24 maio 2018

Bancos médios dos EUA devem passar por consolidação

Oferta do Fifth Third nesta semana, de US$ 4,7 bi, para comprar o MB Financial trouxe novo ânimo para o segmento

Os bancos dos Estados Unidos em grande medida ficaram de fora da onda generalizada de fusões e aquisições dos últimos anos. Enquanto quase todos os setores de negócios viram transações com valores recorde, os grandes bancos passaram praticamente em branco. E a atividade de fusões e aquisições entre os bancos pequenos e médios - 5.607 pelo último levantamento - foi ainda menor.

Mas, na segunda-feira, quando o Fifth Third Bancorp, de Cincinatti anunciou sua oferta de US$ 4,7 bilhões pelo MB Financial, de Chicago, as ações de outros bancos na área de Chicago também começaram a subir. Os papéis do Wintrust, um banco de tamanho similar com sede em Rosemont, Illinois, encerraram o dia em alta de quase 4%, enquanto os do First Midwest, de Itasca, avançaram 3%.

As implicações são óbvias: depois de anos de poucas fusões bancárias, essa aquisição poderia ser o marco de uma virada.

As condições para as fusões e aquisições parecem estar melhores do que nunca desde a crise financeira. Taxas de juros mais altas e impostos mais baixos impulsionaram os lucros dos bancos, dando às equipes executivas plataformas mais sólidas para contemplar passos ousados. Dados divulgados na terça pelo Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), agência do governo dos EUA que garante depósitos bancários, mostraram que o lucro líquido dos bancos no primeiro trimestre subiu 27% em relação ao mesmo período de 2017, somando o recorde de US$ 56 bilhões.

Acionistas ativistas também começaram a pressionar, defendendo novas maneiras de elevar os lucros de nomes como Ally Financial, Comerica, Citigroup, Morgan Stanley e Regions Financial, entre outros.

E, mais importante ainda, houve uma mudança de atitude dos órgãos reguladores.

Durante grande parte do período pós-crise, as agências de supervisão fechavam a cara para qualquer transação que pudesse tornar os bancos maiores, mais complexos e mais difíceis de policiar. Várias propostas de fusão foram abandonadas porque as autoridades demoravam muito para avaliá-las, como a oferta do New York Community Bancorp pelo Astoria Financial e a do Investors Bancorp pelo The Bank of Princeton. A combinação de US$ 5,3 bilhões entre o M&T Bank, de Nova York, e o Hudson City Bancorp, de Nova Jersey, levou mais de três anos para ser concluída.

Agora, sob a presidência de Donald Trump, há claros sinais de que essa atitude vem mudando. Em 2017, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) facilitou a fusão de bancos ao elevar, de US$ 25 bilhões para US$ 100 bilhões, o limite de ativos combinados que exige investigações reguladoras mais profundas.

Além disso, o Fed estuda mudar a forma como classifica as equipes administrativas dos bancos, de uma escala de cinco pontos para uma de quatro. Na prática, disse Rodgin Cohen, presidente sênior do conselho de administração da Sullivan & Cromwell, isso pode significar que muitos executivos vão passar de uma nota 3 ("abaixo de satisfatória") para uma 2 ("satisfatória"). No passado, ter uma nota 3 era um obstáculo para fusões, deixando à margem muitos interessados em negócios.

Outro incentivo à consolidação foi o novo projeto de lei de ajuda aos bancos aprovado na terça pelo Congresso, que vai liberar os de pequeno e médio porte de muitas das restrições que se aplicam aos megabancos, como J.P. Morgan Chase e Bank of America.

Os beneficiados mais óbvios são as instituições regionais, com ativos entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões, disse Quyen Truong, sócia da Stroock & Stroock & Lavan.

Ela destacou que esses bancos agora se encontram livres de todos os "padrões prudenciais incrementados" do Fed - exigências mais rigorosas de capital e de liquidez, limites à alavancagem e à concessão de empréstimos, comitês obrigatórios de avaliação de riscos, planos de liquidação ordenada das operações e testes anuais de resistência. Os bancos com ativos entre US$ 100 bilhões e US$ 250 bilhões ainda vão precisar passar por testes periódicos de resistência, mas vão ficar livres das outras exigências 18 meses depois da entrada em vigor da lei.

Tudo isso sugere a probabilidade de termos mais aquisições bancárias. "Acho que estamos em um possível ponto de virada", disse Cohen. "Você tem bons incentivos para fazer fusões e a remoção de obstáculos para fazer fusões."

O único porém, por enquanto, é o valor relativo das ações de bancos. Os papéis do Fifth Third tiveram a maior queda em quase dois anos na segunda-feira, de 8%, depois de os investidores receberem mal a notícia sobre a transação com o MB Financial. Criticaram, em particular, a projeção de aumento no lucro por ação em 2019 de apenas 2% - mesmo presumindo altos cortes de custos - e a estimativa de que vai levar sete anos para que se supere o impacto no valor patrimonial tangível, bem maior do que os três a cinco anos considerados normal para aquisições bancárias, segundo especialistas em fusões.

Chris Marinac, cofundadora da FIG Partners, uma firma de assessoria e análises financeiras com sede em Atlanta, disse que o Fifth Third pode ter sido pressionado a agir pelos rumores, na semana passada, de interesse no MB de outros possíveis compradores. Dois dos bancos relacionados ao MB, o US Bancorp e o Bank of Montreal, não comentaram o assunto.

A queda nas ações do Fifth Third foi "claramente um alerta" para outros possíveis compradores, segundo Marinac. "Você precisa ter sua transação bem amarrada e com um período mais rápido de retorno."

Caso uma onda de fusões e aquisições realmente ganhe força, os investidores podem acabar analisando com melhores olhos os que se anteciparem em vez dos que perderem o bonde.  por Valor Online Christopher Dilts/Bloomberg Leia mais em gsnoticias 24/05/2018

24 maio 2018



Incerteza do ano eleitoral pode afetar fusões e aquisições, diz PwC

A atividade de fusões e aquisições no Brasil em 2018 deve permanecer estável, na comparação com o ano passado, com os investidores apostando na recuperação da economia e nos efeitos que as aquisições podem ter em suas operações e resultados financeiros no longo prazo para fazer investimentos, afirma Alessandro Ribeiro, sócio da consultoria PwC.

Mas ele alerta que a incerteza provocada pelo cenário eleitoral polarizado e indefinido pode prejudicar o andamento de novas operações.

No acumulado do ano até abril, foram realizadas 195 negociações no país, uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período de 2017,.. Leia mais em valoreconomico 24/05/2018

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FUSÕES E AQUISIÇÕES: 73 TRANSAÇÕES REALIZADAS EM ABRIL/18

   O mercado de fusões & aquisições apresenta redução no número de negócios e crescimento no montante dos investimentos, considerando as  transações registradas no primeiro quadrimestre de 2018. Queda de 3,8%, no volume, referente a 255 operações,  e um aumento de 69% no montante dos investimentos, com cerca de  R$ 98,3 bilhões.

   No mês foram realizadas 73 transações, com um crescimento de 15,3%, e investimentos de R$ 24,9 bilhões - representando uma redução de 36,4%, comparativamente ao mês anterior.... Fonte fusoesaquisicoes.blogspot



Fusões e aquisições crescem no Brasil no início do ano, aponta KPMG

No primeiro trimestre de 2018, foram realizadas 234 operações de fusão e aquisição, um aumento de 16,4% na comparação com o mesmo período de 2017. Este foi o maior número dos últimos 20 anos, segundo pesquisa realizada pela KPMG.

