10 dezembro 2017

TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em novembro/2017

  Crescimento de 15,4% no volume de fusões e aquisições de empresas de Tecnologia da Informação – TI e Telecom no Brasil,  nos onze meses do ano de  2017,  alcançando o total de 240 transações.  Em relação  ao valor dos negócios, verificou-se uma queda de 29,0%, com o montante de  R$ 8,4 bilhões.
   No mês de novembro/17 foram realizadas 31 transações,  representando um crescimento de 106% em relação a novembro/16. Os segmentos de maior volume de operações foram os de SOFTWARE  e  SERVIÇOS DE TI.  No acumulado do ano os maiores apetites são de SOFTWARE e MÍDIA.
   Em novembro, os investidores financeiros foram  mais ativos em volume, como também os de capital nacional.  No acumulado do ano,  os Investidores Financeiros realizaram 134 operações, enquanto os Investidores Estratégicos alcançaram 106 negócios.
    Em  novembro/17, somente um país foi responsável por 5 operações. No acumulado do ano, foram 70 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 45,7 % desses negócios.
    O Indicador de Volume de Transações de M&A do mês sinaliza uma recuperação do crescimento.
    A maior transação no mês de novembro/17, com valores divulgados, foi a startup brasileira CargoX, anunciando aporte no valor de 66 milhões. Destaque também  a fusão de Zap e VivaReal cria nova holding - duas maiores empresas de classificados imobiliários digitais do Brasil

Operações de Fusões e Aquisições de Tecnologia da Informação – TI e Telecom, noticiadas com destaque na imprensa brasileira ao longo do mês corrente As informações deste relatório, elaborado pelo Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES (http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br) estão apresentadas em blocos, detalhando as transações por Volumes e Valores, Segmentos, Racional do Investimento, Porte das empresas, Perfil do Investidor, Destaques do mês, etc.

ANÁLISE DO MÊS

Principais constatações.

No acumulado dos primeiros onze meses de 2017, com 240 transações, verificou-se um crescimento de 15,4% comparativamente ao mesmo período de 2016. No mês de novembro/17, foram realizadas 31 transações,  representando um crescimento de 106,7%  em relação ao mesmo mês do ano passado (15 operações).


No fluxo de transações realizadas mês a mês, verificou-se um expressivo crescimento de 138% em relação ao mês anterior.



O objetivo do Indicador de Volume de Transações de M&A é sinalizar uma expectativa de tendência, com base na análise do verificado nos períodos semestrais móveis. O período móvel findo em novembro/17, sinaliza uma recuperação do crescimento .

Os segmentos de maior volume de operações em nov/17, foram os de SOFTWARE  e SERVIÇOS DE TI e MÍDIA.


Na classificação entre os Segmentos de TI no mês de novembro, os subsegmentos de Finanças, Comunicações, Educação, Saúde, Energia e Meio ambiente, Setor público.. Recursos Humanos.. (Verticais App) de SOFTWARE  e os subsegmento BPO: serviços financeiros; contabilidade, recursos humanos...; Serviços de valor agregado SERVIÇOS DE TI foram os mais ativo. No acumulado dos onze meses do ano, SOFTWARE  vem liderando o número de transações, seguido por MÍDIA.


O montante de transações no acumulado de 2017, alcançou   R$ 8,44 bilhões, representando uma queda de  29,0% sobre igual período do ano anterior. No mês de novembro, o total das transações, incluindo as operações que divulgaram os valores (19,4%) e as não divulgadas (estimados) 80,6%, alcançaram cerca de R$  R$ 976,2 milhões, representando um  crescimento de 11,7%  em relação ao mês de novembro/16.

Comparando-se o número de transações do acumulado dos onze meses do ano, por segmentos, compiladas nos últimos três anos,  verifica-se  o significativo crescimento dos segmentos de SOFTWARE e de MÍDIA. De outro lado, queda do segmento de  SERVIÇOS DE TI.


Quanto à representatividade das transações por segmentos,  nos últimos 5 anos - considerando somente os onze meses de 2017 -, constata-se um aumento expressivo de 3 segmentos: Software, Serviços de TI e Mídia. Em 2013, estes e segmentos representavam 56,4% do total das operações, atualmente concentram 76,7%, ou seja, aumentando a concentração em 36,0%

RACIONAL DO INVESTIMENTO
A intenção é distinguir as transações de M&A na área de TI, Telecom e Mídia, em função da Tese de Investimento, ou seja, os conceitos que prevaleceram para a aquisição da empresa-alvo. Na maior parte das vezes a notícia não é muito clara a respeito dos direcionadores de valor que levaram à aquisição. Mesmo assim, procurou-se identificar as premissas sobre o Racional da transação para segregar em 4 grandes grupos, de modo a permitir o entendimento das principais vetores que estão orientando os investidores estratégicos e financeiros.
No acumulado do ano, as operações com o racional do investimento direcionado para Escala prevaleceram - voltadas para ampliar a participação de mercado em alguns segmentos ou geografias.


(1) Aumentar a atual capacidade ou faturamento; penetrar em novos mercados geográficos
(2) Aumentar ofertas de novos produtos e serviços – expansão/ complemento do mix, ampliar competências
(3)Aumentar market-share, aproveitar sinergias e economias de escala, geralmente entre duas companhias com negócios similares
(4) Empresa brasileira adquire empresa de capital estrangeiro – acesso a mercados globais seja no âmbito do escopo, seja de escala;

PORTE DAS EMPRESAS
O objetivo é proporcionar uma visão das transações classificadas em função do porte das empresas. Utilizou-se o critério adotado pelo BNDES e aplicável a todos os setores para a classificação do porte em função da Receita Bruta anual (informada ou estimada).
Em relação ao porte, os investidores deram preferência para empresas de pequeno e médios portes no presente mês.


