16 outubro 2017

Surge mais uma IPO no Canadá com ativos no Brasil

Ero Copper, com ativos de cobre na Bahia, tem valor estimado em R$ 320 milhões... Leia mais em noticiasdemineracao 16/10/2017

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Ero Copper Files Final Prospectus and Announces Pricing of Initial Public Offering

Ero Copper Files Final Prospectus and Announces Pricing of Initial Public Offering
VANCOUVER, BRITISH COLUMBIA--(Marketwired - Oct. 11, 2017) - NOT FOR DISTRIBUTION IN THE UNITED STATES Ero Copper Corp. (" Ero " or the " Company ") today announced that it has obtained a receipt for its final prospectus filed with the s...
10/11/2017 6:29:46 PM... Leia mais em marketwire 11/10/2017

About Ero
Ero is a base metals mining company focused on the production and sale of copper from the Vale do Curaçá Property in Brazil, with gold and silver produced and sold as by-products from the Vale do Curaçá Property.

16 outubro 2017



Glencore e Catar vendem ações da Rosneft para empresa chinesa

O consórcio controlado pela gigante de commodities Glencore e o fundo soberano do Catar anunciou, nesta segunda-feira (16), um acordo de 7,8 bilhões de euros para vender uma parcela de 14% da petroleira russa Rosneft para o conglomerado chinês CEFC.

A venda renderia cerca de 4 bilhões de euros, além "da quantia de euros decorrentes da conversão" de 4,6 bilhões de dólares para euro "em taxa média de cinco dias no dia do pagamento", disse a Glencore em um comunicado.

O acordo deixa a Glencore com 0,5% e o fundo do Catar com 4,8% da gigante petroleira russa.

O dinheiro será usado para pagar o financiamento que o consórcio recebeu do grupo bancário italiano Intesa Sanpaolo e de bancos russos em dezembro de 2016, quando comprou as ações da Rosneft.

Quando o acordo foi inicialmente anunciado, em 8 de setembro, o presidente da Rosneft disse que o consórcio enfrentava problemas para financiar grande parte de sua cota.

A Rosneft vendeu 19,5% de suas ações no fim de 2016 num negócio surpreendente, parte de uma onda de privatizações na Rússia - uma forma de melhorar o orçamento do país diante da queda de preços do petróleo.

O preço de compra de 10,5 bilhões de euros foi dividido igualmente entre Glencore e a Autoridade de Investimento do Catar (QIA, na sigla em inglês).

"A Glencore a QIA vão manter, cada uma, um interesse econômico nas ações da Rosneft proporcional ao seu investimento de capital original", disse a Glencore.

Com essa venda, o governo russo controla apenas 50% da maior empresa energética do país, com a britânica BP com 20%.

O grupo chinês CEFC, entre as dez maiores empresas privadas do país, gastou, nos últimos anos, cerca de 915 milhões de dólares para adquirir ações de uma companhia aérea, uma cervejaria, dois grupos de mídia e um time de futebol.

O negócio ainda depende de aprovação regulatória. AFP Leia mais em yahoo 16/10/2017



Petrobras pede registro para IPO da BR Distribuidora

A Petrobras informou nesta segunda-feira que pediu na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro de companhia aberta para a unidade de combustíveis BR Distribuidora, além de aval para realizar uma oferta inicial de ações da subsidiária.

A operação envolve uma venda secundária de ações, ou seja, de papéis detidos por sócios. Ainda não há preço e percentual definido das ações a serem ofertadas.

A Petrobras já havia informado que o percentual de venda de ações poderia ficar entre 25 e 40 por cento da participação acionária detida na BR.

O objetivo da Petrobras é listar a BR Distribuidora no Novo Mercado, segmento com regras de governança mais rígidas da B3. (Por Roberto Samora) Reuters Leia mais em dci 16/10/2017



Chinesa Goldwind avalia compra de projetos eólicos para entrar no Brasil

Segundo Aneel, companhia asiática tocaria junto à também chinesa Zhejiang Electric Power Construction Co. a construção de oito usinas eólicas cujas obras foram paralisadas pela Energim

A fabricante chinesa de turbinas de energia eólica Xinjiang Goldwind Science & Technology, uma das maiores do mundo, tem buscado meios de entrar no mercado brasileiro, em uma estratégia que pode passar pela aquisição de parques eólicos no país, disseram à Reuters especialistas próximos das conversas.

O movimento vem em um momento em que ativos de energia no Brasil atraem forte interesse de investidores de olho no grande mercado consumidor brasileiro, que saiu há pouco tempo da maior recessão em décadas.

A conjuntura econômica, que também deixou muitas empresas do setor elétrico em dificuldades financeiras, atrai companhias mais capitalizadas, principalmente estrangeiras, dispostas a grandes aquisições aguardando lucros no futuro --um parque eólico de grande porte pode ter valor na casa do bilhão de reais.

Executivos da Goldwind disseram a parceiros no Brasil que têm planos de instalar uma fábrica de equipamentos no país e que podem entrar como investidores em algum empreendimento eólico para viabilizar a venda das primeiras turbinas no disputado mercado local, disse à Reuters o presidente da consultoria em energia renovável Braselco, Armando Abreu.

Segundo ele, os chineses poderiam cadastrar um projeto em leilões agendados pelo governo para contratar novas usinas, que acontecem em dezembro, ou partir em busca de parques eólicos contratados em rodadas anteriores das licitações estatais, mas que ainda não iniciaram obras.

"Realmente, eles estão muito ativos. Estão a conversar com investidores... uma alternativa é eles próprios atuarem como investidores --ou ir aos leilões, ou comprar parques com contrato. Eles instalam as turbinas deles e depois vendem o parque a investidores", explicou Abreu.

O Brasil passou por um exponencial crescimento na geração eólica na última década, período em que a produção das usinas movidas a vento passou de praticamente zero para quase 10 por cento da matriz elétrica nacional.

Nos últimos anos, no entanto, uma redução no ritmo de contratação de novas usinas devido à recessão econômica derrubou o volume de negócios no setor e gerou um cenário de forte disputa entre os diversos fabricantes de equipamentos eólicos presentes no país, que incluem gigantes como Vestas, GE e Nordex-Acciona.

Mas essas empresas e a brasileira WEG fabricam grande parte dos componentes de suas turbinas no Brasil, o que permite a venda das máquinas aos clientes com atrativos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"Como talvez seja difícil vender turbina sem fábrica aqui, me parece que a estratégia deles é comprar um projeto, participar societariamente de um projeto para viabilizar a venda das turbinas. Criar uma demanda, e aí sim trazer uma fábrica", disse o especialista em Energia da BBMA Advogados, Bernardo Viana de Santana.

Ele afirmou que tem participado de conversas para a venda de projetos de parques eólicos no Ceará à Goldwind.

"São projetos no Cariri, com entre 200 megawatts e 300 megawatts, que estariam prontos para ir a leilão", disse.

Duas fontes de empresas especializadas em desenvolver projetos eólicos disseram que também foram sondadas por emissários da Goldwind sobre a possível compra de empreendimentos na Bahia e no Rio Grande do Sul. Elas falaram sob a condição de anonimato porque assinaram acordos de confidencialidade com os chineses.

INTERESSE FORTE

A atual busca por projetos eólicos para aquisição não é o primeiro movimento da Goldwind para entrar no mercado de energia do Brasil.

"Eles têm analisado o mercado brasileiro há uns dois, três anos, mas com mais intensidade no último ano", disse Abreu, da consultoria Braselco.

Segundo um documento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) visto pela Reuters, a chinesa chegou a fazer uma proposta em fevereiro pela compra de ao menos 70 por cento da Energimp, uma geradora eólica criada em parceria entre a argentina Impsa e o fundo de investimentos do FGTS (FI-FGTS).

Pelo acordo, negado pela Aneel, a Goldwind tocaria junto à também chinesa Zhejiang Electric Power Construction Co. (ZEPC) a construção de oito usinas eólicas cujas obras foram paralisadas pela Energimp após a Impsa pedir recuperação judicial.

Procurada, a Goldwind não respondeu a um pedido de comentário. Não foi possível entrar em contato com representantes da ZEPC e nem da Impsa.

A Goldwind fechou 2016 como terceira maior produtora de turbinas eólicas do mundo, atrás da dinamarquesa Vestas e quase empatada com a vice-líder GE, dos EUA, segundo ranking da consultoria em energia eólica MAKE. Por Luciano Costa Reuters Leia mais em dci 16/10/2017






Cade aprova compra de fatia majoritária na Intensa pela Equatorial

 O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra de 51% da Integração Transmissora de Energia (Intensa) pela Equatorial Energia.

O negócio foi concluído por cerca de R$ 273 milhões, conforme anunciado em agosto, e teve o sinal verde da autoridade antitruste publicado nesta segunda-feira no "Diário Oficial da União" (DOU). Antes do negócio, a participação de 51% pertencia a FIP Brasil Energia. ... Leia mais em valoreconomico 16/10/2017



Migração pode gerar crescimento de R$ 200 bi no Novo Mercado

Renovado pelo recente ímpeto do mercado de capitais brasileiro e de olho em novas oportunidades de negócios para as empresas, o Novo Mercado, segmento de maior governança da B3, pode crescer em cerca de R$ 200 bilhões, com a migração de outras companhias que já confirmaram interesse no nível especial.... Leia mais em valoreconomico 16/10/2017



Um modo beligerante de fazer negócios

Tanure, em assembleia de credores da Varig em 2005: plano de adquirir fatia minoritária e depois assumir controle de fato Iniciada na década de 70 na pequena construtora do pai, a carreira empresarial de Nelson Tanure, 65 anos, ao longo das últimas três décadas aponta para duas características recorrentes no currículo do segundo maior acionista da Oi: a preferência por empresas em dificuldades financeiras, mas com marcas ou ativos ainda rentáveis, e a disposição para se envolver em disputas jurídicas ferozes pelo controle das companhias e para contestar débitos.

A trajetória beligerante de Tanure dentro da Oi - marcada por conflitos com acionistas e com a própria direção da companhia - repete um padrão já visto anteriormente em outros negócios nos quais o empresário se envolveu, como o Banco Boavista Interatlântico, a Intelig, a PetroRio (ex-HRT) e a GPC Participações (holding industrial do Grupo Peixoto ... Leia mais em valoreconomico 16/10/2017



Algar Telecom fará oferta de ações, primária e secundária

A Algar Telecom protocolou nesta segunda-feira, 16, pedido de registro da oferta pública de distribuição primária e secundária (da Algar Participações, Árvore Empreendimentos e de outros acionistas).