Já na comparação com o quarto trimestre de 2017, houve uma queda de 4,9%. Naquele período, ocorreram 246 negócios. De janeiro a março de 2018, o setor que teve destaque foi o de companhias de internet, com 38 transações, seguido por tecnologia da informação, com 26, e óleo e gás, com 24.... Leia mais em valoreconomico 23/05/2018

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Mais startups criam programas de opções de ações para executivos

Na esteira dos grandes grupos, startups estão oferecendo opções de compra de ações para os funcionários.

Conhecido como "stock options", o modelo de bonificação é geralmente cedido a executivos em postos de liderança, atrelado ao desempenho da empresa.

As ações são vendidas a um preço pré-estabelecido, depois de um determinado período de permanência do profissional na organização. A iniciativa funciona para manter e atrair  talentos que dificilmente iriam trabalhar em uma companhia em crescimento, sem um bom pacote financeiro.

Na Endeavor, organização de estímulo ao empreendedorismo que apoia mais de 300 empresas em oito cidades do Brasil, cerca de 15% do total já utilizam o método... Leia mais em valoreconomico 24/05/2018



LyondellBasell volta a rondar a Braskem

Após várias conversas com a Odebrecht com o objetivo de comprar a Braskem, a companhia holandesa LyondellBasell prepara uma nova oferta pela petroquímica, segundo fontes com conhecimento do assunto.

Terceira maior produtora global de resinas, a empresa passaria a ser líder global do setor com a aquisição da companhia brasileira, que tem a Odebrecht e a Petrobrás como controladoras. A holandesa já teve conversas com o grupo brasileiro em outubro e em dezembro do ano passado, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Como a Petrobrás já anunciou sua intenção de se desfazer da Braskem, o desafio da LyondellBasell seria a negociação com a Odebrecht. O grupo, em dificuldades financeiras após o envolvimento na Operação Lava Jato, cogitaria manter uma parte das ações, para virar sócio, ainda que minoritário, de uma companhia bem maior, segundo fonte próxima ao tema. A holandesa voltaria a ter ativos no Brasil com o negócio - no passado, atuou no País em parceria com a Suzano.

A Odebrecht negou ter recebido proposta. A Braskem não comentou. A Petrobrás não respondeu o contato. A Lyondell Basell não foi encontrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Leia mais em dci 24/05/2018



Brasil é atrativo para investidores estrangeiros

 Segundo o presidente do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Carlos Alberto Bifulco, mesmo com o adiamento das reformas, as empresas estrangeiras mantém interesse em investir em longo prazo no Brasil.

Para ele, o País continua atrativo aos investidores estrangeiros, pois dá sinais de segurança financeira e de um mercado atrativo, uma vez que a instabilidade política se encerre com a realização das eleições no final deste ano. “A situação atual é um pouco complicada, o mercado financeiro estava vindo muito bem até a desistência da votação da reforma da previdência e o que ela sinalizou, além da recente expansão da economia americ a n a”, comenta ao DCI.

“Mas o cenário ainda é positivo, existe muita gente esperando para investir aqui, eles sabem principalmente que o Brasil tem reservas cambiais muito fortes”, afirma.

Carlos Bifulco comenta ainda que o momento é de observação com a alta da taxa do dólar e questiona os recentes cortes da taxa de juros básica, Selic, feitos pelo Banco Central (BC). “Não entendi como o Banco Central continuou baixando até pouco tempo a taxa de juros. Não faz sentido porque o efeito da Selic é relativo quando comparado às taxas altíssimas oferecidas pelos b a n c o s”, pondera.

Premiação do setor A Pe t ro b ra s foi a vencedora do Prêmio Golden Tombstone 2018. A operação classificada como vitoriosa foi a oferta de US$ 9,6 bilhões em bônus (bonds) no mercado internacional realizada no ano passado.

Essa emissão concorreu com outros nove finalistas. Leia mais em dci 24/05/2018



23 maio 2018

Banrisul anuncia fundo de R$ 50 milhões para as fintechs

Banco será investidor âncora, com aporte de R$ 25 milhões

O Banrisul anunciou nesta quarta-feira (23), durante o 11º Fórum Internacional de Tecnologia da Informação (foto), a instituição do primeiro fundo de corporate venture totalmente voltado às fintechs. Pioneiro no mercado, o Fundo Fintech Ventures foi estruturado em conjunto com a Gama Investimentos. Como investidor âncora, o Banrisul aportará R$ 25 milhões e buscará, com a Gama, outros R$ 25 milhões junto a investidores privados. O diretor de Tecnologia da Informação do Banrisul, Jorge Krug, explica que as fintechs já integram o ecossistema de negócios financeiros do Brasil. Elas já são mais de 400 no país, combinando tecnologia com modelos de negócios inovadores. “Queremos ser cada vez mais eficientes e oferecer soluções melhores, mais ágeis e mais amigáveis aos nossos clientes, sem abrir mão da força da nossa tradição”, afirma ele. “Não temos dúvida de que o Banrisul e seus parceiros e clientes têm muito a ganhar com a nossa exposição e uso das fintechs por meio do Fundo”.

Pela iniciativa, o Banrisul receberá as fintechs investidas, em formato open banking, num processo a que Krug chama de sinérgico, por promover mútuo crescimento. Uma equipe composta por empreendedores e executivos com experiência acumulada em tecnologia, mercado financeiro e na administração de fundos de venture capital e private equity fará a gestão do Fundo Fintech Ventures.

A Era da Disrupção 
A atualidade e o futuro da transformação digital foram temas destacados no primeiro dia do Fórum Internacional de TI Banrisul. Na 11ª edição, que tem como tema central A Era da Inovação Disruptiva, o Teatro do Bourbon Country estava completamente lotado na solenidade de abertura, que ocorreu na manhã de quarta-feira (23).

No primeiro painel do encontro, A Era da Disrupção Transformando Empresas, o painelista Carlos Giusti, sócio da empresa PwC Brasil, afirmou que “quando a gente fala de tecnologia, inovação e transformação, temos que entender que isso passa por comportamento humano. Eu não consigo criar valor para o meu negócio se eu não atender uma necessidade reconhecida de meu usuário ou cliente”.Giusti enfatizou que “se a gente prestar atenção aos grandes modelos de negócios disruptivos dos últimos anos, veremos que a tecnologia utilizada está presente de forma madura há uma década. O que é disruptivo é o modelo de negócio, é entender demandas, abandonar o que se tem hoje e construir novos modelos a partir de uma tela em branco”.

Para o painelista Frank Meylan, sócio da empresa KPMG Brasil, a disrupção digital mudou radicalmente o ambiente de negócios e as funções de atendimento estão sendo digitalizadas. “A digitalização é pegar o processo que se tem hoje e embutir tecnologia, e a transformação digital é mudar o modelo de negócios. Isso exige uma forma de pensamento mais radical e um entendimento de como será a indústria no futuro”, ressaltou. Uma pesquisa feita pela KPMG constatou que os executivos estão vendo a transformação digital com uma grande ansiedade. “Os CEOs acreditam que os próximos três anos vão ser muito mais críticos para as suas indústrias do que os últimos 100 anos. É diferente você falar de digitalização e falar de transformação digital. Na digitalização é você pegar o processo como ele está hoje e embutir tecnologia para ganhar eficiência. Transformação digital é você repensar o se modelo de negócio”, atestou Meylan.

