor financeiro da Renner, Laurence Beltrão Gomes.

Mas, se não tem sócio controlador, a Renner tem uma figura incomum nas empresas pulverizadas americanas: um diretor-executivo que está há décadas à frente da empresa, José Galló.
— Os administradores têm mais autonomia, mas a responsabilidade é maior. As decisões ficam concentradas nos gestores — disse Gomes.  O Globo Jornalista: Rennan Setti  Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017 



Após ‘invasão’ chinesa, elétricas atraem investidores maduros

Quando a chinesa State Grid anunciou no ano passado a compra da CPFL, uma das maiores companhias privadas de energia do Brasil, as apostas do mercado indicavam para um novo movimento de consolidação do setor, ancorado por investidores asiáticos. O apetite chinês continua forte pelos ativos brasileiros, mas agora eles têm a companhia de outros interessados.

Investidores espanhóis, italianos, ingleses e canadenses estão olhando ativamente negócios no País. É o caso do fundo do investidor britânico Guy Saxton, o Brazil Iron, que está disposto a injetar £ 1 bilhão no País em ativos de transmissão da estatal Eletrobrás. O advogado Gustavo Buffara Bueno, sócio do escritório Buffara Bueno, que representa o investidor, afirma que o fundo aguarda o levantamento de valores dos ativos da estatal, que é assessorada pelo BTG Pactual.

Com forte liquidez e precisando dar retorno para os cotistas, os fundos de pensão e de investimentos estão gastando alguns milhões de reais no País para mapear as oportunidades.

“Eles estão olhando de tudo, seja para comprar ou para emprestar”, afirma o diretor-geral do escritório Alvarez & Marsal, Luis De Lucio.

A lista de potenciais investidores em ativos elétricos inclui ainda a estatal canadense Hydro Quebec, apontada como uma das interessadas na Companhia Energética de São Paulo (Cesp), apurou o Estado. Em nota, a canadense informou que procura adquirir ativos de energia ou participações em empresas do setor fora do país. A estatal diz que está analisando várias oportunidades, sem detalhar que ativos estão no radar.

Uma das maiores protagonistas em aquisições no País, ao lado da chinesa State Grid, a gestora canadense Brookfield também avalia negócios de energia, mas no segmento de renováveis.
A gigante, que tem sob gestão US$ 250 bilhões em ativos no mundo, é a maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas do Brasil. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

Abertura. Embora o assédio por ativos de energia esteja grande, fontes do mercado não descartam que parte dos negócios nas mãos do governo e até do setor privado optem pela abertura de capital para levantar recursos. A decisão, porém, depende da melhoria do ambiente econômico. /  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017



Até onde vai a Amazon?

Em 2010, o empresário americano Matt Rutledge foi convidado para um café da manhã com Jeff Bezos. Ele havia acabado de vender a Woot, um site de promoções de varejo para a Amazon, por US$ 110 milhões. Seria o primeiro encontro com o todo-poderoso dono da gigante americana de comércio eletrônico, em Seattle, sede da companhia. Mas, segundo seu relato, foi algo bastante inusitado. Bezos parecia não ter nenhuma agenda para a conversa e estava saboreando um prato exótico: um polvo preparado com batatas, bacon e ovos. Quando Rutledge questionou o motivo da compra da Woot, Bezos mais uma vez surpreendeu. “Você é o polvo que estou comendo neste café da manhã”, respondeu. “Quando olhei o menu, você era a coisa que eu não entendia, que eu nunca tinha experimentado.”

