26 junho 2017

Google lança fundo para investir em startups de Inteligência Artificial

Algorithmia é a primeira empresa a receber aporte liderado pela gigante de tecnologia

A Algorithmia, startup que oferece uma plataforma que simplifica o uso de machine learning, levantou US$ 10,5 milhões em rodada série A liderada pelo Google.

O aporte inaugura o fundo de investimentos da gigante de Mountain View dedicado exclusivamente a empresas de inteligência artificial.

Segundo informações da Venture Beat, Anna Patterson, vice-presidente de engenharia para Inteligência Artificial do Google, irá integrar o novo conselho como parte do negócio.

Com base em Seattle, a Algorithmia construiu uma espécie de marketplace de algoritmos. Em resumo, a companhia oferece soluções que visam democratizar o uso de machine learning para outras empresas. Nela, desenvolvedores conseguem acessar os algoritmos, usando-os para integrar aos seus próprios aplicativos. Há soluções que conseguem desde detectar nudez em imagens digitais aquelas que analisam frases.


O sistema da companhia também converte os algoritmos publicados em serviços de nuvem, podendo ser integrados facilmente em um aplicativo, site ou outro serviço. Uma versão paga da plataforma é usada por grandes companhias na área de finanças, farmácia e outras verticais.

Atualmente, a Algorithmia oferece 3.500 modelos de machine learning que atendem uma base de 45 mil desenvolvedores.

O aporte na startup também contou com a participação da Madrona Venture Group, Rakuten Ventures, Osage University Partners e Work-Bench. Leia mais em computerworld 26/06/2017

26 junho 2017



Itaúsa tem interesse em comprar 50% da Alpargatas

A Itaúsa afirmou por meio de um comunicado que tem interesse em adquirir 50% da participação da J&F na Alpargatas para fazer a gestão compartilhada da empresa com a Cambuhy.

Hoje pela manhã, a Alpargatas informou a investidores que recebeu da J&F a informação de que um acordo de confidencialidade havia sido firmado com a Cambuhy, gestora de recursos da família Moreira Salles. A Itaúsa disse no documento que não houve ainda a “celebração de qualquer contrato com os envolvidos no que diz respeito à... Leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Cargill vende fábrica de preparados de frutas e recheios em SP

A Cargill fechou um contrato para vender a fábrica de preparados de frutas, coberturas e recheios, localizada em São José do Rio Pardo (SP), para a alemã Döehler, companhia global que produz e distribui ingredientes naturais para a indústria de alimentos e bebidas, informou nesta segunda-feira a multinacional norte-americana.

A venda da unidade segue plano da Cargill de sair do negócio de preparados de frutas, coberturas e recheios no Brasil, informou a empresa em nota, confirmando informação publicada mais cedo pela Reuters, com base em uma fonte com conhecimento do assunto.

A Cargill, uma das principais companhias que negociam e processam commodities agrícolas como soja e milho no Brasil e no mundo, não informou o valor da transação.

"A Cargill informa que, após revisão da sua estratégia e portfólio, optou por sair do negócio de preparados de frutas, recheios e coberturas no Brasil. Decisão esta que resultou na venda da sua operação na unidade de São José do Rio Pardo, SP, para a Döehler", afirmou.

De acordo com a empresa, a decisão considerou os aspectos estratégicos e de alinhamento do segmento com a estratégia global da companhia.

A empresa afirmou ainda que, após a aprovação por autoridades antitruste (Cade), a Cargill e a Döehler iniciarão o processo de transição da operação.

A Cargill informou que, apesar do desinvestimento, "continua comprometida com suas operações no Brasil".

"O país é considerado um importante mercado para a companhia e, portanto, a empresa continuará investindo e desenvolvendo as outras áreas do seu negócio no Brasil."

A Döehler atua globalmente na produção, comercialização e fornecimento de ingredientes naturais, sistemas de ingredientes e soluções integradas para a indústria de alimentos e bebidas. (Por Roberto Samora) Reuters Leia mais em dci 26/06/2017



Natura anuncia compra de 100% da britânica The Body Shop

A empresa de cosméticos Natura anunciou ter concluído nesta segunda-feira a compra de 100 por cento da marca britânica The Body Shop que pertencia à francesa L'Oreal.

A compra foi feita por meio da Natura International, que tem sede na Holanda.

A Natura afirmou que pretende convocar uma assembleia-geral extraordinária de acionistas para votar sobre a operação.

O fechamento da operação segue condicionado às aprovações regulatórias, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos.

A Natura havia informado no dia 9 que entrou em negociações exclusivas com a L'Oreal para comprar dela a The Body Shop, num negócio que pode movimentar 1 bilhão de euros. (Por Aluisio Alves) Reuters Leia mais em reuters 26/06/2017



Raízen avalia apenas aquisições de ativos com alta sinergia, diz Ometto

A Raízen, maior companhia de açúcar e etanol do Brasil, avalia apenas oportunidades de aquisição de unidades que tenham alta sinergia com as dezenas de usinas da empresa, afirmou nesta segunda-feira o seu presidente do Conselho de Administração da empresa, Rubens Ometto, durante evento do setor.

"A Raízen só está buscando oportunidades que têm alta sinergia conosco. Se tiver sinergia conosco, entra (no radar). Logística, redução de custo e coisa perto", afirmou ele.

Questionado por jornalistas se os preços estão bons para aquisições, ele afirmou que sim, em um ambiente de crise do setor sucroalcooleiro.

A afirmação foi feita após a companhia, joint venture da Cosan e da Shell, ter apresentado uma proposta de 823 milhões de reais pelas usinas Santa Cândida e Paraíso, da Tonon Bioenergia, que está em recuperação judicial.

A oferta foi considerada como vencedora pelos credores da companhia, segundo comunicado da empresa divulgado em meados do mês.

Ometto disse ainda que o setor de açúcar e etanol do Brasil deverá passar por um momento de consolidação, com fusões e aquisições, antes que as usinas voltem a investir em novos projetos para expansão da capacidade, devido à situação de deterioração financeira das empresas do segmento.

"Para você produzir mais etanol, você tem que ter uma política bem clara de investimento, porque vamos demorar algum tempo para as grandes usinas recuperarem sua situação financeira, que está muito deteriorada agora", disse Ometto, ao participar de seminário da União da Indústria de Cana-de-Açúcar em São Paulo.

"É muito mais barato comprar uma usina funcionando que investir em greenfield. Até que haja uma consolidação do setor, não vai haver greenfield", acrescentou ele.

A Raízen conta atualmente com 24 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia. (Por Luciano Costa) Reuters Leia mais em DCI 26/06/2017



Parente diz que companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta segunda-feira, 26, que uma companhia saudável não deve ter alavancagem superior a 1,5 vez. No primeiro trimestre, o índice da empresa foi de 3,2 vezes.

No plano de negócios, a empresa prevê alcançar meta de 2,5 vezes ao fim de 2018. Porém, segundo Parente, mesmo atingindo este patamar de compromisso do caixa com o pagamento de dívida, a estatal continuará em processo de reestruturação, que prevê a formação de parcerias e venda de ativos de US$ 21 bilhões nos anos de 2017 e 2018.

O presidente da Petrobras participa de palestra promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), no Rio.

Sete Brasil

Parente afirmou que sempre foi favorável à negociação com a empresa de operação de plataformas Sete Brasil, mas não levava adiante as negociações porque o FIP Sondas, do qual a estatal é cotista, “não queria participar”.

“A gente achava, no início que não seria produtivo. Recentemente, com o decorrer das conversas, sob a liderança do juiz que está conduzindo as conversas, pediram que reconsiderássemos a questão. Nós, na diretoria executiva, achamos que poderíamos ajudar a construir uma solução para isso”, afirmou Parente.

Na semana passada, a Petrobras comunicou que, em audiência no Tribunal de Justiça do Rio, a Sete Brasil propôs retomar as negociações com a estatal, que acatou o pedido. Estadão Conteúdo Leia mais em istoedinherio 26/06/2017



Prumo negocia com BP e Siemens venda da Gás Natural Açu

A Prumo informou nesta segunda-feira (26), em comunicado, que assinou com a BP e com a Siemens acordos de exclusividade para negociação de participações na controlada Gás Natural Açu (GNA) e suas subsidiárias. A GNA, por meio da subsidiária GNA Infraest..

A negociação com a BP envolve a compra de 30% de participação no capital da GNA, além da aquisição pela BP de 50% em outra sociedade, que ainda será constituída, responsável pelos contratos de compra e venda de energia... leia mais em valoreconomico 26/06/2017



Empresas sem o olho do dono

O recente encurrala- mento diplomático do Qatar por seus vizinhos chamou a atenção para o tesouro de US$ 335 bilhões em investimentos mantidos por seu fundo soberano ao redor do mundo. O portfolio mostra que mesmo os xeques abrem mão do controle quando aplicam nas chamadas corporations, empresas abertas que, por terem o capital pulverizado, não possuem bloco de controle. É o caso de companhias como Tiffany e Iberdrola, nas quais o emirado tem participação relevante, mas não o suficiente para definir os rumos do negócio. Uma tradição do mercado americano, as "empresas sem dono" passam por uma fase de questionamento diante da multiplicação de lançamentos de ações por firmas de tecnologia nas quais os fundadores querem continuar a mandar.

No Brasil, porém, o modelo nunca pegou e, considerando o critério mais rígido, só sete empresas listadas na B3 (antiga Bovespa) têm capital pulverizado.

As corporations se firmaram como modelo societário americano nos anos 1930, após o crash da Bolsa de Nova York, segundo Evandro Pontes, professor de Direito Societário do Insper. A criação, em 1934, da Securities and Exchange Commission (SEC, órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) balizou o investimento em ações como uma opção segura para o americano médio. As companhias tinham acesso a uma reserva de capital junto às pessoas físicas para financiar sua expansão, fragmentando sua estrutura societária.

— A história de pulverização de capital começa por causa de uma peculiaridade do capitalismo americano, no qual toda a poupança popular foi alocada em ações. A pulverização virou regra por lá — diz Pontes.

SHOW PARA ACIONISTAS
Antes da crise financeira de 2008, 65% dos adultos detinham investimento em ações, segundo a Gallup. Depois que a recessão devastou o valor dos papéis em Bolsa, muitos americanos fugiram do mercado, mas o percentual era de 52% em 2016. É o menor em duas décadas, mas está muito acima do índice visto no Brasil, onde menos de 4% da população em idade ativa aplica em ações.