 • Microempresa <= R$ 2,4 milhões
 • Pequena empresa > R$ 2,4 milhões e <= R$ 16 milhões
 • Média empresa > R$ 16 milhões e <= R$ 90 milhões
 • Média-grande empresa > R$ 90 milhões e <= R$ 300 milhões
 • Grande empresa > R$ 300 milhões

Quanto à representatividade das transações sob a ótica do Porte,  nos últimos 5 anos - considerando somente onze meses em 2017 -, observa-se um aumento expressivo da participação das micros  e pequenas operações.  Em 2013, estes e segmentos representavam 51,8% do total das operações, atualmente concentram 64,6%.


PERFIL DO INVESTIDOR
Em relação ao perfil do investidor das 31 operações destacadas, os Investidores Financeiros foram responsáveis por 25 negócios em nov/17. Desse volume, 21 operações foram realizadas por empresas de capital nacional e 4 de capital estrangeiro. Os investidores Estratégicos realizaram  6 negócios, sendo 5 de capital nacional.
No acumulado dos onze meses de 2017, o Investidor Financeiro se destaca com maior número de operações - 134.
Por sua vez,  o Investidor de Capital Nacional foi mais ativo com 170 operações (70,8%), enquanto o Investidor Estrangeiro foi responsável por 70 negócios (29,2%).


Já no que tange ao montante das transações no mês, de R$ 976 milhões, os Investidores Nacionais foram responsáveis por 57,5% dos investimentos enquanto os Estrangeiros ficaram com 42,5%.
No acumulado do ano, R$ 8,4 bilhões, queda de 29,0% comparado ao mesmo período do ano passado,  os Investidores estrangeiros responderam por 59,1%, com montante estimado em R$5,0 bilhões, enquanto os Nacionais foram responsáveis por 40,9%, com um valor de R$ 3,4 bilhões.

(1) Empresa adquire outra empresa (controladora ou não) relevante do ponto de vista estratégico, a fim de ter acesso a tecnologia, produto ou serviço.
(2) Fundo de Investimento Private Equity; Venture Capital, Angel;
(3) Empresa de capital nacional adquirindo participação em empresa brasileira (controladora ou não).
(4) Fundo de Investimento de capital estrangeiro adquirindo participação em empresa brasileira (controlador ou não).

VALOR MÉDIO
O valor médio das transações nos onze meses de 2017, por Segmento de TI,  foi de R$ 35,2 milhões, representando uma queda de  38,4%  em relação ao valor médio do mesmo período do ano passado.

NACIONALIDADE DOS INVESTIDORES
Em relação à nacionalidade das empresas que estão investindo no Brasil no mês de novembro/17, foram registrados 5 operações de um só países de origem. No acumulado do ano, foram 70 operações com investidores estrangeiros. Os EUA foram responsáveis por cerca de 45,7 % dos negócios.



MAIOR TRANSAÇÃO DIVULGADA NO MÊS
A maior transação no mês de novembro/17, com valores divulgados, foi a startup brasileira CargoX, conhecida como "Uber dos caminhões" anunciando seu terceiro aporte, no valor de 66 milhões de reais, liderado pelo Goldman Sachs, que já havia investido na CargoX . 08/11/2017. Cabe destaque também  a fusão de Zap e VivaReal cria nova holding - As duas maiores empresas de classificados imobiliários digitais do Brasil decidiram fazer a fusão de suas operações. Zap, integralmente do Grupo Globo, e VivaReal, detida por seis fundos de investimentos principais, criaram uma holding para controlar a nova empresa combinada. O último aporte, feito em conjunto pelos fundos Spark Capital e LeadEdge Capital, avaliou a empresa em US$ 300 milhões em 2014.  17/11/2017


RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES
A relação das transações de Fusões e Aquisições na área de TI, segue a data em que foram divulgadas pela imprensa e compiladas pelo blog fusoesaquisicoes.blogspot.com. Todas podem ser pesquisadas e localizadas no blog.

RELATÓRIO ANTERIOR: TI - RADAR de Fusões e Aquisições, em outubro/2017

M&A - QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 O RADAR de M&A em TI tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilação de notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda anunciados/realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidas a partir de notícias consideradas confiáveis publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br , não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Operações divulgadas em relatórios anteriores podem sofrer alterações, por conta de cancelamentos, renegociações, atualizações,  etc. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes.

10 dezembro 2017



Gazit Brasil conclui venda de Extra Itaim em São Paulo por R$ 350 milhões

A Gazit-Globe, detentora de uma rede global de supermercados, shopping centers e imóveis de uso misto voltados ao varejo, anunciou neste domingo a conclusão da venda, por meio de sua subsidiária local, a Gazit Brasil, do Extra Itaim, na capital paulista, por R$ 350 milhões. A operação trará um ganho de caixa de R$ 140 milhões. O preço de venda representa ganho de R$ 108 milhões acima do valor calculado com base nas normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês) reportado no balanço da Gazit-Globe de 30 de setembro.

A Gazit-Brasil adquiriu sua primeira fatia do Extra Itaim, de 17,5%, em 2010. Desde 2013, o grupo vinha ampliando sua participação no negócio até chegar a 100%. Neste período, a subsidiária fez aquisições indiretas de três fundos de pensão, que detinham 17,5%, cada, da propriedade. Os 30% restantes foram comprados em abril deste ano da massa falida de uma companhia.