O polvo do café da manhã de Bezos simboliza a estratégia da Amazon. A companhia surgiu como um comércio eletrônico que vendia livros em 1994. Hoje, de cada dólar gasto no varejo online nos Estados Unidos, 50 centavos são na loja online da Amazon. Mas Bezos não apostou suas fichas numa única cesta. Ao longo dos anos, o dono da Amazon provou vários mercados que não tinha “experimentado” ou que não “entendia”, como computação em nuvem, leitores de livros digitais, produção de séries de tevês e a fabricação de robôs. Ele testa também drones para entrega de produtos aos consumidores e criou uma assistente virtual dotada de inteligência artificial que é um grande sucesso nos Estados Unidos. De certa forma, Bezos é o próprio polvo, que estende seus tentáculos de forma implacável por diversas áreas. Onde ele quer chegar? Qual o seu limite? Para muitos, o dono da Amazon quer, simplesmente, dominar o mundo.

Te cuida, Walmart: com a Whole Foods, Bezos quer dominar o varejo online e o físico (Crédito:Divulgação | Site Amazon )

Uma prova das ambições de Bezos pode ser observada em 16 de junho deste ano, quando seus os tentáculos capturaram um novo alvo. Naquela sexta-feira, a Amazon anunciou a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, por US$ 13,7 bilhões, na maior aquisição de sua história – a loja online de calçados Zappos.com, até então a mais cara, havia custado US$ 1,2 bilhão, em 2009. Trata-se da mais séria e ousada investida de Bezos no varejo do mundo físico e o mais direto ataque ao Walmart, o gigante do varejo tradicional, com receitas de US$ 480 bilhões. A Whole Foods conta com 460 lojas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. “Milhões de pessoas amam a Whole Foods porque oferece os melhores alimentos naturais e orgânicos e tornam divertida a alimentação saudável”, disse Bezos, em um comunicado. Em um encontro com funcionários no dia em que venda foi anunciada, o cofundador e presidente da Whole Foods, John Mackey, afirmou que o negócio não é um relacionamento do Tinder, mas sim um casamento sério. “Foi amor à primeira vista”, disse. Líder do movimento chamado Capitalismo Consciente, ele rendeu-se ao “espírito animal” de Bezos. A Whole Foods manterá sua marca, assim como a sua rede de fornecedores e de parceiros. Mackey permanecerá como presidente. A sede da companhia não sairá de Austin, no Texas.

O negócio não chega a ser surpreendente pelo fato de a Amazon comprar uma varejista tradicional de tijolo e argamassa. Nos últimos tempos, a companhia de Bezos estava fazendo incursões no mundo real. Ela inaugurou uma livraria em Seattle, em 2015, o que levou a especulações de que investiria em centenas delas pelo EUA – o que não aconteceu, pelo menos, até agora. No ano passado, a companhia mostrou ao mundo a Amazon Go, um supermercado high-tech sem filas e sem caixas. Nesta pequena mercearia ainda em teste, tudo é comandado por um aplicativo e por tecnologias inseridas na loja, como inteligência artificial e diversos sensores. Nada, no entanto, se compara à escala que a Amazon ganha com a aquisição da Whole Foods. “Eles vão transcender as fronteiras entre o físico e o virtual”, afirma Sílvio Laban, especialista em varejo do Insper.

É bom não duvidar das ambições de Bezos e da sua capacidade para reinventar seu negócio. Nos anos 2000, o dono da Amazon ficou obcecado com o sucesso do iPod, o tocador de música digital da Apple. Naquela época, três quartos da receita da Amazon vinha de livros, DVDs e CDs. Foi então que ele começou a trabalhar, secretamente, em um iPod para os livros, no projeto batizado de Lab126. “A missão é matar o negócio da Amazon”, disse Bezos, segundo relato do jornalista Brad Stone, autor do livro “A loja de tudo”, que conta a história da Amazon e de Bezos. O Kindle, resultado do projeto Lab126, surgiu em novembro de 2007 e foi um sucesso estrondoso – a Amazon detém 41% deste mercado, segundo a Statistic Brain.