— Por isso que, quando o Walmart fazia assembleia de acionistas nos anos 1990, ele fechava uma cidade inteira e organizava um show do Michael Jackson — exemplifica Renato Vilela, professor de Direito Societário do GVLAW, da FGV-SP. — Mas, mesmo lá nos EUA, já está havendo uma concentração maior. A literatura jurídica vem demonstrando que a ideia de que a pulverização das ações representa uma democratização da gestão da empresa está se tornando ultrapassada.

Uma pressão importante para mudar o paradigma das empresas sem dono veio do Vale do Silício. Muitas start-ups se viram obrigadas a levantar bilhões na Bolsa para satisfazer seus planos de expansão sem que os fundadores abdicassem do controle sobre os negócios. A oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Google, em 2004, foi emblemática nesse sentido.

Para manter as decisões nas mãos dos fundadores Larry Page e Sergey Brin e do diretor executivo, Eric Schmidt, a firma decidiu emitir duas classes de ações, sendo que o tipo que ficaria com eles teria peso dez vezes maior em votações. O modelo foi inspirado no de duas empresas peculiares para os padrões americanos: Ford, na qual a família do fundador segue ditando os rumos, e Berkshire Hathaway, onde quem manda é Warren Buffett.

Outros IPOs de start-ups usariam expediente semelhante, como Facebook e Linkedln. Com esse movimento, a quantidade de empresas americanas com bloco de controle cresceu. Segundo estudo do Investor Responsibility Research Center Institute (IRRCI), o número cresceu de 87 para 114 entre 2002 e 2012 no universo do índice S&P Composite 1500, que reúne as 1.500 empresas abertas mais relevantes dos EUA e abrange 90% do mercado. Desde então, o número caiu para 105, mas segue 20% acima do nível de 2002.

O estudo do IRRCI não chega a uma conclusão clara sobre qual modelo gera melhores resultados, mas sugere que empresas com bloco de controle têm desvantagens em retorno total ao acionista, crescimento de receitas e pagamento de dividendos. Elas se saem melhor, porém, no critério de retomo sobre o ativo.

— Alguns estudos já tentaram demonstrar que existe uma valorização maior da companhia se seu capital é pulverizado, mas não são conclusivos. Por outro lado, há a percepção de que, quando o capital é pulverizado, os administradores têm maior autonomia para decidir seu próprio salário e acabam recebendo mais do que a média do mercado — afirma Vilela, do GVLAW.

No Brasil, esse dilema é quase inexistente. Embora não haja regra clara sobre o conceito de "pulverização" os especialistas identificam raras empresas sem bloco de controle entre as 339 companhias que têm ações na B3. Segundo Pontes, do Insper, um dos motivos para isso é o fato de que, historicamente, em vez das pessoas físicas, os principais sócios corporativos no Brasil são o Estado e, mais recentemente, investidores institucionais, como BNDES e fundos de pensão.

— Se tomarmos por base a lei que estabelece controle como detenção de 50% 1 das ações com direito a voto, temos por volta de 50 companhias que se dizem "sem controlador" no Brasil. Mas as que contam com dispersão cujo maior acionista tem participação na casa dos 10% do capital votante são, na melhor das hipóteses, apenas sete— disse, citando B3, Renner, Gafisa, BR Malls, Embra- er, Hering e PDG.

MENOS CONFLITO
A varejista Renner foi a pioneira do modelo no Brasil. A americana ICPenney, que controlou a Renner de 1998 a 2005, se desfez de suas ações naquele ano e decidiu oferecê-las em Bolsa. Foi uma espécie de IPO, mas sem a emissão de novos papéis. Com isso, o capital foi pulverizado. Hoje, o maior acionista é a Aberdeen Asset, com 14,93% das ações.

Para a Renner, o resultado tem sido positivo: de 2006 até 2016, sua receita anual saltou de R$ 1,43 bilhão para R$ 6,45 bilhões.

— Essa estrutura explica parte importante do nosso desempenho. Para ter resultados consistentes, a empresa precisa de um posicionamento de mercado definido, e não há dúvida de que a governança é fundamental para isso. A estrutura de corporation ajuda, uma vez que elimina o viés de conflito de interesse nas decisões de conselho. O modelo permite que nossos conselheiros sejam independentes — disse o diretor financeiro da Renner, Laurence Beltrão Gomes.

Mas, se não tem sócio controlador, a Renner tem uma figura incomum nas empresas pulverizadas americanas: um diretor-executivo que está há décadas à frente da empresa, José Galló.
— Os administradores têm mais autonomia, mas a responsabilidade é maior. As decisões ficam concentradas nos gestores — disse Gomes.  O Globo Jornalista: Rennan Setti  Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017 



Após ‘invasão’ chinesa, elétricas atraem investidores maduros

Quando a chinesa State Grid anunciou no ano passado a compra da CPFL, uma das maiores companhias privadas de energia do Brasil, as apostas do mercado indicavam para um novo movimento de consolidação do setor, ancorado por investidores asiáticos. O apetite chinês continua forte pelos ativos brasileiros, mas agora eles têm a companhia de outros interessados.

Investidores espanhóis, italianos, ingleses e canadenses estão olhando ativamente negócios no País. É o caso do fundo do investidor britânico Guy Saxton, o Brazil Iron, que está disposto a injetar £ 1 bilhão no País em ativos de transmissão da estatal Eletrobrás. O advogado Gustavo Buffara Bueno, sócio do escritório Buffara Bueno, que representa o investidor, afirma que o fundo aguarda o levantamento de valores dos ativos da estatal, que é assessorada pelo BTG Pactual.

Com forte liquidez e precisando dar retorno para os cotistas, os fundos de pensão e de investimentos estão gastando alguns milhões de reais no País para mapear as oportunidades.

“Eles estão olhando de tudo, seja para comprar ou para emprestar”, afirma o diretor-geral do escritório Alvarez & Marsal, Luis De Lucio.

A lista de potenciais investidores em ativos elétricos inclui ainda a estatal canadense Hydro Quebec, apontada como uma das interessadas na Companhia Energética de São Paulo (Cesp), apurou o Estado. Em nota, a canadense informou que procura adquirir ativos de energia ou participações em empresas do setor fora do país. A estatal diz que está analisando várias oportunidades, sem detalhar que ativos estão no radar.

Uma das maiores protagonistas em aquisições no País, ao lado da chinesa State Grid, a gestora canadense Brookfield também avalia negócios de energia, mas no segmento de renováveis.
A gigante, que tem sob gestão US$ 250 bilhões em ativos no mundo, é a maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas do Brasil. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

Abertura. Embora o assédio por ativos de energia esteja grande, fontes do mercado não descartam que parte dos negócios nas mãos do governo e até do setor privado optem pela abertura de capital para levantar recursos. A decisão, porém, depende da melhoria do ambiente econômico. /  - O Estado de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 25/06/2017



Até onde vai a Amazon?

Em 2010, o empresário americano Matt Rutledge foi convidado para um café da manhã com Jeff Bezos. Ele havia acabado de vender a Woot, um site de promoções de varejo para a Amazon, por US$ 110 milhões. Seria o primeiro encontro com o todo-poderoso dono da gigante americana de comércio eletrônico, em Seattle, sede da companhia. Mas, segundo seu relato, foi algo bastante inusitado. Bezos parecia não ter nenhuma agenda para a conversa e estava saboreando um prato exótico: um polvo preparado com batatas, bacon e ovos. Quando Rutledge questionou o motivo da compra da Woot, Bezos mais uma vez surpreendeu. “Você é o polvo que estou comendo neste café da manhã”, respondeu. “Quando olhei o menu, você era a coisa que eu não entendia, que eu nunca tinha experimentado.”

O polvo do café da manhã de Bezos simboliza a estratégia da Amazon. A companhia surgiu como um comércio eletrônico que vendia livros em 1994. Hoje, de cada dólar gasto no varejo online nos Estados Unidos, 50 centavos são na loja online da Amazon. Mas Bezos não apostou suas fichas numa única cesta. Ao longo dos anos, o dono da Amazon provou vários mercados que não tinha “experimentado” ou que não “entendia”, como computação em nuvem, leitores de livros digitais, produção de séries de tevês e a fabricação de robôs. Ele testa também drones para entrega de produtos aos consumidores e criou uma assistente virtual dotada de inteligência artificial que é um grande sucesso nos Estados Unidos. De certa forma, Bezos é o próprio polvo, que estende seus tentáculos de forma implacável por diversas áreas. Onde ele quer chegar? Qual o seu limite? Para muitos, o dono da Amazon quer, simplesmente, dominar o mundo.

Te cuida, Walmart: com a Whole Foods, Bezos quer dominar o varejo online e o físico (Crédito:Divulgação | Site Amazon )

Uma prova das ambições de Bezos pode ser observada em 16 de junho deste ano, quando seus os tentáculos capturaram um novo alvo. Naquela sexta-feira, a Amazon anunciou a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, por US$ 13,7 bilhões, na maior aquisição de sua história – a loja online de calçados Zappos.com, até então a mais cara, havia custado US$ 1,2 bilhão, em 2009. Trata-se da mais séria e ousada investida de Bezos no varejo do mundo físico e o mais direto ataque ao Walmart, o gigante do varejo tradicional, com receitas de US$ 480 bilhões. A Whole Foods conta com 460 lojas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. “Milhões de pessoas amam a Whole Foods porque oferece os melhores alimentos naturais e orgânicos e tornam divertida a alimentação saudável”, disse Bezos, em um comunicado. Em um encontro com funcionários no dia em que venda foi anunciada, o cofundador e presidente da Whole Foods, John Mackey, afirmou que o negócio não é um relacionamento do Tinder, mas sim um casamento sério. “Foi amor à primeira vista”, disse. Líder do movimento chamado Capitalismo Consciente, ele rendeu-se ao “espírito animal” de Bezos. A Whole Foods manterá sua marca, assim como a sua rede de fornecedores e de parceiros. Mackey permanecerá como presidente. A sede da companhia não sairá de Austin, no Texas.

O negócio não chega a ser surpreendente pelo fato de a Amazon comprar uma varejista tradicional de tijolo e argamassa. Nos últimos tempos, a companhia de Bezos estava fazendo incursões no mundo real. Ela inaugurou uma livraria em Seattle, em 2015, o que levou a especulações de que investiria em centenas delas pelo EUA – o que não aconteceu, pelo menos, até agora. No ano passado, a companhia mostrou ao mundo a Amazon Go, um supermercado high-tech sem filas e sem caixas. Nesta pequena mercearia ainda em teste, tudo é comandado por um aplicativo e por tecnologias inseridas na loja, como inteligência artificial e diversos sensores. Nada, no entanto, se compara à escala que a Amazon ganha com a aquisição da Whole Foods. “Eles vão transcender as fronteiras entre o físico e o virtual”, afirma Sílvio Laban, especialista em varejo do Insper.