A propriedade é arrendada ao Hipermercado Extra, do grupo Casino, com uma área útil de 18,260 mil metros quadrados, área bruta de 57,080 mil metros quadrados e 17,850 mil metros quadrados que servem como estacionamento para 1.365 mil vagas.

“Com a operação, a Gazit Brasil está maximizando o valor de varejo do local. A venda do Extra Itaim representa a habilidade da Gazit Brasil de continuar criando valor com sua estratégia focada na cidade de São Paulo, de empregar o capital deste negócio em outras oportunidades identificadas na cidade”, disse em nota a diretora presidente da Gazit Brasil, Mia Stark.

Nos últimos anos, a Gazit Brasil se tornou um agente relevante no mercado nacional com sua estratégia de focar em ativos de zonas urbanas de algumas das principais cidades do mundo, como São Paulo, e pela formação de um portfólio de ativos que contemplam, de alguma forma, 5 milhões de paulistanos mensalmente. Além do Brasil, a Gazit Global possui propriedades de uso misto em regiões urbanas em crescimento na América do Norte, Israel e Europa. As ações da empresa são listadas nas bolsas de Nova York, Toronto e Tel Aviv. Fonte: Dow Jones Newswires. Estadão Conteúdo Leia mais em istoe 10/12/2017



09 dezembro 2017

Vale quer reduzir dívida dos atuais US$ 21 bi para US$ 10 bi

O presidente e CEO da Vale, Fabio Schvartsman, informou nesta sexta-feira, 8, que, como a maior parte das vendas importantes de ativos já ocorreu, a redução da dívida da companhia será direcionada pela geração de caixa.

A empresa tem uma dívida atualmente de US$ 21 bilhões e disse estar a caminho para reduzi-la a US$ 15 bilhões. A meta é atingir US$ 10 bilhões “o mais rápido possível”.

Como exemplo, Schvartsman citou as vendas de três projetos já conhecidos, como o projeto de Nacala, em Moçambique; da Vale Fertilizantes, que deve ser encerrado, de acordo com ele, no ano que vem, além da mais recente transação também da Vale Fertilizantes, que deverá ser fechado na segunda metade do ano que vem. “Isso é tudo o que será feito por vendas. Todo o resto será por caixa”, disse. “É a primeira vez que temos uma meta de redução da dívida para a Vale”, enfatizou.

Ele também ressaltou que o pagamento de dividendos tem que estar ligado à geração de caixa. “Estamos agora discutindo essa política com a diretoria. Não acredito que uma companhia como a Vale não possa pagar dividendo com a geração de caixa. Provavelmente vamos nessa direção”, afirmou.

Nova Caledônia

A venda da fatia na mina de níquel que a Vale possui na Vale Nova Caledônia (VNC), que nunca gerou lucro pra a companhia, tem atraído interesse de “muitas” corporações chinesas, de acordo com o presidente da empresa.

“Não podemos continuar a investir e perder dinheiro em Nova Caledônia para sempre”, afirmou durante entrevista coletiva no Vale Day, realizado nesta sexta-feira em Londres, em referência ao projeto em uma ilha francesa no Oceano Pacífico.

Segundo Schvartsman, a existência de um grande número de interessados pela unidade é uma “boa notícia”, porque, segundo ele, se há mais interessados, há mais chances de a empresa conseguir um parceiro. No caso da China, o CEO citou como empresas chinesas que produzem baterias para carros elétricas estão interessadas no níquel.

“Existem muitos grupos chineses que estão tentando participar disso e o governo chinês também está mirando a redução da poluição no futuro de forma mais cuidadosa”, comentou o executivo em Londres.

Produção de baterias

O presidente e CEO da Vale descartou a possibilidade de a companhia se voltar para a produção de baterias de veículos elétricos. “Essa é uma boa questão. Não estamos considerando, mas produzimos níquel, que pode ser usado para os carros”, disse. “Até porque não queremos coisas mais complicadas do que as que já temos”, brincou na sequência.

Sobre os preços da commodity, a diretora-executiva de metais básicos da Vale, Jennifer Maki, salientou que o metal ainda pode contar com uma sobrevida por causa da demanda pelos carros elétricos.

Schvartsman também comentou que o sentimento do mercado está melhorando em relação ao preço do níquel, que vinha sofrendo com baixas importantes nos últimos meses.

Bolsa de Londres

Schvartsman disse que está aberto à possibilidade de listar a empresa na Bolsa de Londres no futuro. “Ainda não pensamos nisso a fundo, mas é uma possibilidade”, afirmou.

Ele salientou, no entanto, que, antes, será preciso passar a companhia para o Novo Mercado da B3, no Brasil, não só por uma questão estratégica da empresa, mas também porque seria uma obrigatoriedade dentro do processo de internacionalização. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 09/12/2017
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Vale prevê receber US$733 mi da Mitsui ainda em março

A mineradora vendeu sua participação na mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala, em Moçambique.. A mineradora Vale espera receber até o fim de março 733 milhões de dólares da japonesa Mitsui pela venda de participação na mina de carvão de Moatize e no Corredor Logístico de Nacala, em Moçambique, segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira.

09 dezembro 2017



Leilão pode reduzir dívida da Abengoa à metade e tem TPG como favorito

Em recuperação judicial desde janeiro de 2016, a espanhola Abengoa deve dar um passo importante para regularizar sua situação com os credores na próxima semana. Está previsto para quarta-feira o leilão de sete linhas de transmissão da empresa em operação no País, o que reduziria a dívida da companhia quase pela metade. As propostas serão entregues em envelope fechado e aberto pela juíza Maria da Penha Nobre, da 5.ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela homologação do plano de recuperação da empresa.