Internet das Coisas
O palestrante Laércio Albuquerque, presidente da empresa Cisco Brasil, que participou do segundo painel Uma Viagem pelo Mundo da Internet das Coisas, demonstrou onde nós estamos inseridos neste assunto, trazendo para a realidade do Brasil. “Conectar coisa com coisa diretamente é uma guinada total em termos de inovação tecnológica. E isso vai afetar literalmente todas as áreas que se possa imaginar, desde a área da saúde, até o agronegócio, por exemplo”, definiu Albuquerque.

Sobre o agronegócio, aliás, ele destacou que é um dos setores com maior automação e informatização, atualmente. Para ele, é fato que os modelos de negócios irão mudar. Antes, mudava a maneira de fazer o negócio. A Internet of Things (IOF – sigla em inglês para internet das coisas), reinventará completamente a experiência do consumidor. A IOF nada mais é do que “sensorizar” uma cadeia de produção, dando todo o tipo de informação sobre as diversas etapas do processo, até a sua conclusão.

Essas novas informações, exatas e detalhadas, chegarão às mãos do gestor, podem e mudarão todo esse processo e a linha de produção. Lembrando um tema importante, as Smart Cities (Cidades Conectadas), o presidente da Cisco Brasil dá exemplos de como esta tecnologia não é um luxo, mas sim um investimento em qualidade de vida. “Bueiros e lixeiras que sinalizam quando devem ser esvaziados ou limpos; idosos que utilizam um colar que sinaliza e chama o atendimento de emergência em casos de mal súbito; são apenas algumas das infinitas utilidades que se pode ter em uma cidade”, concluiu.

Até 2020, teremos 50 bilhões de devices (dispositivos) conectados, e o dado será processado diretamente na “ponta final”, não mais será enviado para uma “nuvem”, que então retorna uma resposta. A resposta tem que ser, e será imediata. “A palavra transformação digital já passou. Transformação digital a gente já vive ela. Não é de hoje. Nós todos já somos completamente digitais. Então, as nossas empresas, os negócios não têm mais projetos de transformação. O que temos são projetos de uma era em que milhões de cidadãos já se transformaram e digitais. Todo o mundo, dos mais novos aos mais velhos já são digitais”, opinou.  Por Dirceu Chirivino Leia mais em amanha 23/05/2018


23 maio 2018



Mais transparência na remuneração de executivos

O Tribunal Federal do Rio de Janeiro decidiu hoje de forma unânime que as empresas de capital aberto terão que dar publicidade à remuneração média dos seus executivos, numa vitória histórica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da governança corporativa no Brasil.

Ainda cabe recurso, mas nenhum deles com efeito suspensivo. Ou seja: assim que a decisão for publicada, todas as empresas listadas vão ter que dar publicidade aos dados de remuneração média, máxima e mínima dos diretores, exigidos pela Instrução CVM 480 desde 2009.

A decisão resolve uma pendenga criada em 2010, quando o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF) conseguiu uma liminar que suspendeu a transparência – contrariando uma tendência adotada em todo o mundo, especialmente após a crise financeira de 2008.

A informação é relevante porque, apesar de os acionistas terem que aprovar o total de remuneração global a ser paga a todos os diretores em assembleia, não é possível saber quanto ganha cada um deles individualmente – e se uma parcela desse valor total está sendo direcionada desproporcionalmente para algum executivo.

Um levantamento feito recentemente pelo Valor Econômico mostra que, de 214 companhias listadas na Bolsa, apenas em metade dos casos é possível saber a remuneração máxima paga a diretores. Boa parte das empresas preenche o formulário de forma incorreta mesmo. Mas 23% delas – incluindo gigantes como a Vale – se apoiam na liminar do IBEF para não divulgar o número.

A alegação principal do IBEF é que a norma coloca em risco o direito de privacidade, ainda que, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, o salário do executivo não seja divulgado de forma nominal. (O instituto chegou a apresentar um parecer contrário à norma da CVM feito pelo por Luís Roberto Barroso, hoje ministro do STF).

Na primeira instância, o choro colou: o juiz Firly Nascimento Filho deu ganho de causa ao IBEF em maio de 2013. Na sentença, ele disse que "os executivos não se confundem com agentes públicos, cujas remunerações podem ser levadas ao conhecimento da comunidade, uma vez que derivados de verbas públicas" e citou a "violência brasileira" como uma das causas do sigilo.

A CVM recorreu, mas o recurso demorou quase cinco anos para ser julgado. Na tarde de hoje, os três desembargadores deram ganho de causa à autarquia.

"Nenhum desembargador comprou os argumentos furados lá de trás, que pertencem a um Brasil velho e preso às trevas", disse Mauro Cunha, presidente da Associação Brasileira de Mercado de Capitais (Amec). "Os tempos são outros e ganhou a transparência".

A Amec, a Apimec e a CFA Society participaram do processo como amicus curiae. Os advogados Walter Albertoni, Eduardo Boccuzzi e Renato Vetere produziram memoriais defendendo a validade da regulamentação da CVM.

Nos últimos anos, diversos fundos vem pressionando por mais transparência em relação à remuneração. A Glass Lewis, que aconselha investidores estrangeiros para votação em assembleia, recomenda abstenção em todas as decisões envolvendo remuneração em empresas que não dão publicidade à remuneração média.

O fundo britânico Hermes, que administra mais de £ 33 bilhões e é conhecido por seguir princípios de governança e sustentabilidade (ESG), resumiu a questão num documento recente sobre governança, direcionado ao Brasil: “Nas organizações em que o pagamento dos funcionários representa uma parcela alta dos custos gerais, temos a preocupação de que os níveis de remuneração e os critérios de desempenho possam criar incentivos perversos e de curto prazo para os funcionários. Por isso incentivamos as empresas a melhorar sua divulgação sobre como os incentivos atribuídos às pessoas com capacidade de afetar materialmente o desempenho do negócio estão vinculados aos interesses dos acionistas de longo prazo.” Natalia Viri  Leia mais em braziljournal 23/05/2018



FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA 14 a 20/mai/2018

Divulgadas 18 operações de Fusões e Aquisições com destaque pela imprensa na semana de 14 a 20/mai/2018.  Envolvem direta ou indiretamente empresas brasileiras de 7 setores.

ANÁLISE DA SEMANA                                                                                                                
Principais transações


NEGÓCIOS DA SEMANA

"Market Movers" - Brasil

  • Stefanini Scala adquire startup na área de saúde - Criada há dois anos, a Magma é especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes. Menos de um mês após anunciar a aquisição da Estatística Segura (ES), que transforma os dados coletados em insights para os negócios, a Stefanini Scala, coligada da Stefanini que atende grande parte do portfólio de software da IBM no Brasil, realiza uma nova movimentação, dessa vez na área de saúde. A 14/05/2018
  • Fundo soberano de Cingapura investe R$100 mi na SmartFit - Investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. A rede de academias de ginástica SmartFit anunciou  que fez acordo com a GIC Special Investments, do fundo soberano de Cingapura, para receber investimento de R$ 100 milhões. Na semana passada, a SmartFit anunciou a aquisição da Corporación Sport City, que tem 50% das ações da Latamgym e 50 das ações da Servicios Deportivos para Latinoamérica, que operam academias da marca do grupo brasileiro no México. 14/05/2018