Mackey, cofundador do Whole Foods: “Foi amor à primeira vista”, disse ele, sobre o negócio (Crédito:AP Photo/Richard Drew)

Bezos, então, não parou mais e saiu jogando os seus tentáculos por diversas outras áreas, colecionando vitórias, algumas derrotas, muitos inimigos e os mais variados concorrentes. O principal rival da Amazon não pode ser considerado apenas o Walmart. Ele, claro, está na lista de competidores. Mas seria simplista demais limitar a disputa de Bezos à rede varejista de Bentoville, no Arkansas. Bezos concorre com a Microsoft na área de computação em nuvem. Apesar dos esforços da empresa de Bill Gates, a Amazon lidera essa área com uma fatia de 37,1% do mercado, segundo a consultoria americana Gartner. O Windows Azure, da Microsoft, tem 28,4%. Em inteligência artificial, o Echo detém uma fatia de 70,1% das vendas nos EUA, segundo o eMarketer. O equipamento organiza a agenda, acende automaticamente as luzes da casa ou dá informações sobre o trânsito. Em produção de séries de vídeo para o seu serviço sob demanda que já está em 200 países, a Amazon vai investir US$ 4,5 bilhões neste ano. É menos do que os US$ 6 bilhões da Netflix, mas mais do que o dobro do que a tradicional companhia de tevê a cabo HBO, que gastará US$ 2 bilhões, segundo estimativas do banco de investimento JP Morgan. “A Amazon tem grandes ambições de controlar praticamente todas as indústrias que estão seu caminho”, afirma Vivek Wadhwa, membro eminente da Singularity University e da Stanford University.

DIA UM Apesar de fazer parte da primeira geração de empresas pontocom dos anos 1990, a Amazon é considerada uma companhia jovem, que está apenas dando seus primeiros passos, na visão de seus acionistas. Quem visita sua sede, em Seattle, encontra um grande mural com narrativas épicas, como a do clássico “Odisseia”, do grego Homero, ou transcrições de conversas das primeiras pessoas a pisarem na Lua. No final do painel, o visitante vê uma montagem com os números zeros e uns que mostram o quão longe a companhia já foi: “Dia um”. Essa frase demonstra a crença de Bezos de que a companhia está apenas no começo e que precisa recomeçar a cada dia. É a famosa visão de longo prazo da Amazon, que sacrifica margens e lucros em prol de um crescimento acelerado.

Ao mesmo tempo em que Bezos não faz nada com pressa, há grandes expectativas dos investidores com a Amazon. Desde 2015, as ações valorizaram-se incríveis 224% – esse ritmo é 12,5 vezes mais rápido do que o do índice S&P 500 Index, que engloba as maiores empresas dos EUA. Com um valor de mercado de US$ 478 bilhões, ela é a quarta companhia mais valiosa do mundo, atrás de Apple, Alphabet (Google) e Microsoft. Mas nunca uma empresa valeu tanto fazendo tão pouco dinheiro. Os lucros operacionais de US$ 4,2 bilhões desde 2015 são baixos para uma empresa com receitas de US$ 136 bilhões. De acordo com investidores, 92% de seu valor são de lucros que devem começar a acontecer a partir de 2020. Para isso, ela deverá a crescer a um ritmo alucinante de 16% ao ano, em média, na próxima década, quando deve faturar meio trilhão de dólar, um patamar em que o Walmart já se encontra.

A compra da Whole Foods é peça-chave para que a Amazon consiga cumprir a expectativa dos investidores. “Apesar de todo o avanço do varejo digital, o grosso das vendas está no físico”, afirma Marcelo Coutinho, coordenador do mestrado profissional da FGV. Nos EUA, as vendas online representaram 8,5% do total do varejo no primeiro trimestre de 2017, segundo a companhia de informações Statica. Na área de alimentos e bebidas, as compras online representam menos de 4% do total, de acordo com dados do banco de investimento Cowen & Co. “A Amazon está estrategicamente focada em capturar a ida semanal do consumidor ao supermercado, mas faltava credibilidade e capacidade de marca”, afirma Robin Sherk, vice-presidente de comércio eletrônico da Kantar Retail para os Estados Unidos e Canadá. Dará certo? Para Bezos, é só mais um polvo que ele está provando em sua lenta, porém constante, trajetória para dominar o mundo.