Os lances serão feitos em cima da proposta vinculante do fundo americano TPG (Texas Pacific Group), que fez uma oferta de R$ 1 bilhão, sendo R$ 400 milhões em dinheiro, pelos ativos da espanhola. Pelas regras, as propostas dos concorrentes terão de ser acima da apresentada pelo fundo americano. Nesse caso, o fundo teria 24 horas para fazer uma proposta 1% superior à do concorrente.

O TPG, que fechou seu escritório no Brasil no fim do ano passado, criou um fundo de infraestrutura – baseado em Pequim e em Hong Kong – para atuar em países emergentes. Uma das apostas é investir em negócios de energia elétrica, como os ativos da Abengoa, afirmou uma fonte. A gestora está sendo assessorada pelo Banco Modal no País, que não quis falar do assunto.

Nos últimos meses, vários investidores avaliaram os ativos da Abengoa. Entre eles está a Taesa, companhia que tem como sócios a mineira Cemig e a colombiana ISA, que hoje tem participação em quase 12 mil quilômetros de linhas de transmissão. A companhia foi procurada pela reportagem, mas afirmou que, pela complexidade do processo e por se tratar de um assunto estratégico, não comentaria o assunto.

Fontes do governo, que acompanham com atenção esse processo, afirmam que a documentação da empresa foi analisada por uma série de investidores, como a chinesa State Grid, dona da CPFL, e as indianas Ten Power Grid e Starlite – essa última foi vencedora de um lote de linha de transmissão no leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em abril.

Outros grupos, no entanto, desistiram de continuar no páreo. É o caso da canadense Brookfield, que nos últimos meses entrou em vários negócios, como a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), da Petrobras, e tem outras prioridades, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Procurada, a empresa afirmou que não comentaria o assunto.

Bom negócio

Para especialistas no setor elétrico, a área de transmissão virou um grande negócio desde que o governo decidiu revisar as receitas das transmissoras. O último leilão de projetos “greenfield” (que ainda não saíram do papel) foi considerado um sucesso e atraiu uma série de novos investidores que ainda não tinham presença no País.

O próximo leilão de novos empreendimentos deve ocorrer na semana que vem, na sexta-feira, e deve incluir alguns trechos da Abengoa retomados pela Aneel. A agência reguladora declarou a caducidade de nove concessões da Abengoa, que não cumpriu o cronograma estabelecido em contrato e paralisou 6 mil quilômetros de obras, que exigiriam investimentos estimados em R$ 7 bilhões.

O grupo espanhol entrou em recuperação judicial no Brasil no ano passado, dois meses depois de a matriz fazer o pedido na Justiça europeia. Por aqui, a medida paralisou vários projetos, entre eles a linha de transmissão que levará energia da Hidrelétrica Belo Monte ao Nordeste. A empresa foi procurada pela reportagem, mas não preferiu não se pronunciar sobre o leilão das linhas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinheiro 09/12/2017




Apple está perto de anunciar a compra do Shazam por US$ 400 milhões, diz site

A Apple está prestes a anunciar a compra do Shazam, empresa responsável pelo popular aplicativo homônimo de reconhecimento de músicas, segundo informações do site TechCrunch. A aquisição deve envolver a quantia de US$ 400 milhões.

Segundo a publicação, o anúncio está prestes a se tornar público, o que deve acontecer na próxima semana, de acordo com fontes anônimas familiares com o negócio. O valor é um desconto considerável em comparação com a última rodada de investimentos, que estimara o valor do Shazam em US$ 1 bilhão.

O Shazam é um aplicativo que se tornou junto com a primeira onda da popularização dos smartphones. Na época, o app era único em sua capacidade de reconhecer uma música a partir do microfone do celular. Nos últimos tempos, no entanto, cada vez mais aplicativos fazem isso; para piorar, as versões mais recentes do Android e do iOS possuem esse recurso nativamente, dispensando a instalação de que qualquer app.

A empresa tentou se adaptar, expandindo suas capacidades de análise de som para reconhecer filmes, séries de TV e comerciais, mas o Shazam perdeu relevância, abrindo espaço para uma aquisição barata por parte da Apple, que, segundo a publicação, ainda vê força na marca para justificar a aquisição. É provável que os recursos do aplicativo sejam integrados ao sistema de alguma forma.

O que não se sabe ainda é qual será o destino dos acordos mantidos pelo Shazam com outras empresas. O aplicativo tem uma parceria com o Spotify, que é concorrente do Apple Music, e também está integrado ao Snapchat, mas a Apple pode decidir que esses acordos não valem mais a pena. RENATO SANTINO Leia mais em olhardigital 08/12/2017



Unimed de Ribeirão Preto compra unidade de Sertãozinho

Unificação começa a valer a partir de 1º de janeiro; empresa confirma que as condições contratuais não terão alteradas

O grupo Unimed de Ribeirão Preto assinou um acordo para a compra da Unimed de Sertãozinho, que deve unir os beneficiários a partir de 1º de janeiro de 2018. O capital investido na negociação não foi divulgado, mas, agora, a empresa administrará cerca de 150 planos nas duas cidades, além de mais 25 mil atendimentos mensais em sistema de intercâmbio.

A fusão promete manter todas as condições contratuais já firmadas, sem alterações. Por meio de nota, a administração informou que a rede de médicos e serviços credenciados pela Unimed Sertãozinho continuará a mesma, assim como mensalidades e regras de reajuste anual.

Além disso, os planos que possuem direito de atendimento de rotina em Ribeirão Preto permanecerão com as mesmas características; planos de atendimento local passarão a ter tratamentos de alta complexidade assegurados, preferencialmente, no Hospital Unimed (HURP).