Em fato relevante, a empresa diz que após a realização da oferta, que terá esforços de colocação no exterior, a Algar Participações continuará a deter o controle acionário.

A coordenação é do Bradesco BBI (líder), com BTG Pactual, JPMorgan, Santander, UBS, Itaú BBA e BB-Banco de Investimento.

A quantidade de ações na oferta ainda não foi divulgada, mas prevê lote suplementar de até 20% e adicional de até 15%.

A Algar Telecom convocará reunião do conselho de administração sobre a determinação do preço por ação e o aumento de capital da companhia decorrente da realização da oferta, bem como sobre a conversão de categoria (de B para A, que permite emissão de ações) e a listagem de suas ações no segmento Novo Mercado. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinherio 16/10/2017



JBS desiste de IPO de subsidiária nos EUA

A JBS desistiu dos planos para listar a sua subsidiária JBS Foods International na bolsa de Nova York, de acordo com comunicado enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regular dos mercados norte-americanos, nesta segunda-feira.

A maior processadora de carne do mundo, que está envolvida em um grande escândalo de corrupção, disse que desistiu no momento do pedido para uma oferta inicial de ações (IPO), que tinha sido apresentado em dezembro de 2016. Reuters Leia mais em dci 16/10/2017



Crédito para empresas atinge o menor nível dos últimos oito anos no País

Os sinais de retomada da economia ainda não foram suficientes para reverter o quadro de escassez de crédito para as empresas brasileiras. A carteira corporativa de crédito caiu em agosto pela 20ª vez consecutiva, levando sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) ao menor nível desde 2009. De dezembro de 2015 até agora, o crédito empresarial caiu de 28,45% para 22,21% do PIB, segundo os números do Banco Central.

Dois fatores explicam esse cenário. De um lado, estão empresas com elevada capacidade ociosa que pararam de buscar crédito no mercado porque não têm investimentos para fazer. Do outro, estão companhias inadimplentes, que precisam se financiar – ou rolar dívidas – e não obtêm aprovação dos bancos. Nos dois casos, no entanto, as empresas não conseguem sequer crédito para capital de giro.

Os níveis mais baixos de crédito para pessoa jurídica influenciam de forma direta o ritmo de retomada da economia. “Essa escassez afeta a expansão das empresas. Sem crédito para (capital) giro, ela não antecipa compras de insumos ou contratação de novos trabalhadores; sem crédito para investimento, ela não constrói novas fábricas e não compra novas máquinas.
E o País segue andando de lado”, afirma o pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público, José Roberto Afonso.

Executivos de grandes bancos de varejo no País dizem que, apesar de haver uma seletividade maior na concessão de crédito, os bancos estão mais dispostos a emprestar, mas a demanda por parte das empresas ainda não é relevante.

“Eu diria que já estamos vendo alguns sinais de retomada e que a crise ficou sim para trás. É normal que a retomada na jurídica demore mais mesmo, pois muitas empresas ainda estão com capacidade ociosa”, diz o diretor vice-presidente do Bradesco, Domingos Figueiredo Abreu.

Pessoa física

Na direção oposta, o financiamento das famílias engatou uma retomada consistente nos últimos meses. Desde de outubro do ano passado, o saldo de concessão de crédito para as pessoas físicas não para de crescer. Ele representa hoje 24,88% do PIB; há 10 anos, em 2007, representava 14,01% do PIB, segundo dados de José Roberto Afonso.

Até dezembro de 2016, a participação das empresas na carteira total de crédito do País era sempre superior à fatia do crédito pessoal. De lá para cá, porém, as posições não apenas se inverteram, como a diferença entre as duas modalidades vêm crescendo. Em agosto, 52,84% da carteira total de crédito referiam-se a empréstimos e financiamentos para pessoa física e 47,16%, para empresas, segundo dados do BC. No mesmo período do ano passado, esses porcentuais eram de 50,58% e 49,41%, respectivamente. Considerando um prazo mais longo, em dezembro de 2015, o crédito corporativo era responsável por 53,03% dos empréstimos.

A participação do BNDES na concessão de créditos reflete bem essa mudança. Pelos dados do Banco Central, apesar de ter crescido acima da média, os empréstimos do banco somaram em agosto R$ 3,6 bilhões para pessoa jurídica enquanto só os aposentados do INSS conseguiram R$ 5,5 bilhões de crédito consignado.

A retomada da concessão de crédito a famílias em detrimento de empresas está relacionada, segundo especialistas, ao nível de inadimplência. Em maio deste ano, tanto pessoas físicas como jurídicas atingiram recorde de negativados – 61 milhões e 5,1 milhões, respectivamente, segundo a Serasa Experian. A diferença é que, no caso das famílias, vem diminuindo, enquanto no das empresas permanece o mesmo.

Na comparação de agosto deste ano com o mesmo período em 2016, a inadimplência da pessoa jurídica no crédito livre, por exemplo, ficou inalterada em 5,5%. Já na mesma modalidade para pessoa física, houve redução de 6,2% para 5,7%. “Os bancos só vão acelerar o crédito para as empresas quando essa inadimplência começar a cair”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

“Hoje, 47% das empresas não estão conseguindo gerar caixa nem para pagar despesa financeira. E não há crédito para refinanciar dívidas”, afirma o diretor de competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho. (Colaborou Mônica Scaramuzzo) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.   Leia mais em istoedinheiro 16/10/2017



Lupo ajusta operação do Grupo Scalina

"Passamos o ano fabricando praticamente em cima do caminhão." Com essa frase, Liliana Aufiero, presidente da Lupo ilustrou o desafio enfrentado pela companhia neste ano para manter o ritmo de produção e vendas, enquanto reestrutura o Grupo Scalina - das marcas Trifil e Scala, adquirido em 2016.

Neta do fundador Henrique Lupo, Liliana entrou para o comando da Lupo em 1993, em meio a uma grave crise da empresa. Aos 72 anos de idade, a executiva lidera com vigor a nova empreitada na companhia.... leia mais em valoreconomico 16/10/2017



Cade decide aprofundar análise do negócio entre Itaú Unibanco e XP

 A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou que o ato de concentração que prevê a compra de parte da XP Investimentos pelo Itaú Unibanco é complexo e, com isso, decidiu aprofundar a análise do negócio antes de emitir o parecer final. Em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), o órgão determinou a realização de duas novas diligências: facultar às partes a apresentação das eficiências econômicas geradas pela operação; e solicitação de informações adicionais para análise da operação.

O Itaú anunciou a compra de parte da XP em maio por R$ 6,3 bilhões e notificou o Cade da operação em 18 de julho deste ano. Com as novas diligências, a Superintendência informou que, se for necessário, poderá requerer mais prazo para finalizar a avaliação do caso. O prazo legal para a decisão final do órgão é de 240 dias, prorrogáveis por mais 90.

Pela operação, o Itaú informou que irá realizar aporte de capital de R$ 600 milhões e adquirir ações da corretora no valor de R$ 5,7 bilhões na primeira etapa da aquisição. Com isso, se tornará acionista minoritário da XP Investimentos, com uma participação correspondente a 49,9% do capital social total e 30,1% do capital social votante. Além disso, o banco se comprometeu a adquirir, em 2020, um porcentual adicional de 12,5% e, em 2022, mais 12,5%, o que lhe garantirá 74,9% do capital social total e 49,9% das ações ordinárias ao final da operação.

Em nota técnica, a Superintendência afirma que a instrução realizada até o momento apontou que a operação ensejará sobreposição horizontal nas seguintes atividades: corretagem de valores; administração e gestão de recursos de terceiros; e distribuição de produtos de investimento a clientes. Além disso, acrescenta a nota, a operação gera reforço na integração vertical entre as atividades de administração e gestão de recursos de terceiros de ambos os grupos; e emissão de títulos privados bancários do grupo Itaú com a atividade de distribuição de produtos de investimentos, também de ambos os grupos. "

A instrução também revelou a participação relevante das requerentes em alguns desses mercados, bem como a atuação crescente da XP como provedora de serviços financeiros fora do sistema bancário tradicional", destaca. "Dessa forma, com o objetivo de melhor analisar a dinâmica concorrencial do mercado e as condições de rivalidade nos mercados afetados pela operação, faz-se necessário efetuar novas diligências de forma a aprofundar a análise do caso e oportunizar às partes a possibilidade de apresentação das eficiências decorrentes da operação, que poderiam contrabalançar tal concentração", argumenta. - Jornal do Comércio Leia mais em jcrs.uol 16/10/2017



15 outubro 2017

7 marcas de alimentos orgânicos que foram compradas por gigantes globais

Mãe Terra, agora parte do portfólio de marcas da Unilever || Créditos: Divulgação
Fundada em 1979 e com sede em Osasco, a Mãe Terra vive um boom de crescimento há pelo menos cinco anos, período em que apresentou taxas de crescimento maiores do que 30% ao ano.

Tanta bonança chamou a atenção da Unilever, que na semana passada anunciou a compra da empresa que é uma das líderes do segmento de alimentos orgânicos no Brasil, um mercado estimado em € 8 bilhões (R$ 30 bilhões) anuais, o quinto maior do mundo para produtos deste tipo.

Não se trata de um movimento isolado. Nos últimos tempos, grandes corporações de várias partes do planeta investiram pesado na aquisição de negócios”verdes” que, além de prosperarem, trazem consigo uma clientela formada por consumidores qualificados, que consideram saúde e boa alimentação como prioridades.

Na galeria abaixo, conheça cinco dessas marcas e a quem elas pertencem… (Por Anderson Antunes) Leia mais em glamurama.uol 15/10/2017

15 outubro 2017



Supermercado online ganha opções e busca adeptos

Carrefour estreou no e-commerce alimentar nesta semana

Avenda de alimentos online, que durante muito tempo foi dominada pelo Grupo Pão de Açúcar, ganhou novos concorrentes. Embora o setor represente apenas 2,4% do faturamento do comércio eletrônico no Brasil e, segundo especialistas, exista uma resistência à compra de alimentos pela internet, redes como Carrefour e startups como Home Refill acreditam que é possível virar a tendência nos próximos anos, com o comportamento do brasileiro se aproximando do de mercados como Japão e Reino Unido, onde encher a dispensa usando a web já é comum.

O novato nessa categoria é o Carrefour, que estreou no e-commerce alimentar nesta semana, atuando, por enquanto, em alguns bairros de São Paulo. No exterior, varejistas como Target e Wal-Mart usam as lojas físicas como pontos de coleta para as compras feitas pela internet.