A conta gotas no Brasil

Spaziro, da Amazon: “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer”

A Amazon demorou 18 anos para começar a olhar para o Brasil. Só chegou por aqui em dezembro de 2012, quando lançou o leitor de livro digital Kindle. Mas, ao contrário do que a maioria dos analistas poderia imaginar, a empresa não avançou muito desde então. Sua estratégia tem sido a conta gotas, testando o mercado, conhecendo o consumidor e estabelecendo relacionamento com parceiros de negócios. Tudo feito com muita calma sob a responsabilidade do executivo Alex Szapiro, responsável pela operação da Amazon no mercado brasileiro. “Uma coisa interessante da Amazon é que não tem essa questão da pressa”, afirmou Szapiro, em uma entrevista ao site Brazil Journal. “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer.”

Por esse motivo, a operação da Amazon é ainda bastante pequena no Brasil. Depois do Kindle, a varejista online só se aventurou a vender livros físicos em 2014. Três anos depois, a empresa trouxe ao país o seu marketplace, espaço em que parceiros comercializam seus produtos e pagam uma comissão à Amazon, que pode atingir até 15% do valor da venda. Por enquanto, ele está ainda está restrito a venda de livros. Mas há sinais que a companhia de Jeff Bezos pode dar passos mais ousados no mercado brasileiro. Um relatório do banco de investimento BTG Pactual, assinado pelos analistas Fabio Monteiro e Luis Guanais, afirma que a empresa se prepara para entrar no segmento de eletrônicos e celulares no segundo semestre deste ano.

“Conversamos com seis dos maiores vendedores de marketplace brasileiros, todos com uma fatia de mercado relevante nas principais plataformas de e-commerce do País”, informa um trecho do relatório do BTG Pactual. “Alguns deles confirmaram que a Amazon está em contato com eles para aumentar o sortimento de produtos no Brasil no curto prazo (entre julho e outubro de 2017) em categorias como eletrônicos e celulares, inicialmente apenas no segmento de marketplace.” Procurada, a Amazon diz que não especula sobre planos futuros.

Mesmo de forma tímida, a Amazon está avançando no mercado brasileiro. O BTG Pactual, por exemplo, estima que a varejista online detenha 10% das vendas de mercado editorial brasileiro. O seu marketplace, lançado em abril deste ano, já conta com mil vendedores, tendo vendido 300 mil livros. Seu site local já atrai 20% do tráfego da Americanas.com e aproximadamente 50% das visitas de grandes rivais do comércio eletrônico, como Submarino e Walmart.

Os analistas do BTG Pactual afirmam que o mercado brasileiro é bastante atraente para a Amazon e não descartam que a companhia possa avançar no varejo físico, como fez com a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, em meados de junho. Mas o foco, neste momento, deve ser as vendas online. O relatório informa que o comércio eletrônico faturou R$ 59 bilhões em 2016 no Brasil. A perspectiva é chegar a R$ 135 bilhões em cinco anos. A boa notícia, para a empresa de Bezos, é que a penetração das vendas online ainda é baixa, de apenas 3,5% das vendas totais do varejo e concentrado em quatro empresas, que detém 55% do varejo virtual.  - IstoÉ Dinheiro Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017





Eleva receberá aporte e já vale mais de R$ 1 bi

O Warburg Pincus, gestora de private equity americana, deve comprar uma participação de 25% na Eleva Educação, a holding de escolas criada pela Gera Venture Capital que tem o empresário Jorge Paulo Lemann como principal investidor.

O aporte — de cerca de R$ 300 milhões — vai permitir à holding financiar novas aquisições e dar liquidez a alguns sócios.  A companhia está sendo assessorada pelo Itaú BBA, e as conversas estão avançadas.