Investimentos
Inaugurado em fevereiro deste ano, o Hospital Unimed de Ribeirão Preto, localizado na rodovia José Fregonesi, que liga Ribeirão Preto a Sertãozinho, investiu R$ 120 milhões em um novo centro de atendimento, com conceito em hotelaria hospitalar de alta complexidade.



Agility Networks adquire consultoria em cibersegurança Andrade Soto

Com a incorporação, a integradora de serviços e soluções de TI passa a oferecer serviços de consultoria, governança, ethical hacking test, gestão de risco e compliance. O valor do negócio não foi revelado

É preciso estar antenado com as novas práticas dos cibercriminosos, entender os ataques e conseguir reagir às suas ameaças, protegendo as empresas desses perigos digitais. Confira neste material um guia prático sobre ataques criptor e entenda como se defender.

A integradora de serviços e soluções de TI Agility Networks acaba de anunciar a incorporação da Andrade Soto, consultoria focada em segurança da informação. Com a aquisição, a Agility agrega a seu portfólio de cibersegurança serviços de consultoria, governança, ethical hacking test, gestão de risco e compliance. O valor do negócio não foi revelado pelas empresas.

Fábio de Andrade Soto, sócio-fundador da Andrade Soto, assume a liderança estratégica do portfólio de soluções, produtos e serviços de segurança da Agility Networks e passa a fazer parte do quadro societário da empresa. Além disso, o escritório da Andrade Soto em Porto Alegre passará a operar como uma filial, aumentando a presença geográfica da empresa no país.

“Acredito que este movimento é importante para os clientes da Agility e Andrade Soto. À medida que aceleram o processo de transformação digital, as empresas querem respostas completas para a gestão de risco e proteção de suas informações mais sensíveis. Ao adicionarmos o know-how e a credibilidade de serviços consultivos da Andrade Soto ao portfólio atual de segurança da Agility, poderemos oferecer e entregar soluções abrangentes de cibersegurança, construindo uma jornada robusta de proteção aos nossos clientes”, afirma Carlos Teixeira, presidente da Agility Networks. Leia mais em computerworld 08/12/2017



08 dezembro 2017

Brasil supera a crise e 2018 deve consolidar retomada da economia, com elevação de 3% do PIB e inflação dentro da meta

Para a FecomercioSP, apesar do ano eleitoral, expectativa para 2018 é uma política menos conturbada e avanço das reformas, o que dará consistência à mudança de cenário
Após quase três anos de uma crise sem precedentes, a economia brasileira já mostra sinais evidentes de recuperação, que devem se intensificar em 2018. Segundo projeções da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) fechar o ano com elevação de 1%, um pouco mais otimista que o mercado. A inflação, medida pelo IPCA, deve atingir 2,8%, enquanto as vendas do varejo no Brasil devem fechar positivas em 3%, mesma taxa de crescimento esperada para a indústria.

Para a FecomercioSP, os bons resultados da produção e do faturamento de praticamente todas as atividades também respaldam o otimismo para 2018, mesmo se tratando de um ano eleitoral. Nesse sentido, a Federação destaca que em 2017 a economia brasileira se recuperou de maneira consistente mesmo durante um período de muita instabilidade política, pós-impeachment e com a votação de duas denúncias contra o presidente, que claramente afetaram o ânimo do consumidor e a confiança do empresário e investidor. A assessoria econômica da Entidade acredita em um ambiente político mais tranquilo para 2018.

Em 2017, a expectativa é de um superávit de US$ 65 bilhões na balança comercial brasileira, saldo positivo que deve se repetir em 2018, em US$ 45 bilhões. Somadas a isso, as privatizações e concessões devem continuar estimulando os investimentos e contribuindo ainda mais para a geração de emprego. A Federação aposta que entre os principais desafios para o novo ano estão o controle de gastos e o ajuste fiscal, que depende da agenda de reformas e de um grande esforço político.

Confiança
Após o pessimismo ter predominado na passagem de 2015 para 2016, com o cenário de instabilidade socioeconômica em que se encontrava o País, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) iniciou o ano de 2017 com sinais de recuperação, já observados a partir do segundo semestre de 2016. Para o mês de dezembro, estima-se um ICC com um patamar de aproximadamente 105,3 pontos, o que significa otimismo. Assim, o índice deve fechar 2017 em torno de 6,3%, em média, acima do verificado em 2016.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, os crescimentos de 0,1% do PIB no terceiro trimestre e de 1,4% em relação ao mesmo trimestre de 2016, o cenário de inflação e juros em queda, os indícios de recuperação do mercado de trabalho, entre outros fatores, foram os principais responsáveis pela recuperação do indicador, uma vez que acabaram criando o efeito renda, ao provocar um ganho real no poder de compra dos consumidores. Para a Federação, o aparente encerramento da crise e a agenda de reformas em curso serviram para acelerar a retomada da confiança dos consumidores.

A confiança dos empresários paulistanos também mostrou recuperação, com processo iniciado no segundo semestre de 2016. Em abril, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) rompeu a barreira do pessimismo (acima de 100 pontos) e, em maio, alcançou 104,3 pontos, o maior patamar registrado em três anos. Contudo, com o início da crise política em meados de maio, os empresários adotaram uma posição mais cautelosa, mas ao longo do segundo semestre o indicador voltou a crescer de forma mais consistente. Para o mês de dezembro, estima-se um ICEC com um patamar de 110,2 pontos. Com isso, o índice deve fechar 2017 aproximadamente 23% acima, em média, do verificado em 2016.