Apesar de considerar esse modelo para o futuro, a varejista francesa optou por um outro caminho: criou um centro de distribuição para o e-commerce, na zona sul de São Paulo. Segundo Luiz Escobar, diretor do Carrefour.com, a estratégia visa a reduzir "quebras" nos pedidos online. "Se o e-commerce depende do estoque da loja, o produto pode ter sido vendido para um outro consumidor na hora em que a equipe fizer a coleta", explica. A exemplo do que faz o Grupo Pão de Açúcar, seu principal concorrente no país, o Carrefour aproveitou para criar um programa de fidelidade que também pode ser administrado por um aplicativo.

Startup
Criada em 2016, a startup Home Refill tem o objetivo de servir como um "regulador de estoque" dos armários dos habitantes das metrópoles brasileiras. Ao contrário das grandes varejistas, a empresa não vende produtos perecíveis. "Nosso foco são os produtos de uso contínuo, como leite longa vida, fraldas, detergentes", explica o gerente de gestão e finanças da empresa, Vinício César. "Queremos evitar que as pessoas ocupem espaço com algo que não precisam." Como entrega produtos não perecíveis, a Home Refill só faz os pedidos às indústrias após o consumidor fazer a compra. "Entre o pedido ao fornecedor e a entrega na casa do cliente, o prazo é de 5 a 6 dias úteis", conta César.

A partir da segunda compra, diz, a tendência é que o prazo diminua, pois o Home Refill quer entregar aos clientes sempre a mesma lista de produtos, com pequenas variações. "Nosso objetivo é fazer o consumidor economizar, pois ele vai gerir melhor o estoque e comprar só o que realmente usa."

A Home Refill tem 100 mil cadastrados - parte deles em áreas onde o serviço ainda não está disponível. A empresa já atende a Grande São Paulo e, até o fim do ano, pretende expandir para o litoral e para o interior, em cidades como Sorocaba e Campinas. A startup também está testando seu modelo de negócios internacionalmente - já tem uma operação-piloto na Arábia Saudita e tem planos de chegar a África do Sul e Índia.

Expansão
Existem indícios de que há oportunidades para os supermercados online. O Pão de Açúcar, que atua no segmento desde 1995, teve uma alta de 18% nas suas vendas de e-commerce em 2016 e tem conseguido atrelar outros produtos às suas vendas online - um exemplo é o clube de assinatura de vinhos.

Apesar da expansão do GPA no segmento, o setor de alimentos e bebidas não tem, hoje, uma presença importante no comércio online. "Os consumidores ainda não associaram a venda de alimentos ao e-commerce. É um segmento difícil, que lida com produtos perecíveis e tem logística complicada", diz Pedro Guasti, presidente da Ebit, consultoria especializada no comércio eletrônico.

Em comparação com 2016, no entanto, mais brasileiros estão escolhendo trocar o carrinho de compras pelo aplicativo do celular. Em um relatório da consultoria feito no passado, o setor nem aparecia no top 10. Agora, está na nona colocação. O setor também apresentou aumentos significativos ao redor do mundo, segundo a Kantar Worldpanel. Em 2016, China e Coreia do Sul foram os países que mais passaram a comprar alimentos pela web, com altas de 50% e 40%, respectivamente. Na Europa, França e Grã-Bretanha cresceram 8%.POR ESTADÃO CONTEÚDO Leia mais em epocanegocios 15/10/2017



Redes de varejo e indústria ampliam suas áreas de atuação

Multiplataforma. Tradicional varejista de móveis, eletros e utensílios, a Magazine Luiza passou a vender comida e artigos de supermercado, nas lojas físicas, no site e por aplicativo

Com a recuperação gradual da economia brasileira, o varejo também começa a retomar projetos engavetados e a entrar na era dos "multinegócios". Numa espécie de vale-tudo pelo cliente, grandes redes começam a desbravar áreas em que não atuavam. A Magazine Luiza começou a vender, este mês, produtos de supermercado. O Habib's, rede de fast-food árabe, abriu há duas semanas seu primeiro posto de combustível em São Paulo.

Mesmo quem não atua diretamente com o consumidor está diversificando para ter o melhor portfólio de produtos nas prateleiras do comércio: a Unilever, dona das marcas Omo, Knorr e Helmann's, entrou no mercado brasileiro de alimentos naturais e orgânicos com a compra de 100% do capital da Mãe Terra.

- Essa é uma tendência do varejo global. Grandes redes que já têm muito conhecimento em distribuição de produtos, oferta de crédito e e-commerce começam a entrar em novos setores. Como já conversam com muitos consumidores, ampliam esse relacionamento para outros segmentos - explica Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do Grupo GS& Gouvêa de Souza, especializado em varejo.

No exterior, a busca pelo cliente começou há mais tempo. Em Portugal, a rede de supermercados Sonae também tem petshops, restaurantes, lojas de eletrodomésticos, celulares, farmácias e até clínicas médicas. Na Inglaterra, a rede varejista Tesco possui de agência de viagem a loja de conveniência e postos de combustível. A americana Amazon, que começou como livraria, hoje vende de roupas a alimentos.

No começo deste mês, a Magazine Luiza passou oferecer, pelos seus canais de e-commerce, produtos como fraldas, leite, shampoos, lenços umedecidos, cervejas, produtos de limpeza, cápsulas de café, entre outros. Hoje, são 3 mil itens, que devem dobrar para 6 mil em seis meses. O projeto tem como alvo o grande número de visitantes que acessa os canais digitais. O e-commerce da rede já responde por cerca de 30% do faturamento.

- Somos varejistas tradicionais dos segmentos de móveis, utilidades domésticas, eletreletrônicos. Mas esses são itens que não trazem recorrência. Uma pessoa troca de televisor a cada dez anos. Na categoria supermercado, buscamos a recorrência. Queremos ter nossos clientes todo dia, levando o Magazine Luiza no bolso e comprando pelo aplicativo - diz Julio Trajano, diretor comercial de e-commerce da rede.

Os produtos de supermercado ficam em estoque e são entregues entre três e cinco dias, em grandes centros como São Paulo. Mas o cliente pode fazer a compra nas lojas físicas. Ele escolhe os produtos também por um aplicativo e pode retirá-los no próprio estabelecimento ou receber em casa. Em algumas lojas de São Paulo, a entrega já está sendo feita em 24 horas.

Para o consumidor, a vantagem é ter um leque maior de produtos em canais em que ele já costuma comprar, inclusive com acesso facilitado ao crédito, dizem os especialistas. Além disso, aumentam as promoções, os programas de fidelidade que dão descontos e vantagens.

- O Magazine Luiza fez uma promoção com uma marca importada de shampoo, condicionador e máscara de hidratação baixando o preço do conjunto para R$ 33. Vendeu 20 mil kits em apenas um dia pelos canais digitais - diz Trajano.

MANTER QUALIDADE É UM DESAFIO

As varejistas também tentam associar características próprias, já conhecidas do consumidor, a esses novos negócios.

- O Habib's tem como marca o preço baixo de suas esfihas. A tendência é que o consumidor associe essa característica também ao preço do combustível - diz o coordenador executivo de Marketing do Insper, Silvio Laban.

O empresário Alberto Saraiva, fundador do Habib's, diz que a estratégia de preços baixos também já está sendo usada no primeiro posto da rede. A gasolina comum sai por R$ 3,39 o litro, enquanto o álcool custa R$ 2,29, preços abaixo da média do mercado. Além disso, em determinado horário do dia, há uma promoção em que o cliente ganha descontos entre R$ 0,10 e R$ 0,20.

- O objetivo é atrair o consumidor que já conhece nossa marca. Pelas mais de 540 unidades do Habib's e Ragazzo que existem no país, passam por ano 200 milhões de consumidores e 19 milhões de carros. É essa base que queremos aproveitar - afirma Saraiva.

Ele lembra que o combustível do posto será fornecido pela BR Distribuidora para garantir a qualidade do produto. Mais quatro postos serão abertos nos próximos seis meses, e, até 2020, serão 30 unidades, alguns como franquia.

A onda multinegócios também vem impulsionando fusões e aquisições. Além de adquirir no Brasil a Mãe Terra, a Unilever comprou, em setembro, a empresa de chás Pukka Herbs, na Inglaterra. Os valores das duas transações não foram revelados, mas o objetivo é o mesmo: ampliar a oferta de produtos e alcançar novos públicos. Dados da Euromonitor mostram que, no Brasil, o mercado de orgânicos já movimenta cerca de ? 8 bilhões ao ano (mais de R$ 30 bilhões).

O risco dessa expansão para setores tão diversos, afirma a consultora especializada em varejo Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores, é não conseguir se tornar um jogador relevante nesse universo dos multinegócios:

- Como passam a lidar com mais fornecedores, existe o risco de não conseguirem manter o padrão de qualidade construído por essas marcas. Publicado em 14/10/2017 por O Globo Leia mais em gsnoticias 14/10/2017




Inspiradas em start-ups, empresas apostam em economia compartilhada

"Para se ter mobilidade, você pode não precisar ter um carro. Lançamos o nosso tendo como alvo esse público que está mais interessado no uso do que na posse do bem."

A frase, que soaria lugar-comum se dita por um fundador de start-up, ganha novos contornos quando na voz de um executivo da septuagenária Porto Seguro, no caso Marcelo Rosal, gerente do serviço da empresa Carro Fácil.

O serviço, que a companhia lançou no final de 2016, permite a consumidores alugar carros novos por um ano.

A onda da economia compartilhada, que prega a criação de negócios baseados no acesso ao que se quer, em vez da posse, deixou de ser coisa só de start-ups e vem se espalhando por grandes empresas.

Encabeçada por empresas como Uber, Airbnb e Netflix, ela também é explorada por companhias como Suvinil, Ambev, Saint-Gobain e GM.

PODER DA MARCA

Ter uma marca conhecida pode ser um atrativo para prestadores de serviço e clientes para essas iniciativas.

O pintor Arnaldo Pereira, 62, diz ter conhecido e testado sites e aplicativos em que poderia listar seus serviços, mas ficou apenas no Vitrine Suvinil, da fabricante de tintas, que indica profissionais autônomos que passaram por capacitações da empresa.

"Para o pintor, não adianta colocar anúncios em jornais, na internet. O cliente precisa ter confiança no trabalho dele. Tendo respaldo da empresa, o cliente fica mais confiante."

Pereira conta ter recebido em seis meses cerca de 15 pedidos de orçamento a partir do site. Dois deram origem a contratações -alguns ainda estão em negociação.