A transação, o oitavo investimento do Warburg no Brasil, reforça a tese de que o ensino básico se tornou a nova fronteira do mercado de educação no Brasil depois da onda que inflou o ensino superior — mais tarde abatido em pleno vôo pelo encolhimento do FIES.

A Eleva, que educa do jardim de infância ao ensino médio, tem 36 mil alunos em quatro redes de escolas em Minas, Paraná e Rio de Janeiro; outros 35 mil alunos estudam usando seu sistema de ensino.

A companhia deve faturar R$ 470 milhões este ano, com uma geração de caixa (EBITDA) de cerca de R$ 80 milhões.

O crescimento dos últimos dois anos tem sido quase uma falta de educação — um misto de crescimento orgânico e aquisições. Em 2015, a companhia faturava apenas R$ 220 milhões, número que cresceu para R$ 300 milhões ano passado (ajudado principalmente por uma aquisição no Paraná).  Este 2017, o salto no faturamento será graças a uma dezena de novas escolas que começaram a operar este ano.

A Eleva é o fruto da visão pedagógica e de negócios de Maria Eduarda ‘Duda' Falcão e Rafaela Vilella, as sócias fundadoras da Gera, uma gestora focada exclusivamente em educação.

Duda, que começou sua carreira na McKinsey e passou pelo Pactual Capital Partners e pelo UBS Pactual, largou o mercado financeiro para trabalhar na Secretaria Municipal de Educação do Rio, onde coordenou um projeto estratégico para a primeira infância. Hoje, ela é co-CEO da Eleva, enquanto Rafaela administra a gestora.

A Eleva vai usar a capitalização para comprar escolas com marcas fortes, boas colocações nos vestibulares e no Enem, e que possam servir de plataforma regional para novas unidades físicas.

A empresa já nasceu como uma plataforma de aquisições.

Primeiro, a Gera comprou o Sistema Elite de Ensino, um colégio e cursinho pré-universitário baseado no Rio. Depois, o Pensi, outro colégio carioca. O maior ponto forte do Elite e do Pensi: aprovar alunos para o ITA e o IME. A terceira aquisição foi o Coleguium, de Belo Horizonte (entre os 10 melhores do Brasil no Enem), seguido pelo Alfa, do Paraná, dono da maior taxa de aprovação para cursos de medicina naquele Estado.

Todas as escolas mantêm suas marcas e são operadas de forma independente.

Este ano, a Eleva abriu uma escola de referência no Rio de Janeiro — com período integral e educação bilíngue — no prédio histórico onde funcionou a Casa Daros, no bairro de Botafogo.

A Escola Eleva explica assim sua proposta pedagógica:  "Em nossa escola, os alunos são motivados a criar, inovar, trabalhar em equipe, formular e liderar projetos. Vivem uma filosofia de disciplina que estimula a dedicação e a capacidade de execução, sendo reconhecidos não só pelos resultados alcançadas, mas também pelo esforço empreendido."

A Eleva já é a segunda maior companhia do Brasil atuando no K-12.  A maior delas é a SEB, do empresário Chaim Zaher, com 48 mil alunos próprios. A Eleva tem seus 35 mil, seguida da Somos Educação, com 29 mil.

No ranking de sistemas de ensino, a Eleva é só a nona colocada, com 35 mil alunos, uma fração das companhias líderes: o grupo Positivo (510 mil alunos), a Pearson do Brasil (425 mil alunos), o Objetivo (350 mil), o Pitágoras, da Kroton (290 mil), a Conexia, da SEB (100 mil), a Saraiva (115 mil) e a Santillana (56 mil). Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 23/06/2017



Dow AgroScience põe à venda ativos de milho no Brasil.

A Dow AgroScience deu início ao processo de desinvestimento em seus ativos de milho no Brasil. A subsidiária da múlti americana concedeu o mandato de venda ao Deutsche Bank, que já colocou a proposta na mesa de compradores. Segundo o Valor apurou, 17 candidatos demonstraram interesse nos ativos. A intenção da Dow é levantar entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão no negócio.