"Market Movers” - Exterior

  • PayPal faz acordo para comprar iZettle por US$ 2,2 bi - A PayPal fechou acordo para comprar a iZettle, uma das mais conhecidas startups de tecnologia financeira da Europa, por 2,2 bilhões de dólares, anunciaram as empresas nesta quinta-feira. O acordo permitirá à PayPal expandir sua presença em pagamentos em lojas físicas no mundo todo e vai marcar a maior aquisição já feita pela companhia norte-americana. A iZettle, mais conhecida pela oferta de maquininhas de pagamento para pequenos comerciantes, tem entre as rivais a norte-americana Square, fundada pelo presidente-executivo do Twitter, Jack Dorsey.17/05/2018
  • Gigante chinesa do lítio adquire 24% da chilena SQM por US$ 4 bi - A gigante chinesa do lítio Tianqi chegou a um acordo para comprar da canadense Nutrien 24% das ações da chilena SQM, que explora um dos maiores depósitos de lítio do mundo, anunciaram as empresas nesta quinta-feira (17). O acordo entre a canadense Nutrien, que opera no setor dos fertilizantes, e a Tianqi Lithium prevê um desembolso da empresa chinesa de 4,066 bilhões de dólares, que será financiado com fundos próprios e créditos, segundo a nota.17/05/2018
  • Logicalis anuncia intenção de adquirir o grupo Coasin - A Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação, anunciou sua intenção de adquirir o grupo Coasin, integrador de sistemas de TIC que oferece soluções tecnológicas para setores como mineração, serviços financeiros, telecomunicações e varejo, com operações no Chile e no Peru. A aquisição, que será realizada pela operação latino-americana da Logicalis, está sujeita à revisão e à aprovação das autoridades locais. O Grupo Coasin é um renomado integrador de sistemas e fornecedor de serviços de TI, estabelecido há mais de 50 anos, com receita anual de aproximadamente US$ 85 milhões. Com a aquisição, a Logicalis assume um papel de liderança no mercado chileno – onde já opera há mais de 10 anos – e consolida ainda mais sua presença na região latino-americana, unindo a excelência tecnológica e o portfólio de soluções das duas companhias. 15/05/2018

HUMORES & RUMORES

M & A - VENDA

  • SulAmérica recebe até junho propostas por vida, previdência e capitalização - O Estado de S. Paulo anota que a seguradora SulAmérica receberá propostas de interessados pelas carteiras de previdência privada, seguro de vida e capitalização até o final de junho. É o prazo para o envio das ofertas não vinculantes, ou seja, que não obrigam à compra do ativo pelo preço apresentado. Na rodada seguinte, são selecionados os candidatos que farão uma proposta firme, sendo que a melhor delas leva as carteiras que somam pouco mais de R$ 1 bilhão. 20/05/2018
  • Netpoints vira 'loyaltytech' e busca novo sócio - Quando fundaram a empresa em 2011, os sócios da Netpoints acharam uma ótima ideia ter acionistas como a Smiles e as Lojas Marisa, que lhes dariam capilaridade para atingir o consumidor no mundo de concorrência brutal dos programas de fidelidade. Sete anos depois, a estratégia não funcionou: mais que ajudar, as agendas conflitantes dos diversos sócios atrapalharam o progresso do negócio. A tarefa foi cumprida em 2017, quando a Netpoints gerou EBITDA de R$ 2 milhões. Desde então, ele tem o mandato para vender a companhia e está em conversas com investidores — financeiros e estratégicos — sobre o negócio. 18/05/2018
  • Venda do Walmart Brasil pode atingir R$ 8 bilhões  - O comando global do Walmart admitiu ontem, pela primeira vez, que "está considerando opções" para o negócio no Brasil, em teleconferência com analistas. O Valor apurou que as conversas envolvem a venda de 80% da operação brasileira para a empresa de private equity Advent International por montante entre R$ 7,5 bilhões e R$ 8 bilhões, considerando as condições negociadas no início deste mês. Os americanos ficariam com os 20% restantes. Uma proposta para que Luiz Fazzio, ex-presidente do Carrefour, assuma o comando da rede já foi apresentada ao .. 18/05/2018
  • Mirae coloca prédios à venda com recuperação de setor imobiliário em SP - A Mirae Asset Global Investments colocou à venda duas torres comerciais em São Paulo avaliadas em cerca de 1 bilhão de reais, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto. A sul-coreana Mirae, com investimentos imobiliários em três continentes, colocou à venda as torres A e B do complexo corporativo Rochaverá, em São Paulo, disseram as fontes. Juntas, as duas torres oferecem cerca de 56 mil metros quadrados de área para escritórios.18/05/2018
  • Taesa fez oferta pela Centroeste, diz Cemig - A elétrica mineira Cemig informou que recebeu uma oferta da transmissora de energia Taesa por sua fatia de 51% na empresa de transmissão Centroeste e que planeja divulgar até o dia 31 edital de um leilão para a venda de seus ativos em telecomunicações que antes pertenciam à Cemig Telecom, recentemente incorporada pela companhia. 17/05/18 
  • Vitol, Glencore e Shell disputam ativos nigerianos da Petrobras - Os três maiores negociadores de petróleo do mundo estão disputando a compra do braço africano da Petrobras, que detém participações em dois grandes blocos, disseram pessoas da indústria e bancos nigerianos com conhecimento do assunto, após apresentarem lances no início deste mês. Em novembro passado, a estatal colocou a venda 100 por cento da Petrobras Oil & Gas como parte do plano da empresa altamente endividada de obter 21 bilhões de dólares em ativos até o final de 2018. A Petrobras detém metade das ações da empresa, enquanto 40 por cento pertencem a uma subsidiária do Grupo BTG Pactual e 10 por cento a Helios Investment Partners. Os banqueiros estimaram que o valor do empreendimento seria de cerca de 2 bilhões de dólares. 17/05/2018
  • Copel apresenta plano de desinvestimentos a conselheiros em junho, diz diretor - A estatal paranaense Copel apresentará ao Conselho de Administração na próxima reunião do colegiado, em junho, um plano para desinvestimentos de ativos não estratégicos, para o qual a empresa deve fechar nas próximas semanas a contratação de assessores legais e financeiros, disse o diretor financeiro da empresa, Adriano de Moura, em teleconferência nesta quinta-feira. O presidente da unidade de geração e transmissão, Copel GT, Sérgio Lamy, disse que a companhia deverá adicionar 500 milhões de reais à geração de caixa a partir de 2019, devido à entrada de operação de projetos atualmente em andamento, como as hidrelétricas de Colíder e Baixo Iguaçu. 17/05/2018
  • CSN pode obter até R$ 500 milhões com venda de Lusosider, calcula XP - A Lusosider, unidade de laminação a frio e galvanização do aço que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) mantém em Portugal, pode render entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões à empresa, calcula a XP Investimentos. Na terça-feira, o presidente da companhia, Benjamin Steinbruch, anunciou que o ativo está entre os que podem ser vendidos até o fim deste ano. Com isso, a gama de negócios colocados à venda pela CSN soma cerca de R$ 5,2 bilhões. Esse valor considera o piso considerado pelo terminal de 16/05/2018
  • CSN quer vender mais R$4 bi em ativos neste ano, metade até o final de junho - A Companhia Siderúrgica Nacional parece ter embarcado decididamente num processo de redução de dívida, esperando vender mais 4 bilhões de reais em ativos até o final deste ano. Após ter anunciado na noite da véspera a venda da usina LLC nos EUA para a Steel Dynamics por 400 milhões de dólares, a CSN deve vender mais 2 bilhões de reais em ativos até o fim de junho e outros 2 bilhões na segunda metade do ano, disse o presidente-executivo da empresa, Benjamin Steinbruch. Em teleconferência com analistas, Steinbruch disse que a CSN, que passou anos rejeitando ofertas que considerava abaixo do preço que considerava justo por seus ativos, quer reduzir o endividamento este ano "em pelo menos 1 Ebitda". 15/05/2018
  • Acionista acredita na venda do Aeroporto de Viracopos - Na última semana, a concessionária do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) pediu recuperação judicial a fim de reestruturar uma dívida de R$ 2,88 bilhões. Agora, a Triunfo Participações e Investimentos (TPI), uma das acionistas do terminal, pretende devolver ao governo a concessão da Concebra — corredor rodoviário no eixo Brasília-Goiôania-Betim —, além de acreditar na futura venda do aeroporto. Ao Valor Econômico, o presidente da empresa, Alberto Botterelli, revelou que não há outro caminho a ser seguido. Controladora junto com a UTC do aeroporto de Viracopos (SP), a Triunfo se viu diante de problemas regulatórios em uma série de ativos com o corredor.14/05/2018
  • Universidade de Harvard põe à venda suas fazendas no Brasil - Nova política da instituição é colocar menos dinheiro em investimentos lastreados em recursos naturais, como fazendas de pinus e eucalipto espalhadas pela América do Sul. A Universidade de Harvard está tentando se desfazer de parte de seus ativos no setor florestal da América do Sul, incluindo extensas áreas no Brasil, numa política de colocar menos dinheiro em investimentos lastreados em recursos naturais. A Harvard Management Co. (HMC) tem procurado investidores interessados em adquirir participações minoritárias, ou mesmo majoritárias, oferecendo cerca de US$ 700 milhões em negócios que envolvem fazendas no Brasil, no Uruguai e na Argentina.. 13/05/2018