Juliana Hosken, diretora de marketing da Suvinil, diz que a plataforma conta com 900 pintores e cresce 18% ao mês.

Segundo ela, a empresa não cobra pelo uso da plataforma, mas não descarta possibilidade de isso ser revisto conforme o projeto cresça.

Já na Ambev, a partir do serviço Zé Delivery, o objetivo é entregar cervejas em uma hora aproveitando rede de bares parceiros.

O cliente entra no site, digita seu CEP e vê a lista de produtos disponíveis e seu preço. Ao escolher, o sistema da empresa, lançado há um ano, define qual bar fará a entrega, dependendo de sua proximidade em relação ao cliente e notas em entregas anteriores, ao estilo Uber.

O serviço foi inspirado em conversas de executivos da empresa com Tallis Gomes, cofundador da start-up Easy Taxi (hoje dono de serviço para contratar profissionais de estética), conta Leonardo Longo, gerente de comércio eletrônico da Ambev.

Ele está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza e Belo Horizonte. A empresa não informa o número de bares cadastrados nem como é a divisão de receitas das vendas acordadas com eles.

SEM CARRO

Serviços como esses atraem pessoas como a gerente de projetos Paola Ramos dos Santos, 34. Ela e o marido já foram donos de dois carros. Agora, ficam apenas com um, alugado há dois meses, e o restante dos trajetos é feito com auxílio de aplicativos.

Ela diz ter visto vantagem financeira na opção do serviço da Porto Seguro. Isso porque vendeu o carro antigo, deu entrada em um apartamento e não precisou financiar um novo veículo. A mensalidade do carro, um Onix, é de cerca de R$ 1.300.

"Aderimos fácil a tudo isso que é novidade. Com o aluguel, não perco com depreciação e juros e tenho carro zero da mesma forma."

LÁ FORA

No exterior, o interesse pelo novo levou a multinacional do mercado de móveis Ikea (leia mais na pág. A20) a comprar em setembro a start-up americana TaskRabbit.

A empresa adquirida tem plataforma em que qualquer pessoa pode oferecer serviços variados, com destaque para os de reparo doméstico -que devem ser oferecidos como complemento da venda dos produtos da Ikea (conhecida pelo sistema "monte vocês mesmo").

GIGANTE START-UP
Grandes empresas apostam em compartilhamento

Carros alugados
A seguradora Porto Seguro e as principais locadoras do mercado, incluindo Movida, Unidas e Localiza, lançaram recentemente serviços de locação por períodos mensais ou anuais

Montadora
A GM mantém em suas 6 fábricas no Brasil 20 carros que podem ser alugados por dia ou por hora por seus funcionários em projeto-piloto

Reformas
No portal Experiências, a Saint-Gobain tem área em que clientes podem encontrar profissionais de reformas próximos ao endereço desejado

Gás
No aplicativo Ultragaz connect, clientes podem pedir troca do gás, que será entregue pelo revendedor mais próximo. Publicado em 15/10/2017 por Folha de S. Paulo Online Leia mais em gsnoticias 15/10/2017




Bolsa do Canadá aprova compra de projeto Salobro, de zinco, pela Emerita

Emerita recursos recibe aprobación condicional para la adquisición del proyecto zinc - Salobro - Brasil

Toronto, Ontario, Octubre 5, 2017 – Emerita Resources Corp. (“Emerita” o la “Compañía”) ha recibido la aprobación condicional de la TSX Venture Exchange (“TSXV”) para completar la adquisición del proyecto de zinc Salobro (el “Proyecto Salobro”) ubicado en el Estado de Minas Gerais, Brasil (la “Transacción”). Consulte el comunicado de prensa de Emerita publicado el 14 de julio de 2017 para obtener más detalles sobre la transacción.

La aceptación final por la TSXV está condicionada a que la Compañía satisfaga a la TSXV que, al cierre de la Operación, la Compañía tendrá los recursos financieros para: (i) cerrar la transacción, (ii) financiar sus obligaciones de pago de la propiedad por un mínimo de seis meses, (iii) financiar la primera etapa de cualquier programa de trabajo recomendado, y (iv) financiar seis meses de gastos generales y administrativos. Como parte del proceso de aprobación de la TSXV, la Compañía encargó un Informe Técnico independiente conforme a NI 43-101 que será archivado en SEDAR inmediatamente después del cierre de la Transacción.

Acerca del Proyecto Salobro

El Proyecto Salobro se compone de dos (2) aplicaciones mineras que cubren 1.209.75 hectáreas en el Municipio de Porteirinha, Estado de Minas Gerais, Brasil, en una zona con buena infraestructura incluyendo caminos pavimentados, cobertura celular, ferrocarril, agua y energía. La mineralización se lleva a cabo en el grupo Riacho dos Machados, que se describe como una secuencia metasedimentaria de edad Arqueana o Paleoproterozoica. La mineralización es stratabound con esfalerita y galena como los principales minerales del cuerpo. La secuencia metasedimentaria comprende carbonatos, formaciones de hierro con bandas y mechas, lo que sugiere un ambiente de deposición de tipo Mississippi Valley o Sedex para las acumulaciones de sulfuro. La intersección más gruesa hasta la fecha es de 13,92 metros con un 10,39% de zinc y un 2,13% de plomo.

Un resumen de la estimación histórica de los recursos se puede encontrar en el sitio web de la Compañía en un informe titulado “Mineralizações De Zinco E Chumbo Do Depósito Salobro, Porteirinha (Mg) (2006)”. Según este informe, se estima que el depósito del Proyecto Salobro contendrá 8,3 millones de toneladas con 7,12% de zinc y plomo. Una “persona calificada”, como se define en el Instrumento Nacional 43-101 (“NI 43-101”), no ha hecho suficiente trabajo en nombre de Emerita para clasificar la estimación histórica como un recurso mineral actual y Emerita no está tratando la estimación histórica como un recurso mineral actual o reserva mineral. Se debe completar el trabajo para demostrar si existe una expectativa razonable de extracción comercial. La estimación de recursos minerales es una estimación histórica y no se debe confiar en ella.

El depósito permanece abierto para una mayor expansión. El programa de trabajo inicial se enfocará en completar el trabajo con una combinación de QA / QC en el núcleo de perforación existente para producir un recurso compatible con NI 43-101, así como realizar perforaciones para expandir el recurso. Se espera que los resultados del programa de trabajo inicial proporcionen los datos necesarios para completar la evaluación económica inicial del depósito del Proyecto Salobro.

Acerca de Emerita Resources Corp.
Emerita es una empresa de recursos naturales dedicada a la adquisición, exploración y desarrollo de propiedades mineras en Europa y América del Sur, con un enfoque principal en la exploración en España y Brasil. La oficina corporativa y el equipo técnico de la Compañía están ubicados en Sevilla, España, con una oficina administrativa en Toronto, Canadá. Leia mais em emérita 05/10/2017



Burger King desmarca conversas iniciais com investidores sobre IPO

O Burger King Brasil (BKB) chegou a marcar no final do mês passado conversas iniciais com investidores no Brasil para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas desmarcou e, até o momento, não agendou nova conversa sobre o tema.

Os bancos Bradesco, Bank of America Merril Lynch (BofA), BTG Pactual e JPMorgan trabalham na estruturação da oferta. Apesar de não ter ainda calendário, a oferta é prometida para ocorrer até o fim do ano. Procurado, o BKB não comentou. Leia mais me  colunadobroadcast.estadao 15/10/2017




Cosméticos Inoar busca nova rodada de investimento e contrata KPMG

A Inoar, fabricante de produtos cosméticos, está em busca de investidores para ampliar seu potencial de crescimento. A companhia colocou como meta um crescimento de 35% de seu faturamento em três anos. Em 2016, o faturamento atingiu R$ 77 milhões e no primeiro semestre deste ano já está em R$ 57,4 milhões. Investidores estrangeiros estão com olho grande. A consultoria KPMG já foi contratada.

Lá fora
A Inoar exporta para 42 países como EUA, Rússia, Inglaterra, Marrocos, Chile e Colômbia e está investindo para se consolidar no mercado de varejo também no exterior. A empresa acaba de receber um selo em uma premiação internacional e quer usar o marco para ampliar sua presença. Leia mais em colunadobroadcast.estadao 15/10/2017



Fusão, cisão e incorporação: vantagens e diferenças nesses processos

Quais as diferenças entre Fusão, Cisão e Incorporação?

Muitas das grandes corporações são resultados da fusão de uma ou mais empresas. Na última década, a reestruturação societária se tornou mais comum no país. A corrida pelo lucro, maior competividade e busca pela liderança de mercado propiciam cada vez mais que as companhias se unam para alcançar esses objetivos.

Mas para que a fusão de duas ou mais empresas, incorporação ou cisão aconteça da melhor forma é necessário um estudo específico dessas corporações e, dependendo da situação, é preciso também obter aprovação pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Saiba as vantagens da fusão, cisão e incorporação

O grande motivador para a fusão, cisão e incorporação das empresas está relacionado ao maior desempenho econômico. É quando os sócios e gestores dessas organizações acreditam que unir seus empreendimentos será um bom investimento, que terão maior retorno sobre suas operações. A opção por esses processos proporciona inúmeras vantagens, entre elas podemos citar:
– Diversificação dos negócios;
– Melhor oportunidade de crescimento junto ao mercado;
– Diminuição de custos;
– Eliminação da concorrência;
– Melhor acesso a financiamentos.

Qual a diferença entre esses processos?

Tanto a fusão quanto a aquisição e a incorporação são processos de união de uma ou mais empresas, mas existem diferenças entre eles. Para entender esses três conceitos, vamos às suas definições específicas:

Fusão

É uma ferramenta jurídica utilizada quando duas ou mais empresas se unem dando origem a outra organização. Assim, as empresas que se juntam deixam de existir de forma legal e formam uma terceira empresa. Geralmente a administração da nova companhia fica a cargo dos gestores das antigas empresas ou a cargo da maior ou mais próspera das duas.

Existem cinco variações de fusões: horizontal, vertical, conglomerado, extensão de mercado e extensão de produto. Elas se distinguem de acordo com o papel econômico, finalidade da transação e relacionamento entre as empresas envolvidas.