É bom não duvidar das ambições de Bezos e da sua capacidade para reinventar seu negócio. Nos anos 2000, o dono da Amazon ficou obcecado com o sucesso do iPod, o tocador de música digital da Apple. Naquela época, três quartos da receita da Amazon vinha de livros, DVDs e CDs. Foi então que ele começou a trabalhar, secretamente, em um iPod para os livros, no projeto batizado de Lab126. “A missão é matar o negócio da Amazon”, disse Bezos, segundo relato do jornalista Brad Stone, autor do livro “A loja de tudo”, que conta a história da Amazon e de Bezos. O Kindle, resultado do projeto Lab126, surgiu em novembro de 2007 e foi um sucesso estrondoso – a Amazon detém 41% deste mercado, segundo a Statistic Brain.

Mackey, cofundador do Whole Foods: “Foi amor à primeira vista”, disse ele, sobre o negócio (Crédito:AP Photo/Richard Drew)

Bezos, então, não parou mais e saiu jogando os seus tentáculos por diversas outras áreas, colecionando vitórias, algumas derrotas, muitos inimigos e os mais variados concorrentes. O principal rival da Amazon não pode ser considerado apenas o Walmart. Ele, claro, está na lista de competidores. Mas seria simplista demais limitar a disputa de Bezos à rede varejista de Bentoville, no Arkansas. Bezos concorre com a Microsoft na área de computação em nuvem. Apesar dos esforços da empresa de Bill Gates, a Amazon lidera essa área com uma fatia de 37,1% do mercado, segundo a consultoria americana Gartner. O Windows Azure, da Microsoft, tem 28,4%. Em inteligência artificial, o Echo detém uma fatia de 70,1% das vendas nos EUA, segundo o eMarketer. O equipamento organiza a agenda, acende automaticamente as luzes da casa ou dá informações sobre o trânsito. Em produção de séries de vídeo para o seu serviço sob demanda que já está em 200 países, a Amazon vai investir US$ 4,5 bilhões neste ano. É menos do que os US$ 6 bilhões da Netflix, mas mais do que o dobro do que a tradicional companhia de tevê a cabo HBO, que gastará US$ 2 bilhões, segundo estimativas do banco de investimento JP Morgan. “A Amazon tem grandes ambições de controlar praticamente todas as indústrias que estão seu caminho”, afirma Vivek Wadhwa, membro eminente da Singularity University e da Stanford University.

DIA UM Apesar de fazer parte da primeira geração de empresas pontocom dos anos 1990, a Amazon é considerada uma companhia jovem, que está apenas dando seus primeiros passos, na visão de seus acionistas. Quem visita sua sede, em Seattle, encontra um grande mural com narrativas épicas, como a do clássico “Odisseia”, do grego Homero, ou transcrições de conversas das primeiras pessoas a pisarem na Lua. No final do painel, o visitante vê uma montagem com os números zeros e uns que mostram o quão longe a companhia já foi: “Dia um”. Essa frase demonstra a crença de Bezos de que a companhia está apenas no começo e que precisa recomeçar a cada dia. É a famosa visão de longo prazo da Amazon, que sacrifica margens e lucros em prol de um crescimento acelerado.

Ao mesmo tempo em que Bezos não faz nada com pressa, há grandes expectativas dos investidores com a Amazon. Desde 2015, as ações valorizaram-se incríveis 224% – esse ritmo é 12,5 vezes mais rápido do que o do índice S&P 500 Index, que engloba as maiores empresas dos EUA. Com um valor de mercado de US$ 478 bilhões, ela é a quarta companhia mais valiosa do mundo, atrás de Apple, Alphabet (Google) e Microsoft. Mas nunca uma empresa valeu tanto fazendo tão pouco dinheiro. Os lucros operacionais de US$ 4,2 bilhões desde 2015 são baixos para uma empresa com receitas de US$ 136 bilhões. De acordo com investidores, 92% de seu valor são de lucros que devem começar a acontecer a partir de 2020. Para isso, ela deverá a crescer a um ritmo alucinante de 16% ao ano, em média, na próxima década, quando deve faturar meio trilhão de dólar, um patamar em que o Walmart já se encontra.

A compra da Whole Foods é peça-chave para que a Amazon consiga cumprir a expectativa dos investidores. “Apesar de todo o avanço do varejo digital, o grosso das vendas está no físico”, afirma Marcelo Coutinho, coordenador do mestrado profissional da FGV. Nos EUA, as vendas online representaram 8,5% do total do varejo no primeiro trimestre de 2017, segundo a companhia de informações Statica. Na área de alimentos e bebidas, as compras online representam menos de 4% do total, de acordo com dados do banco de investimento Cowen & Co. “A Amazon está estrategicamente focada em capturar a ida semanal do consumidor ao supermercado, mas faltava credibilidade e capacidade de marca”, afirma Robin Sherk, vice-presidente de comércio eletrônico da Kantar Retail para os Estados Unidos e Canadá. Dará certo? Para Bezos, é só mais um polvo que ele está provando em sua lenta, porém constante, trajetória para dominar o mundo.

A conta gotas no Brasil

Spaziro, da Amazon: “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer”

A Amazon demorou 18 anos para começar a olhar para o Brasil. Só chegou por aqui em dezembro de 2012, quando lançou o leitor de livro digital Kindle. Mas, ao contrário do que a maioria dos analistas poderia imaginar, a empresa não avançou muito desde então. Sua estratégia tem sido a conta gotas, testando o mercado, conhecendo o consumidor e estabelecendo relacionamento com parceiros de negócios. Tudo feito com muita calma sob a responsabilidade do executivo Alex Szapiro, responsável pela operação da Amazon no mercado brasileiro. “Uma coisa interessante da Amazon é que não tem essa questão da pressa”, afirmou Szapiro, em uma entrevista ao site Brazil Journal. “A gente faz quando a gente sente que está pronto para fazer.”

Por esse motivo, a operação da Amazon é ainda bastante pequena no Brasil. Depois do Kindle, a varejista online só se aventurou a vender livros físicos em 2014. Três anos depois, a empresa trouxe ao país o seu marketplace, espaço em que parceiros comercializam seus produtos e pagam uma comissão à Amazon, que pode atingir até 15% do valor da venda. Por enquanto, ele está ainda está restrito a venda de livros. Mas há sinais que a companhia de Jeff Bezos pode dar passos mais ousados no mercado brasileiro. Um relatório do banco de investimento BTG Pactual, assinado pelos analistas Fabio Monteiro e Luis Guanais, afirma que a empresa se prepara para entrar no segmento de eletrônicos e celulares no segundo semestre deste ano.

“Conversamos com seis dos maiores vendedores de marketplace brasileiros, todos com uma fatia de mercado relevante nas principais plataformas de e-commerce do País”, informa um trecho do relatório do BTG Pactual. “Alguns deles confirmaram que a Amazon está em contato com eles para aumentar o sortimento de produtos no Brasil no curto prazo (entre julho e outubro de 2017) em categorias como eletrônicos e celulares, inicialmente apenas no segmento de marketplace.” Procurada, a Amazon diz que não especula sobre planos futuros.

Mesmo de forma tímida, a Amazon está avançando no mercado brasileiro. O BTG Pactual, por exemplo, estima que a varejista online detenha 10% das vendas de mercado editorial brasileiro. O seu marketplace, lançado em abril deste ano, já conta com mil vendedores, tendo vendido 300 mil livros. Seu site local já atrai 20% do tráfego da Americanas.com e aproximadamente 50% das visitas de grandes rivais do comércio eletrônico, como Submarino e Walmart.

Os analistas do BTG Pactual afirmam que o mercado brasileiro é bastante atraente para a Amazon e não descartam que a companhia possa avançar no varejo físico, como fez com a compra da rede de alimentos orgânicos Whole Foods, em meados de junho. Mas o foco, neste momento, deve ser as vendas online. O relatório informa que o comércio eletrônico faturou R$ 59 bilhões em 2016 no Brasil. A perspectiva é chegar a R$ 135 bilhões em cinco anos. A boa notícia, para a empresa de Bezos, é que a penetração das vendas online ainda é baixa, de apenas 3,5% das vendas totais do varejo e concentrado em quatro empresas, que detém 55% do varejo virtual.  - IstoÉ Dinheiro Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017





Eleva receberá aporte e já vale mais de R$ 1 bi

O Warburg Pincus, gestora de private equity americana, deve comprar uma participação de 25% na Eleva Educação, a holding de escolas criada pela Gera Venture Capital que tem o empresário Jorge Paulo Lemann como principal investidor.

O aporte — de cerca de R$ 300 milhões — vai permitir à holding financiar novas aquisições e dar liquidez a alguns sócios.  A companhia está sendo assessorada pelo Itaú BBA, e as conversas estão avançadas.

A transação, o oitavo investimento do Warburg no Brasil, reforça a tese de que o ensino básico se tornou a nova fronteira do mercado de educação no Brasil depois da onda que inflou o ensino superior — mais tarde abatido em pleno vôo pelo encolhimento do FIES.

A Eleva, que educa do jardim de infância ao ensino médio, tem 36 mil alunos em quatro redes de escolas em Minas, Paraná e Rio de Janeiro; outros 35 mil alunos estudam usando seu sistema de ensino.

A companhia deve faturar R$ 470 milhões este ano, com uma geração de caixa (EBITDA) de cerca de R$ 80 milhões.

O crescimento dos últimos dois anos tem sido quase uma falta de educação — um misto de crescimento orgânico e aquisições. Em 2015, a companhia faturava apenas R$ 220 milhões, número que cresceu para R$ 300 milhões ano passado (ajudado principalmente por uma aquisição no Paraná).  Este 2017, o salto no faturamento será graças a uma dezena de novas escolas que começaram a operar este ano.

A Eleva é o fruto da visão pedagógica e de negócios de Maria Eduarda ‘Duda' Falcão e Rafaela Vilella, as sócias fundadoras da Gera, uma gestora focada exclusivamente em educação.