Estoques e expansão
A retomada do consumo das famílias e o comportamento ainda conservador dos empresários do varejo para novos pedidos com os fornecedores fizeram com que o Índice de Estoques (IE) da FecomercioSP tivessem um desempenho positivo, crescendo quase 9% no ano. Esse desempenho foi motivado, principalmente, pela queda na proporção de empresários que declararam estar com estoques acima do adequado, ou seja, com as prateleiras cheias, movimento que tende a ser intensificado por ocasião do Natal, quando os pedidos devem crescer menos do que a projeção das vendas. Com isso, o IE deve fechar o ano em 110,3 pontos. A Federação prevê que, em 2018, dependendo dos resultados reais e da diferença entre projeções e vendas efetivas, a adequação de estoques volte ao seu patamar histórico de antes da crise, que era de cerca de 125 pontos entre 2011 e 2013.

Em 2017, após dois anos de redução de postos de trabalho, o mercado deu os primeiros sinais de recomposição, exatamente como já antecipava, desde o fim de 2016, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) também produzido pela Entidade. Da mesma forma como ocorreu com a confiança, a propensão dos empresários a investir também cresceu cerca de 22%, sendo que houve crescimento em nove dos 12 meses do ano. A tendência é que no mês de dezembro o IEC alcance 106,4 pontos, fechando o ano dentro da zona de otimismo (acima dos 100 pontos), o que não ocorre desde janeiro de 2015. Para 2018, além das contratações que vão se intensificar e colaborar com a recomposição do emprego no Brasil, uma parcela significativa das empresas deve voltar a efetivamente investir na expansão das atividades tanto no comércio quanto na indústria.

Endividamento e inadimplência
Em 2017, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) variou entre um paulistano conservador, ainda se protegendo da crise - evitando contrair crédito e liquidando débitos atrasados - no início do ano, e o mesmo consumidor voltando a se endividar a partir de junho, dada a conjuntura de inflação em queda, aliada à redução da taxa de juros e, ainda mais significativo, a injeção dos recursos do FGTS de contas inativas.

A oscilação se evidencia ao considerar que a média de famílias endividadas caiu de 52,2%, no último trimestre de 2016, para 49,3%, nos primeiros três meses deste ano. Com as posteriores cinco altas consecutivas da PEIC entre junho e novembro, a proporção de famílias paulistanas endividadas alcançou 56,7% no penúltimo mês do ano, o maior porcentual desde julho de 2013. Ainda entre junho e novembro, a inadimplência cresceu 1,4 ponto porcentual (p.p.) com 20,4% das famílias paulistanas declarando ter alguma conta em atraso. Para o mês do Natal, a expectativa é que o endividamento continue alto com 55,2%, 3,3 p.p. superior a dezembro de 2016. Com um pouco mais de segurança na economia, com inflação em baixa e melhora no emprego, tanto as famílias buscam aumentar o consumo via crédito, com melhor controle das dívidas, quanto os bancos também ficam cada vez menos seletos na oferta de crédito, o que deve manter as vendas do varejo aquecidas, com destaque para os bens duráveis.

A Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE) também mostrou um consumidor ainda conservador pós-crise. De forma geral, a intenção de financiamento das famílias cresceu 3,8% na média do ano em relação ao ano passado, o que é pouco diante dos patamares históricos. A FecomercioSP projeta crescimento entre 3% e 5% no volume de crédito para a pessoa física como balanço do ano, e é evidente que a tendência das famílias em buscar novos crediários anda paralelamente à propensão dos bancos em disponibilizar recursos. Apesar de tímida, a recuperação indica o início de um ciclo positivo que se consolidará em 2018, com a recuperação econômica se convertendo efetivamente em mais emprego e menos risco de crédito.

Inflação
No primeiro semestre de 2017, os preços apurados pelo indicador de Custo de Vida por Classe Social (CVCS) apontaram alta média de 0,15%. Já na segunda metade do ano, até outubro, o CVCS computou elevação na média, atingindo 0,38%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 3,37%.

Nos dez meses de 2017, as classes de renda que menos sentiram os aumentos no custo de vida foram a E e a D, que acumularam altas de 1,8% e 1,84%, respectivamente. As classes A e B foram mais impactadas, sofrendo aumentos no custo de vida de 2,82% e 2,95%, respectivamente, no período.

Ao longo do ano, o segmento Saúde e cuidados pessoais foi o maior responsável pela alta no Índice de Preços do Varejo (IPV), registrando crescimento de 4,75% nos últimos 12 meses. A segunda maior contribuição para a alta foi do grupo Transportes, cujos preços variaram 2,47% no mesmo período.

Em paralelo, o Índice de Preços de Serviços (IPS) apresentou alta média mensal de 0,37%, no primeiro semestre de 2017, muito abaixo do observado no mesmo período de 2016, quando a média foi de 0,61%. Entre julho e outubro, a variação média subiu para 0,51%. Pelo terceiro ano consecutivo, o setor de Habitação exerceu a principal contribuição de alta no IPS, assinalando em 2017 elevações de 5,07% e 5,41% nos últimos 12 meses. A segunda maior pressão de alta em 2017 foi do grupo Saúde e cuidados pessoais, altas de 8,81% no acumulado de 2017 até outubro e de 10,60% nos últimos 12 meses. Entre os itens que mais encareceram, destacam-se Plano de saúde (13,6%) e Serviços laboratoriais e hospitalares (3,43%).