  • – Horizontal - Quando as empresas que serão fundidas são do mesmo setor, ou seja, concorrentes. O objetivo é criar uma nova organização para expandir a área de atuação, obter economias de escala e mais participação no mercado.
  • – Vertical   - União de duas ou mais empresas com negócios diferentes, porem que se complementam. Empresas produtoras de produtos ou serviços distintos para um produto final específico, por exemplo. Assegurar matérias-primas, facilidade na distribuição dos produtos são alguns dos objetivos da fusão vertical.
  • – Conglomeração - É definido pela fusão de empresas cujas atividades são totalmente distintas, com serviços ou produtos diferentes. Seu principal objetivo é a diversificação e o aproveitamento de oportunidades de investimento.
  • – Fusão de extensão de mercado - Nessa variação, as empresas que irão se fundir produzem os mesmos produtos, mas em mercados diferenciados.  O principal objetivo dessa fusão é o aumento de clientes e acesso a um mercado maior.
  • – Fusão de extensão de produto - A fusão desse caso ocorre entre organizações cujos produtos têm uma certa relação e operam no mesmo mercado. O objetivo desse formato é o agrupamento dos produtos para atingir uma fatia maior de consumidores e gerar mais lucro.


Incorporação

Na incorporação, o controle acionário de uma empresa “A”, geralmente de menor porte, é comprado por uma empresa “B”. Nesse caso, a empresa “A” deixa de existir legalmente enquanto que a “B” permanece com sua identidade. No caso, o patrimônio da empresa “A” passa a ser controlado pela empresa “B”, que assume os ativos em sua totalidade.

Cisão

Na operação de cisão, uma companhia transfere total ou parte do seu patrimônio (representada por ativos e passivos), para uma ou mais sociedades. A companhia que teve suas ações transferidas não é extinta, pois tem como princípio que remanescerá parte do patrimônio. A parte do capital cindida será dividida entre sociedades adquirentes.

Situação perante o mercado

As reestruturações societárias, sejam elas de fusão, cisão ou incorporação, podem gerar resultados positivos aos proprietários e acionistas, mas aspectos negativos podem ser causados principalmente ao consumidor.

O CADE é uma autarquia federal responsável pela aprovação ou não desses processos. Seu critério de avaliação se baseia na Lei 12.529/11, no Regimento Interno do CADE, no Guia para Análise Econômica de Atos de Concentração Horizontal e na Resolução 2 do próprio Instituto.

É realizada uma análise em que são observados alguns pontos em relação à operação e às empresas envolvidas, tais como:
– Participação das empresas no mercado;
– Existência ou não de rivalidade entre as partes;
– Diversidade e qualidade dos produtos ou serviços oferecidos.

Concluída a avaliação, o Conselho decide se há aprovação sem restrição; com restrição – caso haja imposição ou negociação das medidas, ou até pela reprovação da operação.

Compete ao CADE avaliar se essa reestruturação societária irá prejudicar o funcionamento do mercado, criando monopólio, por exemplo, e assim prejudicando os consumidores.

Como esses processos funcionam?

Para que os processos de fusão, cisão e incorporação ocorram são necessários vários estudos e análises por parte das empresas submetidas aos processos. Esses procedimentos envolvem identificação de todos os interesses dos envolvidos, avaliações dos ativos e passivos das empresas, exames de todos os aspectos societários e patrimoniais, bem como as negociações de implementação do processo a ser implantado.

É importante também realizar todos os cálculos dos tributos, para definir, entre outras medidas, o melhor enquadramento tributário e se existem compensações fiscais a fazer.

Dentre as medidas adotadas estão: a elaboração ou revisão de um Plano de Negócios; Avaliação Econômica, Due Diligence, Planejamento Societário e outras.... leia mais em  BLB Brasil 09/10/2017



Como calcular o valor de mercado de uma startup

Apesar de usarmos matemática para calcularmos o valor das companhias, grande parte do processo esta relacionado à imaginação

Como princípio deveríamos calcular o valor das startups da mesma forma como calculamos o valor das empresas maduras. Contudo, a valoração é mais difícil pela maior incerteza com relação ao seu futuro.

Há risco de startups não conseguirem iniciar suas operações ou de não se desenvolverem. Seus modelos de negócios podem ser copiados ou mesmo não atraírem pessoas e clientes. As incertezas são diversas e tendem a estar associadas a mudanças de mercado ou mesmo à reação de concorrentes.

Apesar de usarmos matemática para calcularmos o valor das companhias, grande parte do processo esta relacionado à imaginação. Calculamos o valor das companhias imaginando como será o seu futuro em termos de geração de caixa.

Quando possuímos um histórico ou um comparativo é mais fácil para imaginarmos o que pode acontecer. Porém, valuation (avaliação de empresas) é baseada em uma percepção de futuro, ou seja, não se pode afirmar o que efetivamente vai acontecer.

Sendo assim, como há risco daquilo que imaginarmos para o futuro não acontecer, não há como afirmarmos com certeza quanto uma empresa realmente vale.

Um dos maiores mitos em relação à valuation é o de que há um valor justo para as empresas.

Valor justo não existe, é uma ilusão pois valuation não é uma ferramenta de precisão. O que calculamos é um valor baseado em nossas próprias percepções de futuro em relação à companhia.

Como percepção é algo muito particular, cada um pode perceber um valor diferente e propor um preço que muitas vezes não atende o valor que imaginamos.

Mas para que serve valuation? 
Geralmente as pessoas acreditam que seu objetivo é exclusivamente o de calcular o valor. O real objetivo deveria ser o de calcularmos um intervalo de valor que estaríamos dispostos a negociar nossa companhia. Utilizamos esta ferramenta geralmente quando queremos captar dinheiro de investidores ou mesmo quando queremos vender nossos ativos.

Companhias valem pela sua capacidade de gerar caixa e não pelo valor do seu patrimônio. Basicamente queremos saber quanto uma empresa vale hoje baseado em como se desenvolverá no futuro. Quanto maior for o seu potencial de geração de caixa e menor os riscos envolvidos, maior é o seu valor.

O valor muda com frequência, seja a cada evolução operacional, mudança de mercado ou pelo lançamento de um novo projeto, mesmo que este seja apenas uma ideia.

Quanto maior o crescimento percebido, maior o valor das companhias. Quem cresce mais, vale mais. Geralmente o crescimento está relacionado à capacidade das companhias de se diferenciarem e de manterem seu nível de competitividade.

Os métodos para avaliação de empresas geralmente utilizam conceitos de matemática, contabilidade e finanças, o que nos faz inferir que são totalmente quantitativos e que bastam apenas números para calcularmos os valores. Entretanto, este é mais um mito sobre valuation, pois apesar de a maioria dos modelos serem quantitativos, a decisão de investimentos pode ser em grande parte qualitativa e principalmente relacionada aos riscos envolvidos no seu desenvolvimento.

Investidores costumam dizer que avaliar companhias em estágio inicial é parte ciência e parte arte. A arte de calcularmos o valor das empresas está em como determinamos as premissas que usaremos nos modelos matemáticos, sendo que estas premissas podem ser quantitativas, qualitativas e até subjetivas. Evidentemente que todas devem se refletir em números. Contudo, como explicar as premissas de forma realista é das questões mais importantes e fator crítico para a qualidade do valuation.

Há diversos modelos de avaliação, quantitativos e qualitativos, contudo nenhum deles é perfeito para avaliarmos companhias startup, assim, eles podem ser complementares na análise. Para se avaliar empresas startup, a combinação de modelos pode trazer importante visão, não somente de valor, mas principalmente dos riscos.

O modelo do fluxo de caixa descontado é dos modelos quantitativos mais utilizados e eficazes para a avaliação de empresas. Consiste em calcular o valor presente de um fluxo de caixa projetado de uma companhia, considerando todo o seu potencial de crescimento. Baixe aqui uma ferramenta exclusiva para fazer o cálculo do valuation a partir do fluxo de caixa descontado.

O processo de análise começa com a formação de uma história que descreve como a companhia se desenvolverá. Para isso, é importante uma visão sobre o que esta companhia já realizou e como ela está inserida dentro de sua arena competitiva. A história deve conter um cenário de desenvolvimento que considera seus principais direcionadores de valor, ou seja, quais os aspectos e premissas mais importantes que vão determinar o seu desenvolvimento ao longo dos anos.

Com o cenário de desenvolvimento desenhado, monta-se uma projeção de resultados e de fluxos de caixa futuros da companhia que será descontado por uma taxa que represente o seu custo do capital. Esta taxa de desconto reflete o custo que os investidores e financiadores cobrarão da companhia em função do seu risco. Companhias menos arriscadas requerem menores taxas de desconto.

Há diversos desafios a serem superados para uma boa avaliação de empresas startup. Conseguir informações confiáveis e estimar taxa de crescimento, tamanho de mercado, taxa de desconto e a margem operacional, são alguns dos desafios a se superar, o que pode inclusive determinar a qualidade da avaliação.

Muitos acham que o valor das startups não está principalmente associado aos seus resultados, mas à sua capacidade de crescer aceleradamente. Cuidado. Sem resultados no curto prazo, dificilmente as empresas conseguirão atingir a maturidade.

Começar uma companhia num setor de alto potencial é importantíssimo para atrair investidores, porém não se iluda somente com o enorme valor que as projeções podem apresentar.

Procure justificar como a empresa executará seu plano de negócios para realmente conseguir criar todo o valor que a avaliação apresentou.
Lembre-se: a arte de avaliar bem as companhias está no potencial de imaginarmos o seu futuro, mas é imprescindível que nossa imaginação também preveja uma argumentação consistente, especialmente em relação às premissas utilizadas.  * Publicado por Ricardo Mollo, CEO da Brain Business School, em Endeavor Brasil Leia mais em revistapegn 11/10/2017



14 outubro 2017

“Foi um erro pensar na fusão da Kroton com a Estácio”, diz Chaim Zaher, fundador do grupo SEB

Carlos Sambrana, redator-chefe da ISTOÉ DINHEIRO, entrevista Chaim Zaher, fundador do SEB, um grupo educacional que hoje detém escolas como Maple Bear e Pueri Domus.

Libanês, nascido em Beirute, Zaher já foi mascate e bedel de escola. De degrau em degrau, montou um dos maiores impérios educacionais no Brasil.

Neste último bloco, Zaher fala sobre o processo de fusão entre a Kroton e a Estácio, empresa que chegou a deter quase 20% do capital. Segundo ele, ao final do processo, sobraria uma empresa com demasiada participação de mercado. “Foi um erro pensar na fusão da Kroton com a Estácio.”

BLOCO 5 – Zaher conta os problemas vivenciados por ele como membro do conselho de administração da Estácio e explica por que vendeu sua parte para o fundo Advent em um momento de valorização da companhia. O empresário também comenta o processo frustrado de fusão da Estácio com a Kroton, barrado pelo Cade.