Duda, que começou sua carreira na McKinsey e passou pelo Pactual Capital Partners e pelo UBS Pactual, largou o mercado financeiro para trabalhar na Secretaria Municipal de Educação do Rio, onde coordenou um projeto estratégico para a primeira infância. Hoje, ela é co-CEO da Eleva, enquanto Rafaela administra a gestora.

A Eleva vai usar a capitalização para comprar escolas com marcas fortes, boas colocações nos vestibulares e no Enem, e que possam servir de plataforma regional para novas unidades físicas.

A empresa já nasceu como uma plataforma de aquisições.

Primeiro, a Gera comprou o Sistema Elite de Ensino, um colégio e cursinho pré-universitário baseado no Rio. Depois, o Pensi, outro colégio carioca. O maior ponto forte do Elite e do Pensi: aprovar alunos para o ITA e o IME. A terceira aquisição foi o Coleguium, de Belo Horizonte (entre os 10 melhores do Brasil no Enem), seguido pelo Alfa, do Paraná, dono da maior taxa de aprovação para cursos de medicina naquele Estado.

Todas as escolas mantêm suas marcas e são operadas de forma independente.

Este ano, a Eleva abriu uma escola de referência no Rio de Janeiro — com período integral e educação bilíngue — no prédio histórico onde funcionou a Casa Daros, no bairro de Botafogo.

A Escola Eleva explica assim sua proposta pedagógica:  "Em nossa escola, os alunos são motivados a criar, inovar, trabalhar em equipe, formular e liderar projetos. Vivem uma filosofia de disciplina que estimula a dedicação e a capacidade de execução, sendo reconhecidos não só pelos resultados alcançadas, mas também pelo esforço empreendido."

A Eleva já é a segunda maior companhia do Brasil atuando no K-12.  A maior delas é a SEB, do empresário Chaim Zaher, com 48 mil alunos próprios. A Eleva tem seus 35 mil, seguida da Somos Educação, com 29 mil.

No ranking de sistemas de ensino, a Eleva é só a nona colocada, com 35 mil alunos, uma fração das companhias líderes: o grupo Positivo (510 mil alunos), a Pearson do Brasil (425 mil alunos), o Objetivo (350 mil), o Pitágoras, da Kroton (290 mil), a Conexia, da SEB (100 mil), a Saraiva (115 mil) e a Santillana (56 mil). Geraldo Samor Leia mais em braziljournal 23/06/2017



Dow AgroScience põe à venda ativos de milho no Brasil.

A Dow AgroScience deu início ao processo de desinvestimento em seus ativos de milho no Brasil. A subsidiária da múlti americana concedeu o mandato de venda ao Deutsche Bank, que já colocou a proposta na mesa de compradores. Segundo o Valor apurou, 17 candidatos demonstraram interesse nos ativos. A intenção da Dow é levantar entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão no negócio.

O processo de venda teve início após a aprovação com restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) da fusão entre a Dow Chemical e a DuPont no Brasil, em 17 de maio. O órgão brasileiro seguiu a mesma linha de entendimento de tribunais no exterior que exigiram a adoção de medidas compensatórias, como a venda de ativos, para conter a elevada concentração de mercado.

Para ter o negócio aprovado, a subsidiária brasileira da Dow Chemical apresentou ao Cade um Acordo em Controle de Concentração (ACC) no qual se comprometeu a vender ativos no país, dentre eles parte do negócio de sementes de milho da Dow AgroScience. Isso engloba a transferência da cópia do banco de germoplasma, centros de pesquisa em sementes, unidades para processamento de sementes, a marca Morgan e a licença para uso da marca de sementes da Dow por um período de tempo determinado.

Segundo fontes do setor, a venda permitiria a chegada de novos players no país ou no segmento de sementes, o que poderia inaugurar um "middle market" de empresas de sementes de porte intermediário - já que todas as companhias grandes estão impossibilitadas por questão de concentração.

No mercado, a aposta mais forte gira em torno da alemã Basf, a única dentre as multinacionais de peso da indústria agroquímica que não aderiu ainda ao processo global de consolidação. Procurada pelo Valor, a Basf afirmou que não comenta rumores de mercado. A companhia não atua ainda no mercado de milho no Brasil - apenas no de soja -, assim como a argentina Don Mario. Nomes como a francesa Limagrain, a alemã KWF, a Nidera (agora sob o comando da chinesa Cofco) são outros possíveis interessados por estarem presentes no mercado brasileiro de milho apenas marginalmente. Nenhuma das empresas quis comentar o assunto. Fundos de private equity com interesse no agronegócio do país também foram procurados, segundo fontes.

A paranaense Belagrícola, comprada em abril pela chinesa Pengxin, desinteressou-se do negócio pelo alto valor proposto - US$ 1 bilhão. O Valor apurou que a empresa não quer gastar esse dinheiro em algo não prioritário em sua estratégia neste momento.

Com 12% a 15% do mercado nacional de sementes de milho, a Dow tem a oferecer o que o mercado considera um pacote interessante devido ao seu banco de germoplasma. "O negócio é muito bom. Já tem um investimento pesado em desenvolvimento e pesquisa e, se você está fora do mercado, para começar a investir nisso é complicado demais", diz uma fonte, sob condição de não ser citada.

A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec), sediada em Cascavel (PR) e adquirida pela Dow em 2015, não foi incluída no pacote de desinvestimentos. Formada por 32 cooperativas, a Coodetec faz estudos voltados para o lançamento de novas variedades de soja, trigo e híbridos de milho.

A Dow e a DuPont anunciaram em 2015 um acordo de fusão, que deu a largada para a reformulação global da indústria de agroquímicos. "Esta transação representa uma mudança tectônica numa indústria que vem evoluindo nos últimos anos", disse Andrew Liveris, presidente da Dow, quando a negociação foi anunciada.

Estava dada a largada à reformulação do cenário mundial da indústria de defensivos. Nos meses seguintes, a ChemChina anunciou a compra da suíça Syngenta, por US$ 43 bilhões, e a alemã Bayer fez uma oferta de compra de US$ 66 bilhões pela americana Monsanto. Com exceção de ChemChina e Syngenta, os demais negócios ainda dependem de validação das autoridades.

Tanto Dow quanto DuPont têm participações importantes nas áreas de negócio em que atuam. A Dow está nos segmentos de plásticos e químicos de desempenho, ciências agrícolas e produtos e serviços de energia e hidrocarbonetos. E a DuPont se concentra na oferta de uma variedade de produtos químicos, polímeros, agroquímicos, sementes, ingredientes alimentícios e outros materiais.

Os prazos para concluir o plano de desinvestimento e a lista de empresas interessadas nos ativos são mantidos sob sigilo pelo Cade.  - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017



Via Varejo ainda está à venda

Após ter interrompido de forma temporária o processo de venda da Via Varejo - em seguida a um desentendimento com os sócios da família Klein - o Grupo Pão de Açúcar (GPA) caminha, de maneira ainda lenta, no plano para se desfazer da empresa de varejo de eletrodomésticos. O Pão de Açúcar acaba de montar o "data room", com as informações relevantes da companhia para interessados. A família Klein continua interessada no negócio, segundo fonte.

Dias atrás, o grupo cancelou o contrato com o Santander, um dos bancos chamados para encontrar compradores para a Via Varejo, mas continuam na transação outras instituições financeiras, como Rothschild, HSBC e Société Générale. Segundo o Valor apurou, a empresa informou ao Santander que decidiu fazer alguns ajustes na Via Varejo antes de colocá-la à venda novamente.

Neste momento, a prioridade do grupo é tentar tornar o processo de venda mais competitivo. Esse processo inclui avançar numa discussão que acontece há alguns meses entre os dois sócios da varejista, GPA e o empresário Michael Klein, sobre os passivos trabalhistas da empresa.

Advogados dos dois sócios estão fazendo uma análise dos processos de trabalhadores contra a empresa para tentar definir o que é responsabilidade dos Klein e o que é da alçada do GPA. O tema tem sido tratado nas últimas reuniões de conselho de administração da Via Varejo.

A Casas Bahia, vendida em 2009, carregava um passivo trabalhista pesado e, no momento da venda, ficou acertado que os processos envolvendo funcionários da Casas Bahia seriam de responsabilidade dos Klein até novembro de 2016. Os sócios deram como garantia ao GPA imóveis da família. Mas a empresa não cumpriu alguns prazos de recursos em processos anteriores a 2016, e por causa disso, perdeu os processos, segundo fonte a par do assunto. Os Klein entendem que essa perda cabe ao grupo, não aos sócios.

Advogados das duas partes analisam mais de 10 mil processos para verificar quem é responsável em cada ação, e não há prazo para término desse trabalho, que começou antes de a Via Varejo ter sido colocada à venda.

"Para quem for comprar o negócio, vai ter que ficar claro no contrato que, ou o Klein ou o GPA ficarão responsabilizados por esse passivo", diz uma fonte.

"Se a venda avançar com os Klein, eles vão ter que se entender sobre isso, mas há boa vontade de ambos os lados em resolver isso. Não há qualquer animosidade".

No balanço do primeiro trimestre, a Via Varejo informou que o saldo para provisão de demandas judiciais previdenciárias e trabalhistas atingia R$ 718 milhões versus R$ 432 milhões um ano antes. Em março, a companhia possuia quase 35 mil processos trabalhistas ativos em comparação com 31 mil em dezembro de 2016.

Na primeira tentativa de colocar o ativo à venda, o GPA acabou não conseguindo atrair interessados no patamar de preço que gostaria, depois de uma forte valorização dos papéis da companhia na bolsa de valores.

Os passivos da companhia também contribuíram para reduzir o apetite dos interessados. É por isso que agora o GPA deve concentrar seus esforços em equacionar isso antes de ofertar a Via Varejo novamente.

Procurada pela reportagem, o Grupo Pão de açúcar informou, por meio de nota, que todos os bancos com mandatos continuam trabalhando com o grupo, e que o processo de alienação está em andamento. O Santander não comentou o assunto.

Apesar das incertezas geradas com o aprofundamento da crise política, que tem "travado" algumas operações no mercado e reduzido o valor de ativos, o objetivo do GPA de vender a Via Varejo permanece por questões estratégicas.

O plano de se desfazer da Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) é um caminho sem volta, diz uma fonte, pela decisão do grupo de privilegiar a área alimentar.

Mas como o momento é difícil, a ideia é ir "tocando" a operação, numa expectativa de que apresentação de números mais positivos da empresa neste ano, e a perspectiva de alguma melhora no mercado de consumo possa mudar o cenário de negociação. - Valor Econômico Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017




BC deve criar regulação para 'startup' de crédito.