 M & A - COMPRA

  • Empresas lácteas preveem nova onda de aquisições - Multinacionais avaliam a entrada ou expansão no país e empresas médias negociam compras. O setor de lácteos deverá passar por uma nova temporada de fusões e aquisições no país nos próximos meses, segundo executivos da área. Há dois movimentos paralelos: o de multinacionais que avaliam a entrada ou a expansão no Brasil e o de empresas médias do ramo que, pressionadas por operações recentes, negociam compras. 18/05/2018
  • Chinesa Spic quer ampliar participação em energia - Depois de vencer no ano passado o leilão da Hidrelétrica de São Simão, por R$ 7,2 bilhões, a chinesa Spic Pacific Hydro está de olho em novos negócios nas áreas de geração de energia elétrica no Brasil. A empresa, que começou a operar a usina na semana passada, planeja expandir sua atuação no País por meio de aquisições e projetos greenfield (que ainda terão de ser construídos) de hidrelétricas, eólicas e parques solares. A presidente da Spic, Adriana Waltrick, afirma que o Brasil foi eleito pelo grupo como uma das prioridades de investimentos no setor elétrico. “Até 2020, a empresa planeja ampliar a geração de energia em 30 gigawatt (GW) no mundo, e o Brasil será uma das prioridades.” A companhia chinesa tem uma capacidade instalada de 140 GW – equivalente a 83% da matriz elétrica brasileira. No radar do grupo no País, estão ativos de peso – e problemáticos -, como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Questionada sobre o negócio, Adriana disse que não fala de processos de fusões e aquisições, mas que a empresa está avaliando várias opções no mercado. 16/05/18
  • Comfrio pretende investir até R$ 150 milhões em aquisições - Com o objetivo de ganhar mercado no bojo do agronegócio e alimentos, a rede de logística e armazenagem Comfrio pretende investir R$ 150 milhões em aquisições este ano. Com as compras, a empresa projeta elevar o faturamento de R$ 370 milhões para R$ 450 milhões ao longo de 2018. Uma das estratégias tem como foco a construção de um centro de distribuição em Recife (PE), com aporte de R$ 15 milhões e previsão de início no segundo semestre. Outro local que está no radar da empresa é o município mineiro de Extrema, divisa de Minas Gerais e São Paulo.15/05/2018
  • Capital para inovação - A distribuidora de energia EDP vai lançar um veículo de investimento de venture capital (capital de risco) de destinado a startups brasileiras. O montante a ser aplicado será de R$ 30 milhões. “Vamos identificar empresas que tenham bom potencial de desenvolvimento e aportaremos capital em troca de participação minoritária”, diz o vice-presidente Carlos Andrade. A companhia vai priorizar na seleção startups com projetos nas áreas de redes inteligentes, energia renovável, armazenamento de energia, internet das coisas e soluções aos clientes. A EDP tem uma iniciativa similar em Portugal, que já aportou cerca de R$ 111,8 milhões em 16 negócios.  14/05/2018

PRIVATE EQUITY

  • Fundos buscam pequena e média empresa - Pequenas e médias empresas costumam ficar longe dos holofotes do mercado financeiro. Os bancos querem financiar as grandes companhias, ou levá-las ao mercado de capitais, assim como os fundos de private equity tendem a concentrar suas disputas no segmento de empresas que faturam acima da casa do bilhão de reais. Novatas de tecnologia e finanças também atraem recursos, voltados especificamente para startups. Mas um grupo cada vez maior de investidores escolheu olhar justamente para o nicho de pequenas e médias empresas da economia real, em que o número de companhias é maior, a disputa, menos acirrada e há mais oportunidades de crescimento. Entre recursos já levantados e em processo de captação, gestoras de private equity como HIG Capital, DXA Investimentos, Principia Capital Partners e Stratus somam R$  3,6 bilhões para aquisições de empresas de menor porte..15/05/2018

IPO

  • Até seis empresas miram julho para IPO na B3  - Ao menos seis companhias estão realizando os preparativos para protocolarem, até o fim deste mês, a documentação necessária junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para abrirem capital na B3. Essas empresas miram uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em julho. Depois disso, as chances podem ficar menores com a proximidade das eleições, período em que a volatilidade pode aumentar. O banco digital Agibank já fez o pedido junto ao regulador. Além dele, estão na fila Banrisul Cartões, Multilaser e a varejista de materiais de construção Quero-Quero. O grupo de sistemas de ensino Arco Educação também programa sua oferta para julho,. 16/05/2018
  • Bunge protocola pedido de IPO de negócio de açúcar no Brasil - A Bunge Limited anunciou nesta terça-feira, 15, que protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro de oferta pública inicial de ações (IPO) da Bunge Açúcar & Bionergia, o negócio de açúcar da companhia no Brasil. A Bunge vem preparando o negócio para operar como uma companhia independente e recentemente captou recursos para a unidade via emissão de dívida. Em comunicado, a Bunge disse que o pedido de registro de IPO faz parte da estratégia da companhia de se concentrar nos segmentos de Agronegócios e Alimentos e Ingredientes.15/05/2018
  • Multilaser conversa com investidor para IPO em julho - A Multilaser, fabricante de eletrodomésticos e de itens de informática com foco na baixa renda, colocou tração na sua meta de abrir capital na Bolsa brasileira em julho próximo. Com os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan, Citi e Safra, a companhia já começou a sondar o interesse dos investidores em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Apesar do nome ainda pouco conhecido no mercado, a apresentação tem chamado a atenção dos gestores. 15/08/2018