BLOCO 4 – O fundador do grupo SEB, um dos maiores conglomerados da educação básica no Brasil, quer pedir ajuda ao governo para ampliar as escolas privadas no País. Segundo ele, se há o ensino privado, é porque o ensino público não garante a qualidade. A saída, então, é copiar iniciativas voltadas para a educação superior como o Prouni e o Fies.

BLOCO 3 – Zaher quer ampliar o tamanho do grupo e internacionalizar seu negócio. Ele busca, nos Estados Unidos, oportunidades de fazer aquisições. .. Leia mais em istoedinheiro 13/10/2017

14 outubro 2017



13 outubro 2017

Lava Jato levou empresas a vender mais de R$ 100 bilhões em ativos desde 2015

Quase 50 negócios de grandes empresas impactadas pela operação trocaram de mãos desde 2015, segundo levantamento do G1; vendas foram feitas para reforçar caixa diante da crise de credibilidade.

A operação Lava Jato foi um catalisador de grandes negócios no Brasil nos últimos 3 anos. As empresas que foram investigadas pela Polícia Federal venderam 48 ativos em transações que somaram mais de R$ 103 bilhões desde 2015, segundo levantamento do G1 a partir de estatísticas de fusões e aquisições da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e de operações divulgadas pelas próprias empresas.

VEJA AQUI A LISTA COM TODOS OS NEGÓCIOS

Na lista de vendedores estão grandes empresas brasileiras, como Petrobras, J&F, Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e BTG Pactual. Todas tiveram que colocar negócios à venda após ter seu nome envolvido de alguma forma na Lava Jato.

A temporada de vendas ainda não acabou: essas empresas tentam se desfazer de ao menos outros R$ 75 bilhões, segundo cálculos do G1 com base em planos anunciados.

Lava Jato: em 3 anos, empresas investigadas venderam mais de R$ 103 bilhões em ativos
A venda de ativos é parte do roteiro das empresas envolvidas nos escândalos de corrupção para se reerguer. A investigação trouxe uma crise de credibilidade para as empresas que afetou sua capacidade de conseguir crédito e manter as receitas. Para complicar, a maioria desses grupos estava com endividamento elevado e comprometida com projetos futuros altamente dependentes de aporte de capital ou financiamento.

"A turma envolvida na Lava Jato teve e terá que entregar os anéis para não perder os dedos", resume o advogado especializado em fusões e aquisições Carlos Lima, sócio do escritório Pinheiro Neto. Como razão para esse movimento, ele citou o alto endividamento das empresas, o crédito mais restrito e o compromisso que assumiram em pagar multas bilionárias definidas nos acordos de leniência.

"As empresas precisam de liquidez para enfrentar uma tormenta como essa. A primeira consequência para as empresas envolvidas na Lava Jato é que o crédito foi cortado no dia seguinte, uma vez que os bancos passam a estar impedidos de conceder novas linhas "

Troca de donos

Alpargatas, fabricante dos chinelos Havaianas, está com o terceiro dono em menos de 2 anos (Foto: Celso Tavares/G1) Alpargatas, fabricante dos chinelos Havaianas, está com o terceiro dono em menos de 2 anos (Foto: Celso Tavares/G1)

Dos quase 50 negócios cujo controle ou fatias trocaram de mãos, o caso mais emblemático é o da Alpargatas, que detém as marcas Havaianas e Osklen, e que em 2 anos já esteve sob o comando de 3 diferentes donos.

No final de 2015, quando as construtoras estavam no centro dos escândalos de corrupção, a Camargo Corrêa vendeu o controle da Alpargatas para a J&F, da família Batista, por R$ 2,66 bilhões. A venda foi assinada dois meses após a Camargo fechar um acordo de leniência.

Em 2016, os donos da JBS desembolsaram mais cerca de R$ 500 milhões para elevar a participação na companhia. Mas, este ano, os irmãos Joesley e Wesley Batista é que tiveram que vender seus negócios para fazer caixa e conseguir suportar a maré negativa depois de fechar um acordo de delação premiada.

Em julho deste ano, a J&F vendeu sua participação de 54% da Alpargatas para a Itaúsa, Cambuhy Investimentos e Brasil Warrant, grupos que têm como acionistas a família Moreira Salles, por R$ 3,5 bilhões.

Mas o maior negócio até o momento foi a venda da Nova Transportadora do Sudeste - NTS (rede de gasodutos da Petrobras) para a canadense Brookfield, por R$ 16,7 bilhões. Em seguida, está a venda da Eldorado Celulose e Papel, pela J&F, para o grupo holandês Paper Excellence, por R$ 15 bilhões.

Petrobras lidera liquidações

A maior vendedora da lista é a Petrobras, que já levantou R$ 42,5 bilhões (US$ 13,6 bilhões na conta em dólares) em negócios fechados desde 2015.

Em abril de 2014, a petroleira calculou em R$ 6,194 bilhões as perdas por corrupção e reduziu o valor de seus ativos em mais de R$ 60 bilhões após ter reavaliado uma série de projetos como a Refinaria Abreu e Lima, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

O chamado plano de desinvestimentos foi anunciado na esteira da Lava Jato diante das dificuldades de caixa para financiamento da carteira de novos projetos e também da necessidade de redução da alavancagem em meio a um cenário de queda do preço do barril de petróleo. O endividamento líquido da companhia saltou de um patamar de R$ 100 bilhões no início de 2012 para mais de R$ 400 bilhões no final de setembro de 2015.

Embora ainda não tenha fechado nenhuma nova venda em 2017, a Petrobras ainda prevê arrecadar mais US$ 21 bilhões até 2018 (o equivalente a mais de R$ 65 bilhões) no seu plano de desinvestimento.

Negócios da Lava Jato: empresas investigadas venderam quase 50 ativos desde 2015 (Foto: Arte/G1)




Na vice-liderança em negócios alienados, está a J&F, holding que controla a JBS, com 25% do montante total. Em menos de 4 meses, o grupo da família Batista já fechou a venda do equivalente à metade dos seus negócios fora do setor de carne, além de ativos da JBS, num total de R$ 26,9 bilhões.

Na sequência, estão Odebrecht (R$ 12,9 bilhões), BTG Pactual (R$ 10,3 bilhões) e Camargo Corrêa (R$ 8,6 bilhões). Veja gráfico abaixo

Vendas de ativos de grandes empresas, em R$ bilhões

Quem são os compradores

Do lado dos compradores, os maiores protagonistas até o momento são a gestora de fundos Brookfield, com 4 aquisições (NTS, Odebrecht Ambiental, Projeto Olmos e Rutas de Lima), e a holding que controla o Itaú Unibanco (Itaúsa), com 3 compras (ConectCar, fatia do BTG Pactual na Recovery e Alpargatas).

"Grupos como o Itaú Unibanco, que até então se concentravam no setor financeiro, estão aproveitando as oportunidades de mercado para diversificar investimentos e entrar em novas áreas", afirma Alexandre Pierantoni, sócio da Pactor Finanças Corporativas, consultoria especializada em fusões e aquisições.

Já os grupos de investidores chineses arremataram 3 negócios na área de energia e infraestrutura. Em nota enviada ao G1, a China Communications Construction Co (CCCC), que comprou 80% da Concremat Engenharia, destacou que "é um bom momento para as empresas chinesas acelerarem o investimento” no país, e “comprar ativos superiores por um preço baixo”.


Petrobras espera levantar mais US$ 21 bilhões até 2018 com vendas de ativos e com o IPO da BR Distribuidora. (Foto: Divulgação / Petrobras)

Mercado de fusões e aquisições em alta

O saldão de ativos das empresas dragadas para o centro da Lava Jato contribuiu para o crescimento do mercado de operações e fusões no Brasil. Somente em 2016, os anúncios de vendas ou
reestruturações societárias somaram R$ 179,2 bilhões, segundo a Anbima. O montante correspondeu a um aumento de 63,7% em comparação a 2015 e foi o segundo maior da série iniciada em 2011, atrás apenas de 2014 (R$ 192,7 bilhões).

Em 2017, os negócios começaram num ritmo mais fraco, somando R$ 32,7 bilhões no acumulado no 1º semestre. Mas com as grandes operações anunciadas no 3º trimestre, incluindo ativos da J&F e da Odebrecht, a perspectiva é que o resultado do ano deverá ficar próximo ao do ano passado.

"São grandes transações e demonstram que o mercado está mais aquecido e o apetite dos investidores. E com a economia retomando, o interesse por transações de fusões e aquisições também aumenta", afirma Dimas Megna, coordenador do subcomitê de fusões e aquisições da Anbima.
Operações de fusões e aquisições no Brasil

Montante das transações anunciadas, em R$ bilhões

Preços de banana ou de mercado?

Apesar da velocidade com que muitos desses negócios foram fechados, a avaliação dos analistas é que a maioria das transações foi fechada a valores proporcionais aos riscos de cada um dos ativos e a sua capacidade de gerar caixa no futuro.

"Os negócios no âmbito da Lava Jato provocam uma incerteza muito grande. Por mais que se faça uma diligência na companhia, fica sempre difícil avaliar o tamanho da encrenca", afirma Lima. Ele explica que muitos contratos condicionam a conclusão do negócio à aprovação final dos acordos de leniência pela Justiça de forma a garantir algum tipo de proteção aos compradores.

O que mais pesa na definição do valor da transação, entretanto, segundo o especialista, é a perspectiva de geração futura de caixa. "A definição do que é barato ou não é discutível. O que se avalia são os fluxos futuros", explica.

A perspectiva de recuperação da economia e a grande liquidez internacional também ajudam a aumentar a atratividade dos ativos colocados à venda, além de representar uma oportunidade de entrada no país para grupos que ainda não tinham negócios aqui.

"Está sobrando dinheiro no mercado. Só os private equity (fundos que compram participações em empresas) têm mais de US$ 50 bilhões para investir por aqui", diz Pierantoni.

"A minha constatação é que as vendas não estão saindo a preço de banana. Óbvio que algumas tiveram maior pressão para serem feitas em espaço mais crítico de tempo pela alta necessidade de fazer caixa, mas não há transação que destoa de um preço razoável de mercado", avalia.

O que as empresas ainda negociam
O saldão de ativos de empresas atingidas pela Lava Jato deve se estender por 2018. Somente a Petrobras planeja levantar US$ 21 bilhões (o equivalente a mais de R$ 65 bilhões) entre 2017 e 2018. Já Odebrecht afirma ter levantado até o momento apenas R$ 7 bilhões dos R$ 12 bilhões que espera ver entrar no seu caixa com o programa de vendas de ativos da holding.