Consumo
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu em junho do ano passado o seu mais baixo nível da série histórica, com 63 pontos, mas a partir de julho de 2016 se iniciou uma recuperação com altas sequenciais até março deste ano, atingindo 78,7 pontos, um ganho de 25% nesse período. A retomada do ICF se deu pela redução da inflação - com destaque para o grupo de Alimentos e bebidas -, queda da taxa de juros e injeção dos recursos do FGTS de contas inativas que se deu no primeiro semestre deste ano. O índice que oscilou entre 77,7 e 79 pontos de março a setembro, passou dos 80 pontos em outubro, subiu para 82,9 pontos em novembro e, segundo projeções, deve encerrar o ano com 83 pontos, alta anual de 9,8%, sendo o maior valor desde maio de 2015.

Segundo a assessoria técnica da Federação, o patamar ainda está na área de insatisfação, abaixo dos 100 pontos. Entretanto, a recuperação visível em relação a 2016 já é suficiente para gerar um efeito positivo nas vendas do varejo, animando os empresários do comércio para um 2018 com mais vendas, investimentos e contratações.

Sobre a FecomercioSP - A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 142 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista - e quase 10% do PIB brasileiro -, gerando em torno de 10 milhões de empregos. Leia mais em maxpress 08/12/2017


08 dezembro 2017



Somos compra a Stoodi, ‘edtech’ de reforço escolar

A Somos Educação comprou a Stoodi, uma startup que oferece aulas de reforço escolar e preparação para exames num modelo de assinatura por meio de um app e um site.

A transação, que envolveu 100% da Stoodi e fechou há uma semana, não foi divulgada ao mercado porque o valor não era material, mas uma fonte próxima do negócio disse ao Brazil Journal que a transação foi de cerca de R$ 15 milhões à vista mais uma parcela equivalente sujeita ao cumprimento de metas futuras.

Em mensagem aos funcionários da Somos, o CEO da empresa, Fernando Shayer, disse que pretende oferecer acesso gratuito à plataforma a alunos carentes, levantando os recursos junto a doadores corporativos por meio do Instituto Somos.

Fundada em 2013 como uma startup de educação à distância, a Stoodi recebe 1 milhão de visitas por mês de usuários que querem se preparar para o ENEM e vestibulares ou obter reforço escolar para o ensino médio. O conteúdo é organizado em módulos e segmentado por disciplinas.

Há um módulo gratuito e outro pago. A oferta gratuita tem algumas aulas e exercícios que qualquer estudante pode visualizar e resolver, sem custo. A oferta paga, que custa a partir de R$ 29,90 por mês, tem o conteúdo completo, aulas exclusivas, monitoria, exercícios e, dependendo do plano, inclui também o plano de estudos, correção de redação e simulados ENEM.

Com a aquisição, os fundadores da Stoodi se tornaram executivos da Somos e continuarão trabalhando no aplicativo. Matheus Goyas — diretor de B2C da Somos e fundador da AppProva, outra empresa de tecnologia educacional adquirida pela Somos — foi nomeado CEO da Stoodi.

Segundo a fonte, a Somos vê a Stoodi como um negócio independente, mas pretende fomentar o uso do aplicativo entre os alunos que usam seus livros e sistemas de ensino, que incluem o Anglo e o pH. Os dados de acertos e erros dos alunos podem se tornar uma ferramenta poderosa para a empresa mapear deficiências de aprendizado e aprimorar seus processos pedagógicos. Geraldo Samor  Leia mais em brazilbusiness 08/12/2017



Vale a pena morder este IPO?

Que tal seguir Jorge Paulo Lemann e investir no Burger King? Rede deve abrir capital no Brasil, mas operação não parece tão apetitosa como nos EUA

Defensores da alimentação natural condenam a comida rápida e industrializada, o famigerado fast food. Mas os investidores, nem sempre, estão preocupados com excesso de sal, açúcar e gordura – eles querem é lucro. Por isso, a abertura de capital e a primeira oferta de ações do Burger King Brasil (BKB) está dando água na boca de quem admira o bilionário Jorge Paulo Lemann, maior acionista da rede nos Estados Unidos. Esse será o oitavo IPO (em inglês, Initial Public Offering) do ano no País, na onda do cenário mais positivo para as aberturas de capital na B3. Espera-se uma oferta de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,9 bilhão. Ser sócio do megainvestidor brasileiro no Burger King por aqui, no entanto, não parece ter o mesmo glamour que teria nos Estados Unidos. É melhor ir com calma.

Alguns números do Burger King brasileiros são problemáticos como o colesterol alto de quem abusa do hambúrguer. O principal deles está no resultado. Nos nove primeiros meses do ano, a rede de lanchonetes amargou um prejuízo de R$ 18 milhões, ainda que a receita da companhia nesse período tenha sido de R$ 1,2 bilhão, um crescimento de 21,9% em relação aos R$ 984 milhões do mesmo período do ano passado. No entanto, há uma boa razão para esse número negativo: ele se deve aos esforços de expansão das lojas.

Desde seu desembarque por aqui em 2011, Burger King, principal concorrente do McDonald’s, faz esforços para crescer. No primeiro ano, foram inauguradas 108 lojas, número ampliado para 628 até setembro passado. Com isso, a fatia de mercado da marca, que era de apenas 8% das vendas no primeiro ano, chegou a 31,6% no fim de 2016, segundo a consultoria Euromonitor. Nesse mesmo período, a participação do arquirrival encolheu de 76,1% para 52,2%. “O Burger King fez seu trabalho de casa na execução de um plano agressivo de expansão”, escreveu Giovanna Scottini, analista da empresa independente Eleven Financial, em relatório. “Ganhou reconhecimento de marca, enquanto o McDonald’s perdeu participação.”