RELAÇÃO DAS TRANSAÇÕES

  • H.I.G. Capital adquire empreendimento imobiliário em Santos - A H.I.G. Capital, empresa global de private equity, adquiriu o Parque Ana Costa, em Santos (SP). De acordo com comunicado da H.I.G. Capital, o Parque Ana Costa é um edifício 17.997 metros quadrados de área locável, entregue em 2013. A operação segue a avaliação da empresa de que o setor imobiliário brasileiro deve passar por uma recuperação. O valor da transação não foi divulgado.  15/05/2018
  • Cedro Capital compra 25% da startup iMedicina - O fundo de venture capital pagou US$ 2,5 milhões na transação. O fundo de venture capital Cedro Capital comprou 25% da startup iMedicina, que fornece softwares de gestão de negócios e relacionamento com o cliente para a área de saúde. O valor pago na transação foi de aproximadamente US$ 2,5 milhões, segundo fonte a par da operação, e o fundo deve investir mais R$ 10 milhões na empresa ao longo dos próximos anos. 19/05/2018
  • Shell vende R$ 709 milhões em ações da Cosan, 4% do capital, com ágio de 6%; papel sobe 2,68% e lidera Ibovespa - A Shell vendeu hoje em leilão na B3 17.183.937 ações ordinárias (ON, com voto) da Cosan, que representam 4,2% do capital da empresa. O papel foi vendido com ágio de 6%, a R$ 41,25, mais que os R$ 38,85 previstos no edital do leilão e resultando em um valor de R$ 709 milhões, o que fez a ação da Cosan ser o segundo papel mais negociado no dia.  O maior comprador, que levou 13 milhões de ações, atuou por meio da corretora Merrill Lynch, o que pode indicar um outro investidor estrangeiro muito interessado no papel e disposto a pagar esse ágio.17/05/2018
  • Grupo suíço faz joint venture com empresa de Rolândia - A Glencore - multinacional com sede na Suíça – e a Ricolog – empresa de Rolândia especializada na logística do agronegócio – formaram a Glen-Rico, uma joint venture cujo objetivo é levar o açúcar exportado pelas usinas da Glencore até o Porto de Paranaguá. Embora tenha sido aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em janeiro, o negócio só foi tornado público nesta terça-feira (15), por meio de nota divulgada pela JMB Advisors, empresa londrinense de fusões e aquisições que assessorou a transação. Segundo comunicado do Cade, a joint venture foi constituída para construção e operação de um armazém interligado ao terminal de transbordo da Ricolog em Rolândia. "O market share (participação no mercado) da Ricolog e da Glencore se encontra abaixo de 30% nos mercados verticalmente relacionados, não dando margem portanto à adoção de condutas anticompetitivas de fechamento de mercado", concluiu o conselho.17/05/2018
  • VIA\W compra Meu Plano - A VIA\W, uma consultoria especializada em controle de uso de telecomunicações, comprou uma participação majoritária na startup catarinense Meu Plano, que desenvolveu um aplicativo de controle de gastos voltado para o público consumidor final. A Meu Plano foi fundada em 2016 por Rudinei Gerhart, ex-gerente de B2B da Oi na região Sul, na Incubadora Tecnológica da Unochapecó, em Chapecó, no interior de Santa Catarina. A empresa participou do Samsung Economia Criativa, um programa de aceleração em parceria com a Anprotec e Ministério de Ciência e Tecnologia, com nove meses de mentorias técnicas, de design e negócios. Foram 300 candidatos para 15 vagas. 16/05/2018
  • Após aporte, startup de TI quer quadruplicar de tamanho até 2019 - Com foco em suporte de tecnologia de informação e consultoria, a startup Help Digital espera quadruplicar de tamanho até o final de 2019. O salto será possível após o aporte da empresa de venture capital 5Xmais, de R$ 150 mil. Com a injeção de recursos, a Help Digital já alcançou uma rede de 50 microfranquias e seu plano é bater a marca de 100 unidades neste ano e 200 no próximo exercício. (... 16/05/2018
  • Wevo capta investimento - A Wevo, fornecedora de uma plataforma em nuvem para a integração de diversos sistemas utilizados em operações de e-commerce, recebimento um investimento “milionário” de valor não-revelado em rodada Série A. Série A, no jargão do mundo de investimentos, é o primeiro aporte significativo de fundos de investimento, normalmente feito depois da entrada de aceleradora, investidores anjo e outras adições de capital de menor porte. Não existem dados para o mercado brasileiro, mas nos Estados Unidos um aporte de série A típico fica entre US$ 2 milhões e US$ 10 milhões, em troca de 10% a 30% da companhia. O investimento na Wevo foi feito em conjunto pelo fundo de Venture Capital Cventures Primus, que investe em empresas inovadoras de base tecnológica, e pelo empreendedor do segmento de tecnologia Cileneu Nunes, fundador da líder em telemática Omnilink. Com o aporte, a companhia projeta um faturamento de R$ 7 milhões em 2018 e um crescimento anual de 50%, chegando a R$ 35 milhões em 2022.16/05/2018
  • Startup de mobilidade de fundadores da 99 recebe aporte de US$ 9 milhões - A Yellow, um aplicativo de bike-sharing, é o novo empreendimento dos fundadores da 99 com o CEO da Caloi, Eduardo Musa. Janeiro de 2018 começou com a notícia do primeiro unicórnio brasileiro: a 99. O serviço de mobilidade urbana por aplicativo se tornou a primeira startup do país com valor de US$ 1 bilhão após aquisição realizada pela chinesa Didi. No mesmo mês, dois dos fundadores da 99 criavam o próximo empreendimento: a Yellow. Os empreendedores Renato Freitas e Ariel Lambrecht se juntaram a Eduardo Musa, CEO da Caloi, para criar outra startup de mobilidade urbana. Agora, os fundadores da 99 trocaram os carros por bicicletas e receberam o aporte de US$ 9 milhões para iniciar o serviço no país. 04/04/2018
  • Com novo aporte de capital da Superjobs Ventures, Apptite vai expandir atividades para o Rio de Janeiro - O crescimento médio de 20% ao mês das vendas do Apptite, aplicativo de delivery de comida artesanal que conecta cozinheiros a clientes em busca de comida saudável, levou a venture builder Superjobs a realizar um segundo aporte de capital na empresa de 10%, aumentando assim a participação para 20%. No ano passado, a Superjobs investiu R$ 1 milhão no app. Essa nova injeção de recursos no Apptite vai permitir um crescimento maior da startup e a ampliação dos negócios para o Rio de Janeiro. “Ficamos muito satisfeitos em ver que desde que fizemos o primeiro aporte o Apptite atingiu todas as metas de crescimento assumidas”, afirma o CEO da Superjobs, Marcos Botelho. Diante do sucesso alcançado na cidade de São Paulo, onde a plataforma atende pedidos num raio de 10 km do centro, a empresa vai estender o serviço para a cidade do Rio de Janeiro, mantendo o mesmo padrão de gestão. “A equipe técnica é muito hábil”, diz Botelho. O objetivo do aplicativo é transformar o momento da refeição numa experiência gastronômica prazerosa, não importa se o cliente está em casa ou no ambiente de trabalho. Ele vai receber dos chef um prato saboroso, preparado com ingredientes frescos. 06/04/2018
  • Editora Sanar recebe aporte da Vox Capital e e.Bricks - A Vox Capital e e.Bricks fizeram um investimento na Editora Sanar. A startup que iniciou suas operações em 2013 tem como foco a educação para profissionais de saúde. Parabéns ao pessoal! A matéria completa (em inglês) você vê aqui: 19/04/2018
  • DXA Investments vende aposta no Zeedog - A empresa brasileira de private equity DXA Investments vendeu sua principal participação acionária na ZeeDog, marca de estilo de vida de acessórios para animais de estimação, aos fundadores das empresas Felipe Diz, Thadeu Diz e Rodrigo Monteiro.... 26/02/2018
  • SmartFit: Após compra das operações no México, rede mira a Colômbia - Cinco dias após integralizar a aquisição das operações no México, a rede de academias de ginástica SmartFit anunciou na noite desta segunda-feira (14) a compra de 27,09% do capital da Latam Fit, que detém 100% de participação na sociedade que opera academias SmartFit na Colômbia. A SmartFit já era dona de 50% das ações da Latamfit antes da operação anunciada nesta segunda-feira e opera no vizinho sul-americano desde 2016, com 28 academias em funcionamento (dado de dezembro de 2017).14/05/2018
  • BRMalls fecha parceria com a Delivery Center - Empresa atua no segmento de tecnologia e busca integrar o varejo físico ao online, com entrega de produtos no mesmo dia ou até na mesma hora da compra. A BRMalls anunciou nesta segunda-feira, 14, que acertou uma parceria, acompanhada de investimento não majoritário, na Delivery Center. A empresa atua no segmento de tecnologia e busca integrar o varejo físico ao online, com entrega de produtos no mesmo dia ou até mesmo na mesma hora da compra, utilizando shoppings como centros de distribuição. Segundo a BRMalls explicou, a Delivery Center atuará como plataforma aberta, integrando diferentes sites de e-commerce às lojas dos shoppings e executando a entrega física. O conceito de plataforma aberta também permitirá que shoppings de diferentes grupos se associem à Delivery Center.14/05/2018
  • CSN vende subsidiária nos EUA para SDI por US$400 milhões - A CSN informou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou a venda da participação na Companhia Siderúrgica Nacional LLC, nos Estados Unidos, para a Steel Dynamics (SDI), por um valor estimado em 400 milhões de dólares. De acordo com fato relevante, o valor será pago no fechamento do negócio, previsto para acontecer em até 90 dias. Segundo a CSN, após o fechamento do negócio, o preço de compra será ajustado de acordo com o capital de giro, definido no contrato como 60 milhões de dólares. 14/05/2018
  • BTG e consórcio de investidores compram ativos florestais a US$ 1,4 bi - O BTG Pactual Timberland Investment Group (TIG), empresa de administração de investimentos em ativos florestais que pertence ao banco BTG Pactual, acertou a aquisição de 445 mil de hectares do East Texas Timberlands, por US$ 1,39 bilhão. A operação faz parte de uma joint-venture entre o TIG e a CatchMark Timber Trust, em que tinham assegurado uma preferência de compra. Eles formaram um consórcio com outros investidores, incluindo Medley Management e Highland Capital Management... 14/05/2018
  • Empresa gaúcha compra a goiana EntregaWeb - Destaque na área de entregas de comida com 70 mil usuários cadastrados, negócio foi adquirido com perspectiva de atuar também em 20 cidades do interior. Uma das startups goianas que mais se destacou nos últimos anos, a EntregaWeb, que atua com entrega de comida, foi vendida para a Delivery Much, do Rio Grande do Sul, uma das líderes do seguimento em sua região.13/05/2018
  • Stefanini Scala adquire startup na área de saúde - Criada há dois anos, a Magma é especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes. Menos de um mês após anunciar a aquisição da Estatística Segura (ES), que transforma os dados coletados em insights para os negócios, a Stefanini Scala, coligada da Stefanini que atende grande parte do portfólio de software da IBM no Brasil, realiza uma nova movimentação, dessa vez na área de saúde. A empresa acaba de anunciar a aquisição da Magma, startup multidisciplinar especializada em tecnologia da informação para o segmento de saúde. Criada há dois anos, a Magma desenvolve sistemas de gestão e monitoramento de pacientes e equipes, a partir de estudos profundos do cotidiano dos hospitais e de centros médicos.  14/05/2018
  • Fundo soberano de Cingapura investe R$100 mi na SmartFit - Investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. A rede de academias de ginástica SmartFit anunciou nesta segunda-feira (14/05) que fez acordo com a GIC Special Investments, do fundo soberano de Cingapura, para receber investimento de R$ 100 milhões. Segundo a SmartFit, o investimento da GIC Special Investments, ocorreu por meio de subscrição de ações preferenciais da empresa. Na semana passada, a SmartFit anunciou a aquisição da Corporación Sport City, que tem 50% das ações da Latamgym e 50 das ações da Servicios Deportivos para Latinoamérica, que operam academias da marca do grupo brasileiro no México. A empresa iniciou operação no México em 2012 e no final de 2017 possuía 258 mil clientes e 92 unidades.14/05/2018