Confira abaixo o que cada uma das empresas informou sobre suas vendas de ativos:

Petrobras
Apesar de ainda não ter fechado nenhuma venda no ano, a estatal mantém a meta de US$ 21 bilhões em vendas de ativos entre 2017 e 2018, além dos US$ 13,6 bilhões levantados entre 2015 e 2016. Segundo a Petrobras, a expectativa é que mais acordos "comecem a ser assinados nos próximos meses com uma atividade mais intensa ao longo de 2018".

Na lista de ativos à venda estão campos de petróleo, negócios de fertilizantes, operações na África e a refinaria de Pasadena nos EUA, além da abertura de capital da BR Distribuidora.

A companhia foi obrigada a fazer uma série de ajustes no seu programa de desinvestimentos diante de pedidos do Tribunal de Contas da União (TCU). "A partir da sistemática aprovada pelo Tribunal de Contas da União em março deste ano, a Petrobras reformulou seus processos e reiniciou todos os projetos", destacou a estatal em resposta ao G1.

Além de questionamentos na Justiça, alguns dos negócios têm enfrentado dificuldades de aprovação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como a venda da Petroquímica Suape e da Liquigás.

Odebrecht

O grupo Odebrecht confirmou a venda de 11 ativos até o momento, mas não divulgou o valor individual de cada transação. Dos R$ 12 bilhões que a holding espera levantar com o seu programa de vendas de ativos (que não inclui os negócios da Odebrecht Transport), a companhia informa já ter garantido R$ 7 bilhões.

A Odebrecht disse ainda que continua negociando a venda de uma mina de diamantes (Catoca), de um bloco de exploração de petróleo em Angola, e a sua fatia na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. "Com as vendas já efetivadas, há um impacto em redução da dívida líquida de cerca de R$ 9 bilhões e com a conclusão do processo este valor deve atingir aproximadamente R$ 16 bilhões", informou.

Camargo Corrêa

A Camargo Corrêa disse que está "sempre atenta a novas oportunidades" e lembrou que anunciou em setembro a decisão de fazer na bolsa de Nova York e da Argentina o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da cimenteira Loma Negra. O grupo, destacou, entretanto, "não haver, no momento, esforço por novas alienações de ativos".

BTG

O BTG Pactual confirmou as transações listadas no levantamento, mas não quis fazer comentários. O banco, que chegou a ter o seu sócio e ex-presidente, André Esteves, preso em 2015, considera que o processo de reestruturação da companhia foi concluído no final do ano passado. Em setembro, o Ministério Público Federal pediu a absolvição do banqueiro André Esteves na ação na qual ele foi acusado de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Andrade Gutierrez

A Andrade Gutierrez informou que vendeu suas participações na Oi, Sanepar e Bayovar (Peru), mas não divulgou o valor das transações. A empresa disse ainda que "nesse momento não negocia mais nenhum ativo".

J&F

Procurado pelo G1, o grupo J&F não quis comentar as vendas de ativos. Entre os negócios do grupo que ainda podem ser vendidos estão Âmbar, a Flora, o Banco Original e o Canal Rural.
A JBS, por sua, vez, que é controlada pela família Batista, anunciou em junho um programa de desinvestimentos de R$ 6 bilhões.

A Braskem não comentou se negocia a venda de mais ativos. Mas a própria companhia está na lista de potenciais ativos à venda, uma vez que a Petrobras já anunciou que avalia a sua saída da sociedade com a Odebrecht.

OAS e Queiroz Galvão não comentaram o levantamento e não responderam aos questionamentos do G1.

Como foi feito o levantamento

O levantamento do G1 foi feito a partir do cruzamento das informações dos boletins de operações de fusões e aquisições da Anbima e das transações anunciadas pelas próprias empresas e suas controladas.

O G1 considerou no levantamento os negócios de todas empresas investigadas diretamente pela Lava Jato ou que tiveram executivos ou sócios presos na operação. Ao todo, foram identificadas 48 transações envolvendo Petrobras, grupo J&F, Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, BTG Pactual, Braskem, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Concremat.

O levantamento utilizou os valores informados nos anúncios das transações e os de fechamento, nos casos em que os negócios foram concluídos.

Nas operações em que o valor foi informado em dólar, o montante foi convertido para real com base na cotação do dia. Nos poucos negócios em que os valores não foram divulgados pelas empresas, foram utilizadas estimativas do mercado. Por Darlan Alvarenga, G1 Leia mais em g1.globo 13/10/2017





13 outubro 2017



Petros confirma venda da fatia na Eldorado

A Petros decidiu vender a participação na Eldorado Celulose. O Conselho Deliberativo do fundo de pensão aprovou na quarta-feira, 11, a venda das cotas do FIP Florestal, exercendo o direito de tag along da fatia de 24,75% detida, que corresponde à participação indireta de 8,53% no capital da Eldorado Celulose.

A decisão confirma a informação da Coluna do Broadcast de 4 de outubro, de que o Petros estava avaliando o direito de tag along e havia pedido mais prazo para avaliar – originalmente, teria de ter formalizado sua decisão no último dia 5.

O instrumento permite que o acionista minoritário possa vender sua participação nas mesmas condições oferecidas ao controlador, ou seja, o grupo J&F, que no fim de setembro vendeu sua parte na Eldorado para a Paper Excelence.

A Petros explica em nota que solicitou à Paper Excellence a extensão do prazo para balizar a decisão e identificar se as condições contratuais e o valor obtido com a venda estavam em linha com o investimento inicial no ativo, ajustado pela meta atuarial. O estudo foi submetido ao Comitê de Investimentos e ao Conselho Deliberativo da Petros, segundo o presidente da fundação, Walter Mendes.

Somente após a decisão do Conselho Deliberativo, a Petros concluirá as negociações com a Paper Excellence para assinatura do contrato de compra e venda das suas quotas no FIP.

Mendes afirmou que a venda proporcionará maior liquidez ao Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), que concentra a totalidade do FIP Florestal. “Essa decisão está totalmente aderente à política de investimentos estabelecida para o perfil maduro do plano.”

A Petros investiu R$ 272,250 milhões no FIP Florestal, em dois aportes entre 2009 e 2010, valor que ajustado pela meta atuarial do período iria para R$ 650 milhões (setembro/2017) – “bem acima da precificação atual do ativo na carteira do PPSP, que está em R$ 388 milhões, conforme a última avaliação econômico-financeira contratada pelo administrador do FIP Florestal”, como explica o comunicado. Estadão Conteúdo Leia mais em istoe 13/10/2017
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Petros decide vender por R$ 650 milhões sua participação na Eldorado

Fundo de pensão da Petrobras detinha  8,53% do capital da companhia

O fundo de pensão Petros, dos funcionários da Petrobras, decidiu vender a participação de 8,53% que possui na Eldorado Celulose, vendida pela holding J&F, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, à empresa holandesa Paper Excellence no início de setembro por R$ 15 bilhões. O fundo de pensão investe na Eldorado por meio de cotas do fundo de investimento FIP Florestal. A Petros vai embolsar R$ 650 milhões com o negócio, depois de ter investido R$ 272,2 milhões na Eldorado, em dois aportes feito no FIP Florestal entre 2009 e 2010.

De acordo com comunicado do Petros, a decisão de vender a participação foi tomada na última quarta-feira pelo Conselho Deliberativo e será feita através da alienação da cota de 24,76% que o fundo de pensão possui no FIP. Assim, a Petros exerce o seu direito de tag along, deixando a Eldorado após a companhia ser adquirida por um investidor que não fazia parte da sociedade.

A Funcef, fundo de previdência dos funcionários da Caixa Econômica Federal, também já havia anunciado, no início de outubro, que venderia sua participação de 8,53% na Eldorado. O valor da operação é o mesmo: R$ 650 milhões.

Em nota, a Petros informa que realizou um amplo processo de avaliação interna e externa do ativo e, por isso, solicitou à Paper Excellence extensão do prazo para responder ao exercício do direito de tag along. O prazo vencia no último dia 5 de outubro.

“Esse trabalho foi importante para balizar a decisão e identificar se as condições contratuais e o valor obtido com a venda estavam em linha com o investimento inicial no ativo, ajustado pela meta atuarial. Todo esse estudo foi submetido ao Comitê de Investimentos e ao Conselho Deliberativo da Petros”, destacou o presidente do Petros, Walter Mendes, na nota.

Segundo a Petros, a avaliação de sua participação na Eldorado, feita por um administrador contratado pelo fundo, estaria atualmente em R$ 388 milhões. Para Walter Mendes, a venda proporcionará maior liquidez ao fundo.

“Essa decisão está totalmente aderente à política de investimentos estabelecida para o perfil maduro do plano”, explicou na nota. Após a decisão do Conselho Deliberativo, a Petros concluirá as negociações com a Paper Excellence, diz a nota.

Com a compra da participação dos fundos de pensão, a Paper Excellence conclui a primeira fase da aquisição da Eldorado. O negócio será concluído em 12 meses e a companhia holandesa terá 100% do capital da Eldorado. Com a compra da participação dos fundos, a Paper Excellence terá cerca de 34% da companhia.

Apesar de ter sede na Holanda, a Paper Excellence tem uma conexão familiar com o grupo indonésio Asia Pulp and Paper (APP), que também atua no segmento de celulose e foi apontado como um dos interessados na Eldorado. A empresa pertence a Jackson Widjaja, que é filho de Teguh Widjaja, presidente do Sinar Mas Group e controlador da APP. Portanto, as duas empresas pertencem à mesma família.

O Grupo J&F iniciou um programa de venda de ativos depois da delação premiada de seus controladores e do acordo de leniência da J&F, que prevê o pagamento de multa de R$ 10,3 bilhões. O desinvestimento tem como objetivo fazer frente ao pagamento desta multa.

A Eldorado comunicou ao mercado, em setembro, ter firmado termo de adesão ao acordo de leniência da J&F Investimentos, fechado em 5 de junho com o Ministério Público Federal (MPF). Em fato relevante, a companhia informou que a adesão ocorreu “no melhor interesse da companhia”, resguardando-a dos impactos financeiros do acordo, que serão totalmente assumidos pela J&F.

O acordo de leniência do grupo J&F chegou a ser parcialmente suspenso por decisão do juiz Vallisney Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, em setembro. Mas o juiz determinou que o acordo fosse suspenso apenas nas possíveis repercussões penais de pessoas ligadas ao grupo, mas que não integram a lista de delatores incluídos no acordo de delação da JBS. O mercado chegou a especular que as vendas de empresas do grupo correriam risco, mas nenhum negócio foi desfeito até agora. Na última quarta-feira, o próprio juiz Valliney revalidou o acordo dando suporte à venda de ativos.