Esse crescimento, porém, foi financiado por meio da emissão de dívidas, principalmente debêntures, e isso teve um efeito colateral. Segundo o prospecto, no terceiro trimestre, a dívida total era de R$ 221 milhões. Uma queda em relação aos R$ 275 milhões registrados no fim de 2016, mas mesmo assim, 1,6 vez a geração de caixa medida pelo Ebitda. “As despesas financeiras líquidas consumiram 135% do resultado operacional, o que causou o prejuízo”, diz Scottini. Mesmo endividado, o Burger King mantém os planos de expansão. A meta é elevar o número dos quiosques de sobremesa, hoje em 175.

A expectativa do mercado é que o IPO, marcado para o dia 18 de dezembro, engorde o caixa da empresa em R$ 750 milhões. O restante deve ir para os sócios vendedores (Vinci Partners e Temasek Holdings). O reforço de caixa deve ser usado para pagar empréstimos e financiar investimentos, como a recompra de cerca de 50 restaurantes de franqueados, além da aquisição de mais unidades próprias. Vale a pena morder essas ações? Não necessariamente. A tese de manter a expansão da rede baseia-se em uma convicção de recuperação da economia.

A retomada do crescimento e a queda do desemprego podem elevar o poder de consumo da população, aumentando os gastos com alimentação fora de casa. Outro fator favorável às receitas são as mudanças nos hábitos alimentares do brasileiro. A participação crescente das mulheres no mercado de trabalho coloca um toque de pimenta nessa receita. As famílias passam a consumir mais alimentos prontos e a fazer menos refeições em casa. Segundo a Euromonitor, o “comer fora” cresceu 9,3% entre 2011 e 2016, todos argumentos a favor de quem vende comida pronta. Mas é preciso ser cauteloso, recomendam alguns especialistas.

Na avaliação de Tiago Reis, analista da Suno Investimentos, embora a empresa venda uma boa narrativa de crescimento, os números não agradam. “Não gostamos dos resultados do balanço, uma vez que a taxa de retorno sobre o capital investido é baixa. Recomendamos ficar fora do papel”, diz ele. O preço de lançamento deverá ser anunciado no dia 14 de dezembro e, segundo o prospecto, a faixa de negociação oscila entre um piso de R$ 14,50 e um teto de R$ 18. Se o valor máximo for atingido, o total movimentado com a venda das 106 milhões de ações será de R$ 1,9 bilhão. “Calculamos um valor justo de R$ 13,00 para os papéis. Mas até o momento não encontramos retorno-risco favorável para o investimento”, diz Scottini, em relatório.

Embora o sabor dos números do Burguer King não esteja agradando ao paladar de alguns analistas, investidores institucionais famintos por negócios rentáveis mostram apetite pela oferta. “Existe a sinalização de forte demanda para o papel, uma vez que quatro fundos estrangeiros e dois locais sinalizaram interesse pelo IPO”, afirma Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos. O entusiasmo desses investidores é indicado por sondagens preliminares no mercado, diz ele.

Do total de 106 milhões de ações a serem oferecidas, 57 milhões pertencem aos principais acionistas, a gestora de recursos Vinci Partners, que possui 33% do capital, e o Temasek, fundo soberano de Cingapura, com 15%. Outros sócios da masterfranqueada no Brasil são o fundo de private equity Capital Group, com 31%, e a Restaurant Brands International, dona da marca Burger King, com outros 15%. É por meio dela que Jorge Paulo Lemann será sócio de quem embarcar no IPO na B3. Priscilla Arroyo Leia mais em istoedinehrio 08/12/2017



Presidente da Riachuelo vê Placar da Previdência 'com profundo pesar'

O presidente da rede varejista Riachuelo, Flávio Rocha, afirmou que "aqueles deputados que se declaram e votam contra a reforma da Previdência, em vez de encontrarem um ambiente favorável nas urnas em 2018, serão taxados como defensores dos privilégios e dos marajás".

Rocha fez a afirmação após tomar conhecimento do mais recente Placar da Previdência, elaborado pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

Conforme o levantamento, 212 deputados dizem que votariam contra o texto que modifica as regras para se aposentar no Brasil, enquanto 61 se declararam favoráveis; 87 indecisos; 57 não responderam; e outros três informaram que estarão ausentes. "A sensação é de profundo pesar. Qualquer pessoa com o mínimo de racionalidade sabe que, se a reforma não for aprovada, a crise volta, e volta rápido", afirmou Rocha.

O presidente da Riachuelo ressaltou que os danos à sociedade em um eventual retorno da crise são muito grandes. "Muito mais do que qualquer perda ilusória que atribuem à reforma. A perda que existe é a dos privilégios, que precisam ser combatidos."

A postura dos deputados contrários ao avanço da reforma, disse, é fruto de "desinformação". "A Previdência, do jeito que está hoje, é o grande fator de aumento da desigualdade no País. É a maior crueldade que se comete contra os mais humildes", declarou. Estadão Conteúdo Leia mais em dci 08/12/2017



BR Malls vende participação no Minas Shopping por R$ 11,2 milhões

A administradora de shopping centers BR Malls informou nesta sexta-feira que vendeu sua participação de 2,1% no Minas Shopping, por R$ 11,2 milhões. O valor representa um "cap rate" (retorno percentual em relação ao seu valor) de 9,8%.

O Minas Shopping, localizado em Belo Horizonte, possui 763,8 metros quadrados de área bruta locável (ABL). Esta foi a 12º venda integral de participação de shopping center desde 2011 e reforça o compromisso da BR Malls com a estratégia de reciclagem de portfólio de forma a gerar valor aos seus acionistas, informou a companhia... Leia mais em valor econômico 08/12/2017