Conhecidas por atuarem em modelo de negócios chamado de peer-to-peer lending (ou crédito pessoa-a-pessoa), as "startups" que concedem crédito por meio de plataformas on-line devem ganhar regulação própria. O Banco Central vai colocar o assunto em audiência pública em agosto.

Hoje, essas empresas precisam estar associadas a uma instituição financeira para poderem atuar na concessão de crédito para pessoa física ou jurídica, atuando como correspondente bancário. Com a regulamentação nova, a ideia é que isso não seja mais necessário. "A regulamentação vai dar mais segurança para quem toma o crédito e permitir um preço melhor", diz Jorge Vargas Neto, presidente da Biva, que atua no empréstimo para pequenas e médias empresas.

A Biva junto com outras fintechs de crédito on-line criaram a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) para fazer a interlocução com o BC e buscar melhores práticas para o mercado. "O BC tem sido receptivo com a nossa operação e o impacto social positivo que a gente causa", diz Neto, da Biva.

As fintechs têm sido consideradas uma alternativa para ampliação e redução do custo de crédito pessoal e o segmento de PMEs.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem estudado caminhos para que o crédito chegue às micro e pequenas empresas por meio de "fintechs", uma vez que os bancos estão mais restritivos no segmento. Não está descartada a possibilidade de que algumas fintechs se tornem repassadoras do banco, disse o diretor de operações indiretas, comércio exterior e fundos garantidores do BNDES, Ricardo Ramos.

A Biva, que já atua como correspondente bancário tendo parceria com a Sorocred, Socinal e Barigui, já está em conversas com o BNDES e tem interesse em repassar linhas do banco. A startup faz uma análise de crédito das empresas que querem tomar os empréstimos e seleciona algumas para oferecer aos investidores. "Em geral, são pessoas físicas, que já investem em produtos financeiros e fundos", diz Vargas Neto, da Biva. O investimento é atrelado a um CDB cuja rentabilidade é baseada na performace desses créditos.

A Biva trabalha com linha de capital de giro, antecipação de recebíveis, refinanciamento e começou uma nova modalidade de crédito estudantil. A startup tem hoje uma carteira de crédito de R$ 34,8 milhões, com 1.042 empresas em portfólio. "O microempreeendedor não tem acesso a crédito e esse modelo é importante para oferecer uma alternativa de funding para esse setor", diz Vargas Neto.

A Nexoos, startup de crédito on-line que atua como correspondente bancário, também tem interesse em atuar com o BNDES. A startup, que está em operação desde o ano passado, tem uma parceria com a Socinal e com a Porto Seguro e atua na antecipação de recebíveis e empréstimos sem garantia para PMEs, já tendo emprestado R$ 9,8 milhões para 92 clientes.

A empresa solicita o financiamento por meio da plataforma, a Nexoos analisa, busca o investidor e a instituição financeira faz o trabalho de formalizar a operação.

O diferencial das fintechs é o modelo de análise de risco de crédito que utiliza uma série de dados agregados e inteligência computacional que permite que uma avaliação mais eficiente das operações, agilizando o processo e barateando o custo. "Conseguimos fazer uma pré-análise de forma mais rápida, on-line e automatizada", diz Daniel Gomes, presidente da Nexoos.

Na Biva, a taxa de inadimplência acima de 60 dias estava em 2,76%, enquanto na Nexoos, o índice médio de créditos em atraso acima de 90 dias estava está 2,5%. A média no sistema financeiro para esse segmento atingiu em 2016 um pouco mais de 6%.

Por ter uma operação completamente on-line, as fintechs também conseguem praticar taxas mais competitivas nas linhas de crédito que as oferecidas pelos bancos. Na Biva, a taxa do empréstimo começa em 1,7% ao mês, sem a exigência de garantia.

Outras vantagem dessas startups é a escala da operação. Hoje, o BNDES não tem capilaridade para atender todo o Brasil e precisa dos bancos parceiros para fazer isso.

A Biva conta com 16 mil clientes cadastrados e atende em 22 Estados do Brasil. "A gente recebe mais de 600 solicitações de crédito por dia", afirma Vargas Neto

O problema é que existem poucas fintechs de crédito on-line que atuam com pessoa jurídica, por conta da regulamentação do BC e pela análise mais complexa dos dados. Para Dan Cohen, sócio da F(x), plataforma que conecta empresas em busca de empréstimos e instituições financeiras, há um bom espaço para operações peer-to-peer no Brasil. No entanto, a informalidade e a falta de informações sobre as pequenas companhias podem ser um problema.

Outra questão para o BNDES considerar essas empresas como repassadores das linhas de crédito é o compartilhamento do risco da operação. No modelo das fintechs, o risco das operações fica com a instituição financeira parceira ou com os investidores e, por isso, não é exigência de requerimento de capital das startups.

Por isso, a figura do agente repassador do BNDES continuará sendo necessária. "O banco não tem capilaridade para atender as empresas", disse Ramos.

O BC informou, por meio da assessoria de imprensa, que acompanha as inovações do mercado e faz constantes reavaliações da regulamentação para assegurar que elas estejam compatíveis com a evolução do segmento financeiro e com as necessidades dos clientes.

O BC informou que tem uma visão positiva do processo de inovação nos serviços e produtos financeiro, pois aumenta a eficiência do sistema, facilita a aderência a requerimentos normativos e permite atender a uma demanda social. "Essa visão também é aplicável ao segmento das PMEs e às linhas de crédito oferecidas a esse segmento, de forma a permitir que a evolução tecnológica possa contribuir para a melhor alocação de recursos", diz em nota. - Valor Econômico Jornalista: Silvia Rosa e Talita Moreira Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017 



Grupos de franquias vão às compras

O movimento de fusões e aquisições intensificou-se no mercado de franquias, com três operações importantes realizadas só no último mês. O processo de consolidação do setor continuará em ritmo acelerado, e três CEOs de grandes grupos disseram ao DCI que estão em fase avançada na negociação de novas compras.

O Grupo Zanon, que detém as marcas Seguralta, Los Cabrones e DermaNail, acaba de concretizar uma aquisição, que deve ser divulgada ao mercado nas próximas semanas, e já está em negociação com mais duas marcas de franquias, uma de alimentação e outra de seguros. "Acabamos de adquirir uma marca de saúde e bem estar. Vou assinar o contrato na segunda-feira [hoje] e nas próximas semanas vamos divulgar ao mercado", diz o CEO da holding, Reinaldo Zanon, que não quis antecipar o nome da empresa.

O Grupo Halipar, que adquiriu no início do mês a Croasonho, também está de olho em outras empresas do segmento de alimentação. O CEO da companhia, Ricardo José Alves, conta que há três negociações em andamento, e que duas delas já estão na fase de due diligence. "Temos operações no radar para acontecer ainda este ano."

Desde que formou a holding em 2015, com a união das marcas Griletto, Montana e Jin Jin, o intuito do empresário é fazer novas aquisições. De lá para cá, ele analisou mais de 20 companhias que procuraram o grupo interessadas em vender a marca. "O momento é muito bom para comprar. A crise ajuda nos movimentos de aquisições, já que empresas que não estavam bem estruturadas se tornam alvos interessantes", diz.

A disposição maior de redes pequenas em repassar a marca ou se juntar a grandes companhias foi percebida também pelo Grupo Zanon. O CEO da empresa afirma que nos últimos meses várias redes procuraram o grupo com interesse de vender a operação. "Tem muita gente trabalhando no limite", explica.

O bom momento para ir às compras é comprovado pela consultora do setor de franquias Angelina Stockler, que aponta que mais operações devem ocorrer já nos próximos meses. "Pelo que tenho escutado no mercado pelo menos três novas aquisições devem acontecer em breve", diz.

Se depender do empresário Carlos Wizard Martins, que acaba de criar a holding Wiser Educação (fruto da aquisição da escola NumberOne na semana passada), o ramo deve se manter aquecido, em termos de fusões e aquisições. O empresário afirma que continuará incorporando redes menores ao portfólio e que já está analisando mais duas escolas de idioma, também redes de franquias. "No momento estamos na fase de análise, verificando o potencial e avaliando as finanças. Possivelmente até o final do ano faremos um anúncio."

Com a criação da Wiser Educação, conta, o plano é formar um conglomerado de marcas nos moldes do Grupo Multi (criado pelo fundador da escola Wizard e vendido por R$ 1,7 bilhão à Pearson em 2013). O empresário diz, no entanto, que a ideia não é vender a holding depois de consolidada, e sim fortalecer as marcas e ganhar cada vez mais mercado.

Tendência

O movimento sinalizado pelas três holdings não é pontual no setor e, de acordo com o diretor internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF), André Friedhein, o mercado verá cada vez mais empresas se unindo, por fusão ou aquisição. "É uma tendência muito forte."

Apesar de terem se intensificado nos últimos dois anos, as operações começaram a ocorrer no franchising há cerca de sete anos. A grande diferença, segundo Friedhein, é justamente o ritmo e o formato dos negócios. "Antes, o que acontecia muito eram fundos de private equity entrando nas franqueadoras. Agora, temos visto as próprias empresas se juntando para ganhar força e escala", diz.

A consolidação consistente do setor, contudo, ainda não passa de uma tendência, já que hoje existem apenas 54 grupos que detém mais de uma marca de franquia, segundo levantamento realizado pela ABF. O diretor internacional da entidade afirma que o número é muito baixo, ainda mais se comparado com mercados mais maduros, como o dos Estados Unidos.

"A tendência é que essa participação cresça muito, até pelo número de franqueadoras no setor [mais de 3 mil]. Tem muitas empresas a serem incorporadas e novos grupos consolidadores que devem surgir", diz.

Benefícios das holdings

Ganhos de escala na compra, sinergia em diversas etapas da operação e maior atratividade na prospecção de novos franqueados são alguns dos benefícios, dentre outros, de deter mais de uma rede de franquia.

As vantagens foram citadas por todas as holdings e podem ser resumidas, de forma simplista, em uma frase: redução de custos e ganhos financeiros. "É um modelo que funciona muito bem em qualquer lugar do mundo, porque traz uma série de sinergias", corrobora Ricardo José Alves, da Halipar. Um exemplo, segundo Reinaldo Zanon, são os ganhos com marketing e treinamento compartilhado dos franqueados.