RELATÓRIOS - DESTAQUES DA SEMANA


QUEM, O QUÊ, QUANDO, QUANTO, COMO e POR QUÊ
 A pesquisa FUSÕES E AQUISIÇÕES - DESTAQUES DA SEMANA tem o propósito de captar o “clima” do mercado das operações de Fusões e Aquisições bem como sinalizar suas principais tendências. Trata-se da compilacão semanal das notícias visando tornar mais acessíveis e conhecidos os negócios de fusão, aquisição e venda realizados entre empresas com atuação no Brasil. Todas as informações sobre os negócios citados no presente relatório são obtidos a partir de notícias publicadas pela imprensa e divulgadas no “estado" pelo blog FUSOESAQUISICOES.BLOGSPOT http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br, não sendo feita qualquer verificação quanto à sua veracidade, precisão ou integridade do conteúdo. Sempre que possível, serão mencionados os nomes dos compradores – investidor estratégico ou fundos de private equity, dos vendedores, a tese de investimento e principais “value drivers”, o valor da transação, forma de pagamento, múltiplos praticados (Valor da Empresa/EBITDA, Valor da Empresa/Receita) etc. Muitas vezes a notícia não é clara a respeito dos valores/forma de pagamentos e respectivos múltiplos. É bem-vinda toda e qualquer contribuição para tornar as informações mais precisas e transparentes. Caso o conteúdo estiver em desacordo, nos contate que estaremos retirando o mesmo ou corrigindo a respectiva  informação. Blog FUSÕES & AQUISIÇÕES



SP Ventures: novo fundo de agronegócio

A SP Ventures, gestora de investimentos em companhias com tecnologias voltadas para o agronegócio, terá um novo fundo para aplicar em 20 startups do setor.

De acordo com o DCI, o objetivo é fazer aportes em empresas nascentes e participar da gestão delas para, em até dez anos, vender sua participação.

Com esse segundo fundo, a gestora vai procurar investir em empresa de outros países da América Latina além do Brasil.

A SP Ventures busca, a partir do aporte, adquirir de 20% a 30% de participação nas startups investidas.

Em entrevista ao DCI, Francisco Jardim, CEO da SP Ventures, relatou que os valores de investimento variaram bastante de acordo com o negócio no primeiro fundo.

"Teve empresa que recebeu R$ 1 milhão e outras que receberam R$ 13 milhões”, explica.
A SP Ventures é a gestora responsável pelos investimentos do Fundo de Inovação Paulista (FIP), que conta com o aporte de recursos de Desenvolve SP, FINEP, FAPESP, Sebrae-SP, CAF e Jive Investments.