O processo de venda teve início após a aprovação com restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da fusão entre a Dow Chemical e a DuPont no Brasil, em 17 de maio. O órgão brasileiro seguiu a mesma linha de entendimento de tribunais no exterior que exigiram a adoção de medidas compensatórias, como a venda de ativos, para conter a elevada concentração de mercado.

Para ter o negócio aprovado, a subsidiária brasileira da Dow Chemical apresentou ao Cade um Acordo em Controle de Concentração (ACC) no qual se comprometeu a vender ativos no país, dentre eles parte do negócio de sementes de milho da Dow AgroScience. Isso engloba a transferência da cópia do banco de germoplasma, centros de pesquisa em sementes, unidades para processamento de sementes, a marca Morgan e a licença para uso da marca de sementes da Dow por um período de tempo determinado.

Segundo fontes do setor, a venda permitiria a chegada de novos players no país ou no segmento de sementes, o que poderia inaugurar um "middle market" de empresas de sementes de porte intermediário - já que todas as companhias grandes estão impossibilitadas por questão de concentração.

No mercado, a aposta mais forte gira em torno da alemã Basf, a única dentre as multinacionais de peso da indústria agroquímica que não aderiu ainda ao processo global de consolidação. Procurada pelo Valor, a Basf afirmou que não comenta rumores de mercado. A companhia não atua ainda no mercado de milho no Brasil - apenas no de soja -, assim como a argentina Don Mario. Nomes como a francesa Limagrain, a alemã KWF, a Nidera (agora sob o comando da chinesa Cofco) são outros possíveis interessados por estarem presentes no mercado brasileiro de milho apenas marginalmente. Nenhuma das empresas quis comentar o assunto. Fundos de private equity com interesse no agronegócio do país também foram procurados, segundo fontes.

A paranaense Belagrícola, comprada em abril pela chinesa Pengxin, desinteressou-se do negócio pelo alto valor proposto - US$ 1 bilhão. O Valor apurou que a empresa não quer gastar esse dinheiro em algo não prioritário em sua estratégia neste momento.

Com 12% a 15% do mercado nacional de sementes de milho, a Dow tem a oferecer o que o mercado considera um pacote interessante devido ao seu banco de germoplasma. "O negócio é muito bom. Já tem um investimento pesado em desenvolvimento e pesquisa e, se você está fora do mercado, para começar a investir nisso é complicado demais", diz uma fonte, sob condição de não ser citada.

A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), sediada em Cascavel (PR) e adquirida pela Dow em 2015, não foi incluída no pacote de desinvestimentos. Formada por 32 cooperativas, a Coodetec faz estudos voltados para o lançamento de novas variedades de soja, trigo e híbridos de milho.

A Dow e a DuPont anunciaram em 2015 um acordo de fusão, que deu a largada para a reformulação global da indústria de agroquímicos. "Esta transação representa uma mudança tectônica numa indústria que vem evoluindo nos últimos anos", disse Andrew Liveris, presidente da Dow, quando a negociação foi anunciada.

Estava dada a largada à reformulação do cenário mundial da indústria de defensivos. Nos meses seguintes, a ChemChina anunciou a compra da suíça Syngenta, por US$ 43 bilhões, e a alemã Bayer fez uma oferta de compra de US$ 66 bilhões pela americana Monsanto. Com exceção de ChemChina e Syngenta, os demais negócios ainda dependem de validação das autoridades.

Tanto Dow quanto DuPont têm participações importantes nas áreas de negócio em que atuam. A Dow está nos segmentos de plásticos e químicos de desempenho, ciências agrícolas e produtos e serviços de energia e hidrocarbonetos. E a DuPont se concentra na oferta de uma variedade de produtos químicos, polímeros, agroquímicos, sementes, ingredientes alimentícios e outros materiais.

Os prazos para concluir o plano de desinvestimento e a lista de empresas interessadas nos ativos são mantidos sob sigilo pelo Cade.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017