Além dos pontos citados, o CEO do Grupo Trigo (Spoleto, Domino's e Koni), Antonio Moreira Leite, ressalta que outro grande benefício de possuir mais de uma marca é estar protegido em momentos de crise econômica. "As marcas têm ciclos de maturação e performances distintas, então esse mix de portfólio acaba protegendo o desempenho do grupo como um todo aos cenários de crise."

A holding, que possui 645 unidades, não tem planos de novas aquisições no curto prazo, mas Leite é categórico: "Somos por natureza uma empresa consolidadora. Na medida em que apareça uma oportunidade que ainda não esteja ocupada e que possamos agregar um valor perene vamos analisar", diz.

Os quatro grupos de franquias ouvidos pelo DCI vão investir na consolidação de suas companhias também através do crescimento orgânico de cada uma das marcas, com planos agressivos de novas aberturas de lojas ainda para este ano. O CEO da Halipar, no entanto, parece resumir bem o sentimento geral: "Vamos crescer organicamente, mas o foco principal serão as aquisições. É um tiro certeiro, em uma tacada só você ganha muito em volume." DCI Leia mais em portal.newsnet 26/06/2017 



Investir se tornou negócio mais arriscado após Lava Jato

A forte alta do dólar em relação ao real e a queda expressiva do preço das ações e dos títulos públicos brasileiros em 18 de maio, um dia depois que o presidente Michel Temer foi envolvido em acusações pela JBS, marcou o ápice de uma marcha que começou em março de 2014.

Desde que a Operação Lava Jato inaugurou a fase ostensiva, investir no Brasil passou a ficar cada vez mais arriscado.

Uma das maneiras de estabelecer o risco dos ativos financeiros é medir o grau da oscilação diária dos preços.

Ao aplicar hoje num título de renda fixa vinculado aos juros de curto prazo, por exemplo, a expectativa é que no fim de um ano a rentabilidade atinja por volta de 8,6%. A variação diária é bem pequena e, no fim, a acumulação das taxas tende a garantir o retorno próximo ao esperado.

Já o investimento na Bolsa é muito menos previsível. A rentabilidade diária do Ibovespa, o principal índice do mercado brasileiro, pode facilmente ultrapassar a marca de 1%, para cima ou para baixo.

A consequência é que, no fim do período de um ano, o rendimento total da aplicação em ações pode ser muito diferente do que foi originalmente imaginado. O risco está associado à dificuldade de prever a rentabilidade futura.

Os especialistas do mercado financeiro desenvolveram um método para estimar o risco dos ativos, conhecido no jargão como volatilidade. Por esse critério, é possível comparar diferentes riscos nos mais variados mercados.

Até o começo de 2014, a volatilidade do mercado de ações no Brasil era, em média, 50% maior do que nos demais países emergentes. Desde março de 2014, essa diferença vem aumentando e atingiu o pico de sete vezes em 18 de maio. Além da intensificação da Lava Jato, houve uma eleição apertada, o impeachment e a troca do governo nesse período.

A redução do risco político é fundamental para reduzir as surpresas com os ganhos das aplicações financeiras.- Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 26/06/2917



J&F negocia venda da Alpargatas para fundo Cambuhy

Justiça ameaça barrar os planos da companhia de venda de ativos, pois entende que isso pode prejudicar esclarecimentos das denúncias feitas por Joesley

A J&F Investimentos assinou um acordo de confidencialidade para negociar a venda da sua participação na Alpargatas para a Cambuhy Investimentos. A informação consta de fato relevante enviado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A operação faz parte do plano de desinvestimento da empresa, que tem o objetivo de levantar recursos para reduzir seu endividamento.

A Alpargatas, dona da marca de sandálias Havaianas, foi vendida para a J&F em 2015 pela Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava Jato.

Na semana passada, a JBS anunciou um plano de venda de ativos no montante de 6 bilhões de reais. Esse plano prevê a venda de da participações acionária na Vigor e na Moy Park – empresa europeia de alimentos prontos. A JBS também vai colocar à venda a Five Rivers Cattle Feeding – braço de confinamento de bovinos nos Estados Unidos e Europa – e algumas fazendas.

O problema é que a Justiça ameaça barrar os planos da companhia de venda de ativos. A JBS já havia anunciado a venda das operações da companhia na Argentina, Paraguai e Uruguai por 1 bilhão de reais para o grupo Minerva.

Mas a Justiça Federal de Brasília proibiu uma negociação de 300 milhões de dólares. Para o juiz substituto da 10ª Vara Federal, Ricardo Leite, a venda de ativos pode prejudicar o esclarecimento de fatos denunciados na delação de executivos da JBS.

Joesley fechou um acordo de delação premiada depois de gravar conversas com o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Joesleu afirma que Temer consentiu com a manutenção de uma mesada para silenciar o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. O presidente nega as acusações e ameaça processar o empresário. Leia mais em veja.abril 26/06/2017



Eldorado colocou suas florestas à venda para levantar capital

Pouco antes do início de negociações que podem resultar em sua venda, a Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos, saiu em busca de compradores para suas florestas, apurou o Valor.

Com endividamento elevado, a companhia não tem fôlego para tocar a operação e honrar dívidas somente com a geração de caixa, mas poderia receber centenas de milhões de reais pelo ativo florestal. Leia mais em valoreconomico 26/06/2017




Crise política põe fim a ciclo de ganhos em investimentos

Se os efeitos da crise política na atividade econômica são difíceis de serem mensurados, sobre os investimentos o impacto é indiscutível.

Embora ainda falte uma semana para o fim de junho, já é possível dizer que o caos criado pela delação da JBS colocou um ponto final em cinco trimestres consecutivos de ganhos tanto na renda fixa quanto na renda variável.

É o pior desempenho trimestral para os ativos em quase dois anos. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores, perdeu 5,7% no segundo trimestre, até o dia 23.

Os preços das ações, segundo especialistas, costumam antecipar a recuperação econômica e também os períodos mais difíceis.

Por isso, as incertezas em maio chegaram primeiro, e com mais força, à Bolsa de Valores.

Após subir 0,65% em abril, o Ibovespa perdeu 4,12% em maio e cerca de 2% em junho, até o dia 23.

Embora os efeitos mais danosos sejam mais claros na Bolsa, o segundo trimestre também foi o pior para a renda fixa em quase dois anos.

O IMA-Geral, uma carteira que replica os títulos públicos que estão no mercado, rendeu 1% de abril até 23 de junho, segundo a Anbima. O rendimento equivale a apenas 45% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), usado como referência para esse tipo de investimento.

Com exceção do último trimestre de 2016, quando ficou praticamente empatada com o CDI, essa carteira de títulos públicos não perdia para o índice de referência desde o terceiro trimestre de 2015.

Outra carteira que reúne os títulos indexados à inflação, chamada de IMA-B, teve um desempenho ainda pior, ao cair 1,36% em igual período.

Segundo o consultor de investimentos independente Marcelo d'Agosto, mesmo sem sinais mais robustos de recuperação da atividade, a possibilidade de reformas e a queda da inflação e dos juros vinham favorecendo os ativos brasileiros.

"A JBS mudou isso", diz.

Com sobra de recursos, o investidor externo também operava na lógica de que era possível correr mais riscos e isso favorecia os mercados emergentes. Agora, diz o consultor, o Brasil pode ser excluído dessa onda diante do risco bem mais elevado do que seus pares.

É improvável, dizem especialistas, que o mercado acionário consiga recuperar parte do fôlego perdido do trimestre nesta semana final do período porque não há uma melhora no horizonte político-econômico de curto prazo.

Além do cenário continuamente turbulento, a Bolsa ainda incorporou uma variável externa, que foi a queda do preço das commodities no período, diz Carlos Eduardo Rocha, sócio e responsável pela gestora de recursos do Brasil Plural.

"O mercado vai ficar em compasso de espera e em meio a uma volatilidade grande", afirma Rocha.

A perspectiva, diz, é que as oscilações persistam pelo menos até que a reforma da Previdência seja aprovada, mesmo que mais fraca.

Se não houver aprovação nenhuma, diz ele, é de esperar que os mercados piorem. A Bolsa iria abaixo de 60 mil pontos, e o dólar subiria para outro patamar. "Mas sou otimista e acho que com boas empresas você pode ter retornos acima de 10%", diz.

DEIXAR A POEIRA BAIXAR

Ao investidor que dispõe de tempo a recomendação é "esperar e deixar a poeira baixar", diz o planejador financeiro Renato Roizinblit.

"Mas, se ele precisa do dinheiro nos próximos meses para algum compromisso assumido, o cenário pode ficar pior do que está hoje", diz.

Nesse caso, afirma, o melhor é recorrer a ativos pós-fixados, que são os mais conservadores e oscilam conforme a tendência do mercado.

"É melhor realizar a perda [desfazer-se do ativo] no cenário ruim e evitar um momento que pode provocar uma perda ainda pior daqui a dois meses", afirma.

Para d'Agosto, independentemente do cenário, o investidor deve manter a estratégia compatível com o seu objetivo. "Não é bom ficar seguindo a rentabilidade."

Se o horizonte é o curto prazo, afirma, é preciso ficar em uma aplicação mais conservadora mesmo que esteja rendendo menos. - Folha de S.Paulo Leia mais em portal.newsnet 26/05/2017





25 junho 2017

Healthtech brasileira recebe investimento após superar marca de R$ 100 milhões

O Portal do Médico conta com 35.000 produtos diferentes listados que visam suprir todas as necessidades dos médicos no Brasil e já registra mais de 28.000 clientes fiéis

O marketplace de equipamentos de saúde Portal do Médico acaba de receber um novo aporte da Kick Ventures, fundo de capital venture que já investiu em mais de 70 startups. A empresa é uma das novidades do setor de saúde no Brasil e já superou o valor de R$ 100 milhões em negociações no portal desde seu lançamento, em janeiro de 2015.

A startup tem mais de 5 milhões de acessos é também um portal de notícias da área da saúde, artigos médicos e educação. Maicon Alves, fundador do portal, começou o portal após passar 6 anos como representante comercial de equipamentos médicos e hospitalares.

Entendendo a necessidade de um portal para dar escala as suas visitas, trancou a Faculdade de Direito (que tinha bolsa integral) e apostou tudo no negócio, que agora ganha a oportunidade de crescer ainda mais. “Estamos bastante animados e focados nesse novo marco do Portal do Médico ao lado da KICK Ventures, temos a certeza que conseguiremos acelerar nosso crescimento exponencial, sustentável e a evolução de nossos resultados”, afirma Maicon, o fundador da empresa.