Apenas neste ano, a holding dos irmãos Batista já vendeu a Alpargatas, por R$ 3,5 bilhões, para a Itaúda e o Fundo Cambuhy; e a Vigor, por R$ 5,7 bilhões, para o grupo mexicano Lala. A JBS, principal empresa dos irmãos Batista, também vendeu seus frigoríficos no Mercosul por R$ 1 bilhão. POR AGÊNCIA O GLOBO Leia mais em epocanegocios 13/10/2017



Basf compra unidade de sementes e herbicidas da Bayer por US$ 7 bilhões

A Basf adquiriu os negócios de sementes e herbicidas da Bayer por ?? 5,9 bilhões, US$ 7 bilhões em dinheiro, no momento em que Bayer tenta convencer as autoridades reguladoras a aprovarem seu plano de aquisição da Monsanto.

A Basf, terceira maior fabricante mundial de produtos químicos para lavouras, vinha evitando os ativos de sementes e, em vez disso, vinha incentivando pesquisas sobre características de plantas, como a tolerância à seca, que vende ou licencia para desenvolvedores de sementes.

Mas o acordo de US$ 66 bilhões entre Bayer e Monsanto para a compra do grupo de sementes norte-americano, anunciado em setembro de 2016, criou oportunidades para que rivais comprem ativos que precisam ser vendidos para atender a exigências de autoridades reguladoras de concorrência.

A venda para a Basf avalia o ativo em cerca de 15 vezes seu Ebitda de 2016, de ?? 385 milhões, o que o analista Volker Braun, do Bankhaus Lampe, disse ser "razoável", considerando que o ativo teria que ser vendido de qualquer modo.

A Basf financiará a aquisição por meio de uma combinação de dinheiro à vista, papéis comerciais e títulos. A empresa espera que a aquisição acrescente valor a seus resultados em 2020.

A Bayer disse que usará os lucros da venda para refinanciar parcialmente a aquisição da Monsanto. A empresa divulgará uma atualização sobre as sinergias esperadas com a aquisição no momento em que o acordo for fechado. As ações da Bayer subiam 1,3% às 7h55, enquanto as da Basf recuavam 0,15%, após chegarem a cair 0,7%. Publicado em O Globo Leia mais em gsnoticias 13/10/2017









Lufthansa adquire Air Berlin

Acordo prevê incorporação de rotas, 81 aviões e 3.500 funcionários

A alemã Lufthansa confirmou que vai adquirir a rival Air Berlin, numa transação que pode ultrapassar os € 1,5 bilhão. Com a fusão, que inclui 81 aviões, 3.000 funcionários e todas as rotas da empresa aérea de baixo custo, a Lufthansa amplia seu domínio no mercado alemão e se consolida como a principal empresa europeia de voos regulares, com 35% do mercado no continente.

A Air Berlin ainda negocia a venda de 30 aeronaves para a britânica EasyJet, que tinha intenções em adquirir a totalidade da empresa alemã. Atualmente, a frota da Air Berlin é de 144 aeronaves, com 8.500 empregados. O destino dos demais aviões da frota e funcionários não foi esclarecida pela companhia, que afirma apenas que continua negociando os termos da venda dos ativos.

A aquisição da Air Berlin pela Lufthansa foi duramente criticada por rivais, em especial a irlandesa Ryanair, que considera a manobra forjada para privilegiar a competidora alemã. A Lufthansa afirma que o processo foi transparente e todos interessados tiveram o mesmo acesso e prazo para dar prosseguimento ao processo.

Atualmente, os poucos voos restantes da Air Berlin serão completamente encerrados em 28 de outubro. Porém, as operações das subsidiárias Niki e LGW não foram afetados. Leia mais em ser-magazine.uol 12/10/2017



Banco Fator é selecionado pelo BNDES para assessorar privatização da MSGás

Um consórcio liderado pelo Banco Fator foi selecionado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para assessorar o processo de desestatização da distribuidora de gás do Mato Grosso do Sul, a MSGás. O contrato com o grupo, que também conta com LMDM Consultoria, Vernalha Guimarães & Pereira Advogados e Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados, está em fase final de homologação.

Tá dentro. O Fator já atua no processo de privatização da companhia de saneamento do Rio, a Cedae. Em consórcio com a Concremat Engenharia e Tecnologia e o Vernalha Guimarães & Pereira Advogados Associados, o banco também foi contratado pelo BNDES para preparar a modelagem de venda da estatal carioca. Além disso, é responsável pela modelagem da privatização da geradora de energia estatal paulista Cesp. Procurado, o BNDES confirmou a informação. (Com Luciana Collet) Leia mais em colunadobroad.estadao 12/10/2017



Bancos de investimento retomam contratações com volta de atividade

Depois de anos de anemia do mercado de capitais no Brasil, a onda de captações pelas companhias e transações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) tem feito os bancos de investimento voltar a contratar.

O movimento ocorre depois de um longo período em que muitas instituições enxugaram seus quadros para se ajustar à baixíssima demanda por operações no mercado de capitais. Leia mais em colunadobroad.estadao 13/10/2017



Otimismo pode levar Ibovespa a 100 mil pontos, diz Santander

Em uma escala de 1 a 10 para avaliar a situação do mercado de ações local, em que 1 significa pouco otimista e 10 significa muito otimista, o Santander atribui ao Brasil nota 7. É com essa descrição que o estrategista de ações para Brasil e América Latina do banco, Daniel Gewehr, descreve o que chama de "otimismo cauteloso" com a economia e a política brasileira, que têm dado sustentação à renda variável atualmente.

Em relatório recente, Gewehr apontou a possibilidade de o Ibovespa ir a 90 mil pontos ao fim de 2018, mas essa tendência pode inclusive ter uma resposta ainda mais forte caso as expectativas dos investidores sejam surpreendidas. No cenário do Santander em que o Brasil teria nota 10, o Ibovespa pode alcançar 113 mil pontos, o que representa um potencial de alta de 48% em relação ao fechamento do índice na quarta-feira (11), de 76.660 pontos. No acumulado deste mês, o índice tem alta de 3,2%; no ano, o Ibovespa já sobe 27,3%.

O Santander traça também um cenário em que as expectativas positivas do mercado sejam todas frustradas por uma repentina piora na situação da economia e com a eventual vitória de um candidato não orientado ao mercado na eleição de 2018. Com a ameaça sobre a dívida pública que essa realidade poderia trazer, o mercado puxaria o Ibovespa para baixo, até os 54.072 pontos - uma desvalorização potencial de 29,5%.

Mesmo com esse risco, porém, a leitura que dá sustentação à análise positiva do banco para 2018 é, principalmente, o lucro maior das empresas brasileiras, que deve crescer 18% no triênio 2017-2019. Com a trajetória de queda de juros, crescimento da economia e a confiança de que um candidato mais alinhado ao mercado possa vencer as eleições presidenciais, o Santander decidiu manter cerca de 80% das suas indicações para papéis voltados ao ambiente doméstico. Os outros 20% ficam com o elemento de cautela que o banco insere na conta para garantir alguma proteção.

"Nesse cenário de crescimento de lucros e realocação de ativos [da renda fixa para variável], o investidor doméstico vai cada vez mais comprar bolsa, incluindo aí pessoa física, fundos de pensão e 'family offices'. Pela primeira vez, começamos a ver multimercados entrando em bolsa, então nossa leitura é de que este ano está sendo muito bom", afirmou Gewehr, em entrevista ao Valor.

A carteira do banco está concentrada em ações ligadas à economia doméstica, caso da Lojas Americanas, principal recomendação. Mas, embora seja uma indicação ligada às perspectivas de um horizonte de um ano, o estrategista do Santander destaca que o investimento na empresa é de longo prazo. "A Lojas Americanas tem crescimento contratado e participação relevante em B2W. É um bom investimento pensando em um portfólio de preservação de capital", diz. Bancos privados também oferecem retornos bons, acrescenta Para Gewehr, embora alguns setores, como mineração e alimentos e bebidas, devam ser evitados, é importante olhar os resultados das empresas - e a leitura é que eles devem vir acima da inflação. "Como nossa tese para o Ibovespa é o lucro das companhias, o momento é de comprar Brasil." - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 13/10/2017



Pottencial tem propostas, mas ainda avalia aquisição.

A venda da seguradora mineira Pottencial pode mudar de rumo, apesar de o ativo já possuir três interessados. Isso porque a companhia estaria negociando uma possível aquisição. Mesmo que pareça contraditório, a eventual compra faz sentido na estratégia da empresa.

No passado, a seguradora Pottencial demonstrou interesse em expandir sua atuação para novos ramos além do seguro-garantia, no qual é especializada. O processo de venda do Credit Suisse, no entanto, segue em curso, sendo que dois interessados são do próprio mercado de seguros e, o outro, um fundo de private equity.

Especula-se no mercado que um dos candidatos que teria passado para a segunda etapa do negócio seja a chinesa Fosun. - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 12/10/2017



12 outubro 2017

China aprova venda da divisão de impressoras Samsung para HP; Com ressalvas

Em setembro do ano passado a Samsung vendeu o negócio de impressoras para a HP por US$ 1,5 bilhão (aproximadamente, R$4,75 bilhões). Mas até o começo desta semana a China ainda não havia autorizado a comercialização dos produtos da nova divisão da empresa norte-americana. O motivo? Proteção às empresas locais.

O maior receio do governo chinês é que a HP possua o monopólio do mercado de venda de impressoras A4. Para evitar que isso aconteça, algumas regras foram impostas para que a venda fosse realmente fechada. O Ministério do Comércio da China estipulou que a empresa norte-americana deve vender seus produtos sob “termos justos e razoáveis”.

Para que o governo tenha o controle das regras, a HP precisará repassar informações sobre preços e outros dados para o ministério semestralmente. A empresa também foi proibida de comprar ações de outros fabricantes de impressoras A4 na China.

Foco no que realmente dá dinheiro
O maior objetivo dessa negociação é que a Samsung poderá focar no que realmente traz notoriedade e dinheiro para e empresa. Mesmo que o mercado de impressoras não desse prejuízo, outros players já dominam o mercado.

O negócio foi bom para todos os dois lados. Além do valor da venda, essa decisão liberou para a Samsung cerca de US$ 1 bilhão (aproximadamente, R$3,1 bilhões). Já para a HP ajudou a se distanciar dos concorrentes, mantendo a liderança do mercado. POR ANDREY AGUIAREM MERCADO Leia mais em tecmundo 11/10/2017

12 outubro 2017