O fundo possui patrimônio de R$ 105 milhões, direcionado para startups de base tecnológica do estado de São Paulo e ênfase nos setores de agropecuária, saúde  e finanças.

No portfólio da gestora estão empresas de agronegócio como Agrosmart (plataforma de big data e IoT para o campo), InCeres (softwares para manejo da agricultura), Aegro (sistema de gestão rural), JetBov (plataforma de gestão para produtores de pecuária de corte) e Agrofy (marketplace de produtos para o agronegócio).

Em outros setores, a companhia é investidora de nomes como Concil, Nexto, Ventrix, BartDigital e Genotyping. Júlia Merker Leia mais em baguete 23/05/2018




Trina Solar adquire espanhola Nclave

Aquisição marca transformação estratégica de empresa chinesa para tornar-se fornecedora mundial de produtos fotovoltaicos e soluções inteligentes que funcionem com a internet das coisas (loT)

A Trina Solar anunciou a aquisição da Nclave, fabricante espanhola de sistema seguidor de energia solar do mundo. É a primeira vez que uma empresa chinesa de energia solar compra uma fabricante estrangeira de seguidores, acelerando a transformação estratégica de fornecedora de produtos fotovoltaicos para uma fornecedora mundial deste tipo de solução inteligente.

A aquisição também marca outro passo rumo à estratégia da empresa focada no desenvolvimento de soluções de energia renováveis e alternativas que funcionem com o ecossistema da internet das coisas (IoT).

Com a compra, as mais recentes soluções fotovoltaicas da Trina Solar, TrinaPro, serão diretamente incorporadas aos produtos de seguidor e designs de engenharia da Nclave, enquanto as tecnologias de ponta da mesma também serão integradas às soluções da empresa chinesa.

A Nclave, com mais de 12 anos de experiência em recursos de energia renovável, foi fundada pela família Clavijo e integrada à empresa MFV em 2017, junto com a participação do fundo Q-Growth.  Com sede atual em Madri, Espanha, escritórios comerciais em cinco continentes e unidades de produção em Navarra (Espanha), a empresa já forneceu mais de 2,5 GW em todo o mundo.

A fabricante atua no desenvolvimento, design, produção, instalação e manutenção de estruturas fixas e de seguidores solares fotovoltaicos, incluindo o dimensionamento e a implementação de todas as soluções de fundação. Leia mais em canalenergia 22/05/2018




Hering de roupa nova: no conselho e na base acionária

Lutando para reverter cinco anos consecutivos de queda nas vendas, a Hering está injetando sangue novo — e uma perspectiva idem — em seu conselho.

A companhia acaba de eleger Claudia Sciama, uma executiva veterana do Google no Brasil, e, em março, já havia escolhido Andréa Mota, a ex-diretora executiva do Boticário que já teve uma passagem anterior pelo board da Hering em 2015/2016.

Claudia tem 11 anos de Google, onde ocupa o cargo de diretora de negócios para o varejo, o que lhe dá interface com todos os grandes varejistas e comércio eletrônico no brasil. É mãe de quatro filhos.

Andrea, descrita num perfil como 'uma baiana falante de sorriso largo’, foi instrumental para levar o Boticário à liderança do mercado brasileiro de perfumaria. O sucesso cobrou um preço alto: sofreu um ‘burnout' em 2014 e deixou a empresa no início do ano seguinte. Seu relato em primeira pessoa à Glamour está aqui. Andrea tem dois filhos.

Os dois nomes conferem ao conselho da Hering um perfil menos financeiro e mais especializado em varejo e digital, num momento em que a Hering precisa dar mais assertividade às coleções para atrair o consumidor de volta às lojas, e instalam duas mulheres no board de uma empresa que depende predominantemente do público feminino.

As novas conselheiras substituem Marcelo Medeiros, da Cambuhy, e Marcos Pinto, da Gávea Investimentos, que estão de saída depois que as duas gestoras se desfizeram de suas posições na companhia.

Elas vão se juntar a Ivo Hering e Fabio Hering, membros da família fundadora; Patrick Morin, ex-CEO do Chase no Brasil; Fabio Barbosa, ex-presidente do Santander Brasil e da Febraban; e Márcio Guedes, o veterano banqueiro hoje sócio da Pangea Associados, uma consultoria financeira.

Uma das varejistas mais castigadas na Bolsa nos últimos anos, a Hering ganhou um raro respiro no pregão de ontem com o anúncio de que a Dynamo atingiu 5,76% do capital da companhia, que tem cerca de 85% das ações na mão do mercado. Os papéis subiram 12,7% para R$ 18,55; hoje, em meio à correção geral, devolvem parte dos ganhos, com queda de 5% por volta de meio-dia.

Segundo brokers, a Atmos Capital, outra gestora carioca que já atingira 5% do capital da Hering em novembro, vem aumentando sua participação e já estaria próxima de 10% da empresa. Este 'stake' faria da Atmos a maior acionista depois da família Hering, que tem 14,7% da companhia.

A Dynamo já adiantou em comunicado que 'avalia a oportunidade e a conveniência de adquirir participação adicional'.

A dupla do Leblon vem ocupar a lacuna deixada por Cambuhy e Gávea, que juntas chegaram a ter mais de 20% da companhia, mas venderam suas posições ao longo do ano passado depois de uma alta no papel.

Em meados do ano passado, a Hering já tentou oxigenar a gestão mudando postos-chave na direção executiva. Trouxe Rafael Bossolani, com passagens por Walmart e Natura, para a diretoria financeira no lugar de Frederico Oldani, que tinha oito anos e meio de companhia.

Além disso, reestruturou a área comercial. O diretor Ronaldo Loos passou a ser responsável apenas pelo canal multimarcas e o mercado internacional e, para cuidar das franquias, lojas próprias e ecommerce, a companhia contratou Felipe Pivatelli, que fez carreira da C&A e na Malwee.

Com as vendas orgânicas em queda desde 2012, a Hering vem lutando para recuperar seu apelo num período em que a concorrência em produtos básicos (seu ponto forte) ficou mais acirrada e os consumidores querem roupas mais de acordo com as tendências de moda (seu ponto fraco).

Apesar de ter sofrido com a queda nas vendas, a Hering gera bastante caixa por conta de seu modelo 'asset light', baseado em franquias. "A margem está muito abaixo do que já esteve historicamente", diz um gestor comprado no papel. "O desafio é trazer o cliente de volta, o que faria essa margem crescer rápido".

No primeiro trimestre, as vendas no conceito mesmas lojas — as unidades abertas há pelo menos 12 meses — tiveram um leve aumento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017, mas a margem bruta sofreu com reajustes abaixo da inflação e a atividade promocional.

A coleção foi mais assertiva, o que se traduziu em um aumento de no número de itens por compra na rede da Hering Store. Mas o tráfego nas lojas não reagiu, mostrando que a empresa precisa investir mais (ou melhor) em marketing. O ecommerce também não engrenou -- apesar de crescer ano a ano, ainda representa menos de 5% das vendas.

A companhia vem sinalizando ao mercado que o segundo trimestre foi mais difícil que o primeiro, por conta da temperatura. "Abril foi um mês especialmente complicado, e o Dia das Mães não foi muito bom", diz uma fonte próxima à companhia. Geraldo Samor e Natalia Viri  Leia mais em braziljournal 23/05/2018