A ideia é basicamente reunir todas as demandas dos clientes em um local único. Por isso, o Portal do Médico conta com 35.000 produtos diferentes listados que visam suprir todas as necessidades dos consultórios médicos no Brasil e já registra mais de 28.000 clientes fiéis. “Vamos continuar a exercer a liderança neste mercado, garantindo os melhores preços, produtos, marcas e experiência a todo ecossistema médico. Com nosso conceito diferenciado de ‘one stop shop’ efetivo em equipamentos e serviços especializados médicos. A chegada da KICK Ventures está totalmente alinhada à nossa estratégia e cultura, será vital ao nosso novo estágio como empresa”, complementa o empreendedor.

Aqui no nosso país, as necessidades médicas são gigantescas, já que os serviços que prestamos ainda é bastante precário – coisa que startups como o Portal do Médico trabalha para solucionar. Outras também trabalham pesado para isso – e muitas delas estarão no Healthtech Conference, um evento exclusivo para tratar de como a tecnologia está mudando o setor de saúde no Brasil. Não perca.

A outra parte do negócio, a Kick Ventures, também se mostra bastante satisfeita com o investimento – e salienta gostar bastante de investimentos na área de saúde. “A entrada e aporte da KICK Ventures no Portal do Médico é estratégica, onde objetivamos alavancar e impulsionar a consolidação no mercado nacional, que caminha em crescimento expressivo e sólido, assim como agilizarmos a internacionalização com foco na América Latina e Estados Unidos. Somados a conexão sinérgica com as mais de 15 empresas que temos investimentos no setor de Health, dentro de nosso portfólio. Consolidando a posição de líder e destaque conquistada nesse setor pelo Portal do Médico”, destaca Rodrigo Quinalha, chefe de estratégia da companhia.

Planos futuros
O dinheiro vai ser usado para crescer ainda mais. A companhia já fez um grande movimento esse ano ao fechar parceria com a Docctor Med a maior rede de franquias de clínicas médicas do país e presente em mais de 14 estados brasileiros e 46 centros médicos diferentes. Com essa parceria será possível adquirir produtos e equipamentos médicos em condições especiais. O Portal do Médico quer expandir cada vez mais as ofertas B2B, para atender demandas especiais e de volume a esse mercado.

Os planos até o ano que vem são bastante agressivos, com a intenção de transacionar mais de R$ 250 Milhões pelo marketplace e atingir uma base de mais de 30.000 médicos, 2.500 clínicas e 700 hospitais. Além disso, o Portal do Médico prepara para o lançamento de suas operações nos Estados Unidos para o último trimestre deste ano, através de uma nova marca chamada MDepartment.

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Felipe Moreno - editor-chefe do StartSe e fundador da startup Middi, era editor no InfoMoney Leia mais em starse 21/06/2017

25 junho 2017



A DGF investe na startup Mosyle

A DGF Investimentos realizou um investimento não revelado no lançamento da edtech brasileira Mosyle, para estabelecer operações nos EUA.

DGF INVESTS IN BRAZILIAN EDTECH STARTUP MOSYLE

DGF Investimentos made an undisclosed investment in Brazilian edtech startup Mosyle, which will be used to establish operations in the U.S.

The new wave of Brazilian startups are going global. Mosyle, a Brazilian startup, raises capital and establishes operations in the U.S.

June 1st, 2017-Despite the country’s political instability, Brazilian high-tech startups are attracting investments and expanding beyond geographical borders. Among the country’s new crop of entrepreneurs, many are launching their technology companies with a global mindset, and some are successfully expanding beyond Brazil’s borders.

An example of this trend is Mosyle (http://manager.mosyle.com/), a Brazilian EdTech startup that enables the use of mobile devices and laptops inside classrooms. The company first developed a cross-platform mobile-first Learning Management System (LMS), integrated with an education-only Mobile Device Management (MDM) software. After dominating the local market, the founder Alcyr Araujo decided to redirect all of Mosyle’s attention to the larger and more competitive U.S. market.

“From day one we envisioned entering the US market, so we prepared a solid foundation to expand and compete on the next level”, says Araujo. The company recently came out of “stealth mode” and announced an investment by DGF Investimentos, a top Brazilian Venture Capital firm. The capital made it possible for the company to establish operations in the US and acquire its first customers. Part of the strategy included the spin-off of the LMS unit, which was sold to a leading Brazilian educational system, allowing Mosyle to focus exclusively on its MDM offering. After one year of high growth in the US, the company secured over 2,000 schools as customers, including large and reputable school districts, with almost 1 million devices Currently, its education-only MDM called Mosyle Manager manages more than 200,000 devices daily. The remarkable results and quality of the solution earned Mosyle the status of one of the most recommended solutions to manage Apple devices running iOS and MacOS, worldwide.

“Brazilian tech entrepreneurs have finally understood that they have the talent to compete at a global level, and what they need to reach world-class status.”
Another example of a Brazil-based startup going global is GymPass, a platform that enables users to access a network of gyms, and that today can be used in over 10 countries in Latin America and Europe. Both companies represent this new generation of global thinking entrepreneurs. “It is fully expected that we will continue to see this movement with more Brazilian companies expanding internationally”, says Patrick Arippol, Managing Director at DGF Investimentos. “Brazilian tech entrepreneurs have finally understood that they have the talent to compete at a global level, and what they need to reach world-class status.”

The trend taking ahold of Brazil currently mirrors that which took place in Israel years ago. Differently, though, many Brazilian entrepreneurs still remain focused on its large domestic market. Yet top entrepreneurs now see the world as their limit, with the benefit of having a sizeable domestic market to start testing their solutions with some scale, as Gympass and Mosyle did initially. “Wherever you are in the world, do expect to hear more about Brazilian tech companies in the next decade,” says Arippol. Leia mais em lava 15/06/2017



Primatec adquire participação na TecSUS Tecnologías para a Sustentabilidade

Venture capital firm Primatec acquired a stake in the Brazilian technology-based startup TecSUS for R$3.8m.

(LexLatin) El pasado 31 de mayo, el Fundo de Investimento em Participacoes Inova Empresa MPE (Primatec), que invierte capital de riesgo en emprendimientos ligados a la tecnologia, adquirió el capital social de TecSUS Tecnologias para A Sustentabilidade S.A., una startup brasilena de base tecnológica, a traves de la emission de nuevas acciones suscritas por Primatec. Leia mais em lava 19/06/2017



Carglass adquire empresa de reparo automotivo e prevê dobrar faturamento

A Carglass, do grupo britânico Belron, adquiriu a brasileira Disk Reparo, focada em reparo automotivo a domicílio. O negócio abre uma nova linha de atuação para a empresa e trata-se do primeiro na gestão de Luiz Novaes, que assumiu a presidência após a consultoria da qual é sócio, a Advisia, firmar joint-venture com a marca no Brasil. O valor da aquisição não foi revelado.

Delivery
A empresa vai transformar a Disk Reparo em uma cobertura adicional no seguro de automóvel. O serviço vai à casa do segurado e faz consertos de até 50 centímetros nos veículos que sofreram pequenas colisões. Ofertado apenas em São Paulo, o serviço será estendido para todo o Brasil. Além do reparo móvel, a empresa vai lançar ainda uma cobertura para martelinho de ouro e já negocia com seguradoras. Com as duas soluções, a Carglass espera dobrar seu faturamento em dois anos.

Tempo perdido
A ofensiva da subsidiária brasileira ocorre após um amplo processo de reestruturação, que deixou espaço para a concorrência avançar. A Carglass espera que somente o reparo móvel supere o peso do negócio de vidros, que no Brasil representa 60% de suas receitas. Leia mais em colunadobroad.estadao 25/06/2017



Gigante da área da saúde negocia investimento no Hospital São Lucas

Hospital Care está investindo milhões de reais em hospitais do interior de São Paulo

A Hospital Care, holding da área da saúde com capitais nos fundos da Bozano e Abaporu, está em negociações finais para investir no Hospital São Lucas de Ribeirão Preto. A informação é do site Valor Econômico.

Situado na Vila Seixas, o hospital ribeirãopretano contêm instalações para procedimentos médicos complexos e para casos mais simples. Atualmente, é dirigido por Pedro Palocci, irmão do ex-prefeito da cidade, Antônio Palocci.

A holding já concluiu neste mês de junho a aquisição do Hospital Vera Cruz, de Campinas, e pretende investir cerca de R$ 600 milhões em ambos hospitais do interior de São Paulo que, combinados, possuem 300 leitos. A expectativa é que a negociação se concretize em 90 dias. Pedro Palocci, que hoje possui 70% do capital do local, continuaria sendo o presidente.

O negócio deve se dar por conta da união entre o empresário Elie Horn, da empresa de mercado imobiliário Cyrela que criou o fundo Abaporu, e o economista Paulo Guedes, diretor executivo da Bozano Investimentos. A Hospital Care, comandada pelo ex-presidente do grupo de educação Estácio, Rogério Melzi, detém 70% das ações da Bozano e 30% da Abaporu.

O projeto das empresas só recebeu o sinal verde em janeiro de 2015, após a aprovação de uma legislação que permite a entrada de capital estrangeiro em hospitais nacionais. O plano da Hospital Care é expandir seus investimentos até a região Sul do País. Por enquanto, o foco é no interior de São Paulo e mais seis cidades estão em análise pelo grupo, incluindo Atibaia, Sorocaba e São José do Rio Preto.  PEDRO GROSSI  Leia mais em revide 22/06/2017
   



Israelense Frutarom compra 80% de grupo brasileiro SDFLC, de sorvetes e sobremesas, por R$110 mi

Objetivo da compradora é dar sequência à estratégia de penetração no "crescente mercado" latino-americano

A empresa israelense de sabor e ingredientes finos Frutarom Industries informou neste domingo que adquiriu 80 por cento do grupo brasileiro SDFLC, de preparados para sorvetes e sobremesas, por 110 milhões de reais (33 milhões de dólares).

Segundo a Frutarom, a compra teve como objetivo dar sequência à estratégia de penetração no crescente mercado latino-americano, fortificando sua presença no Brasil.

Esta é a terceira aquisição do Frutarom no Brasil desde 2012 e sua quarta aquisição neste ano.

O grupo SDFLC, um dos principais produtores brasileiros no ramo de sorvetes e sobremesas, teve vendas de cerca de 22 milhões de dólares nos 12 meses encerrados em maio. O crescimento anual das vendas foi, em média, de 17 por cento nos últimos cinco anos, disse a Frutarom.

A empresa tem cerca de 90 funcionários e está em processo de construção de um novo complexo que contará com um laboratório de pesquisa e desenvolvimento e uma plataforma de produção que permitirá que duplique sua produção.

O grupo SDFLC opera com duas marcas no Brasil de acordo com informações em seu site. A Leagel, de preparados para sorvetes, fornece para indústrias de sorvete, sorveterias artesanais e gelaterias. Já a La Menut é uma linha para sobremeses, com oferta de recheios e coberturas para bolo, tortas e doces.  Reuters  Leia mais em dci 25/06/2017



24 junho 2017

Estatais de energia podem atrair R$ 30 bi

Nova onda de privatização de ativos de empresas como Cesp, CEB, Cemig e CEEE mobiliza investidores nacionais e estrangeiros

Uma nova onda de “privatização” começa a ser colocada em curso no setor elétrico brasileiro, num movimento que pode atrair quase R$ 30 bilhões, apurou o ‘Estado’. Do ano passado para cá, estatais de vários Estados iniciaram processo para vender ativos de geração, transmissão e distribuição de energia. A lista inclui Cemig, de Minas Gerais; Cesp, de São Paulo; Copel, do Paraná; CEB, do Distrito Federal; e CEEE, do Rio Grande do Sul; além da companhia federal Eletrobrás.

Na outra ponta estão investidores tradicionais do setor e estrangeiros com elevada liquidez que querem estrear ou aumentar a participação no País. Há, pelo menos, uma dúzia de multinacionais avaliando os negócios no setor, como as canadenses Hydro Quebec e os fundos CPPIB, Ontario Teachers e British Columbia; as europeias Iberdrola, Enel e Terna; e as chinesas State Grid, Huadian, China Three Gorges (CTG), State Power (SPIC), China Investment Corporation (CIC) e China Southern Grid. Entre as nacionais, a Equatorial é apontada como consolidadora.

“Há ativos muito interessantes na mesa. O investidor que comprá-los terá a vantagem de adquirir negócios maduros, com licenças ambientais aprovadas e demanda cativa”, diz Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do Pinheiro Neto Advogados. O portfólio é diversificado, inclui pequenos e grandes empreendimentos, mais ou menos rentáveis, em várias partes do Brasil.

“O setor elétrico caminha para um modelo de controle majoritário da iniciativa privada. Não há mais necessidade de o Estado ficar à frente dos investimentos, como ocorria antes com a Eletrobrás”, avalia o professor da UFRJ Nivalde Castro.

Saída. Apesar de enfrentar resistência por parte da sociedade, a venda dos ativos estatais virou a única alternativa para as empresas – ou Estados – sanearem suas contas. Nos tempos de bonança, muitas dessas companhias investiram pesado em novos empreendimentos e se endividaram. No meio do caminho, sofreram o impacto da renovação das concessões, que reduziu o fluxo de caixa de muitas delas e provocou um descompasso entre dívidas e receitas. Hoje, na maior recessão da história do País, elas fazem o movimento inverso para reduzir seu tamanho.

A Cemig, de Minas Gerais, é um exemplo dessa tendência. Investiu nos maiores projetos do setor, como as hidrelétricas Belo Monte e Santo Antônio, que agora estão à venda. Na semana passada, anunciou também a venda da Light – uma das maiores (e mais problemáticas) distribuidoras de energia do País. O portfólio de ativos à venda da empresa soma algo em torno de R$ 6,5 bilhões.

Dívida. “Além do alto (e caro) endividamento, a Cemig sofreu com o fim das concessões de quatro hidrelétricas, que estabeleceu uma nova relação entre dívidas e receitas”, diz Castro. As quatro usinas (Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande) serão leiloadas pelo governo federal até 30 de setembro – prazo estabelecido também para licitar os ativos da Cesp, de São Paulo, que é assessorada pelo banco Fator.

São três usinas com capacidade de 1,6 mil megawatts (MW) de potência, sendo a principal a Hidrelétrica Porto Primavera. O governo de São Paulo pretende levantar cerca de R$ 2 bilhões com a venda dos 40% de participação na empresa, mas o negócio pode somar R$ 4,7 bilhões, se considerada a venda dos acionistas minoritários. O entrave à privatização é que a licitação das usinas vence em breve (a de Porto Primavera em 2028). Na mesa, apurou o Estado, está a proposta de o potencial investidor levar os ativos e renegociar a renovação das concessões depois. O governo e o Fator não se pronunciaram.

Outro Estado que tenta vender seus ativos de energia é o Rio Grande do Sul, que vive uma grave crise financeira. A venda das estatais é uma condicionante para o governo conseguir entrar no Programa de Recuperação Fiscal. Mas, para privatizar a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), será preciso ter o aval da população por meio de plebiscito.

Enquanto isso, o governo faz a avaliação do preço dos ativos de geração e transmissão para verificar a viabilidade de venda, afirma o secretário de energia do Estado, Artur Lemos Júnior. A empresa detém participação de 64% em 5,8 mil km de linhas de transmissão e 15 usinas. O negócio pode envolver entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, sem considerar a distribuidora de energia, cujo resultado tem sido deficitário.

Fontes do mercado afirmam que todos os ativos à venda têm aguçado o apetite dos investidores, apesar do momento turbulento que o País atravessa. “O momento certo para investir são momentos como os de hoje, em que os ativos estão baratos”, afirma o diretor-geral do escritório Alvarez & Marsal, Luis De Lucio. Atualmente, diz ele, há vendedor interessado e precisando vender os ativos e grandes investidores com liquidez querendo entrar no Brasil.

O QUE ESTÁ À VENDA 

Cemig - A estatal mineira anunciou pacote de desinvestimento que inclui as hidrelétricas Santo Antônio, Belo Monte, o braço de transmissão Taesa e a distribuidora de energia do Rio Light.

Cesp - O governo de São Paulo anunciou a venda de sua participação na estatal em leilão que deverá ocorrer até setembro. A Cesp detém a concessão das hidrelétricas Porto Primavera, Paraibuna e Jaguari.

Copel - Depois de ampliar a participação em projetos localizados em todo o País, como linhas de transmissão e parques eólicos, a nova gestão da estatal do Paraná vai fazer uma revisão do portfólio e focar em projetos na região.

CEB - A Companhia Energética de Brasília quer vender as participações nas usinas Lajeado, Corumbá III, Queimado, entre outros. Objetivo é usar recursos na CEB Distribuição.

CEEE - Governo do Rio Grande do Sul aguarda plebiscito para poder vender distribuidora; enquanto isso, avalia preços de ativos de geração e transmissão.

Eletrobrás - Estatal federal vai vender seis distribuidoras no Norte e Nordeste e participações em empresas.

União - Governo federal vai leiloar até o dia 30 de setembro as hidrelétricas Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande. Por Renée Pereira, Monica Scaramuzzo, O Estado de S. Paulo Leia mais em estadão 24/06/2017

24 junho 2017



Neoway recebe aporte de US$ 45 milhões para expandir para os EUA

Rodada foi liderada pelo QMS Capital e com participação da Accel, Monashees, Endeavor Catalyst, PointBreak e Pollux

A Neoway, startup que fornece dados e análises para empresas aqui no Brasil, anunciou hoje a captação de uma nova rodada, no valor de US$ 45 milhões, liderada pelo QMS Capital e com participação da Accel, Monashees, Endeavor Catalyst, PointBreak e Pollux. A quantia servirá para a Neoway expandir para o mercado norte-americano.

A companhia de Florianópolis ajuda seus usuários a gerenciarem vendas, agregando e curando enormes quantidades de informações altamente detalhadas sobre potenciais clientes e uma variedade de mercados. A startup usa mais de 3 mil bases de dados de 600 fontes diferentes.

“As empresas não precisam necessariamente saber para quem estão vendendo para que eles precisem de dados inteligentes para orientar melhor seu alcance”, disse o fundador e CEO Jaime de Paula. “Nós coletamos dados públicos de diferentes fontes que se adequam a diferentes propósitos”.

A Neoway reúne informações da Agência de Transportes, por exemplo, que fornece detalhes sobre todos os caminhões pertencentes a empresas no Brasil. “Com essa informação, a Raizen e a Shell podem vender combustível para potenciais clientes e os bancos podem cobrar dívidas incobráveis ​​devido à recuperação potencial de ativos”, disse de Paula.

Veja também: para te ajudar a capitalizar o momento, temos um e-book: “Como fazer um pitch para atrair investidores“, em que você entrará em contato com dicas valiosas para dizer o máximo, no mínimo de tempo.

A empresa coleta 95% de seus dados de fontes públicas e 5% através de parcerias. De Paula afirma ter mais de 400 clientes – que pagam uma taxa de inscrição para acessar o serviço – incluindo a Telefônica Vivo e as operações brasileiras da Unilever e da Microsoft. Além de fornecer dados inteligentes, a Neoway integrou com o Microsoft Dynamics e pretende estar disponível no Salesforce no final deste ano.

A expansão para o mercado norte-americano começou no início desse ano, ao abrir um escritório em Nova York, em parceria com o fornecedor de dados Infogroup. De acordo com o CEO, a Neoway já coletou dados de 50 milhões de empresas nos EUA e criou dois programas piloto: um com uma instituição financeira e um com uma empresa de bens de consumo.

A startup foi fundada em 2002, quando Paula trabalhava em sua tese de doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina. “Obter financiamento naquela época não era tão fácil como hoje no Brasil”, disse ele. “Mas muitas startups estão começando em Florianópolis agora, tornou-se um verdadeiro centro tecnológico. Existem alguns incentivos fiscais excelentes aqui”.

A Neoway anunciou hoje também que Andrew Prozes, o ex-CEO da LexisNexis, se juntará ao conselho de administração, o que deverá ajudá-los a ajustar seu modelo ao mercado norte-americano. Atualmente, são 300 funcionários na capital catarinense, São Paulo e Nova York.

(via Venture Beat)

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Umicore compra divisão de catalisadores da Haldor Topsoe

Aquisição envolveu € 120 milhões e complementa capacidade tecnológica

A Umicore anunciou um acordo global de compra da unidade de catalisadores da Haldor Topsoe. A empresa dinamarquesa está entre as grandes fornecedoras de conversores catalíticos para aplicação em motores a diesel. A transação envolveu cerca de € 120 milhões e fortalece o posicionamento de mercado da Umicore, complementando a sua capacidade tecnológica.

A negociação permitirá a expansão da linha de produtos da Umicore, sobretudo para aplicações em veículos pesados. A divisão de catalisadores da Haldor Topse tem cerca de 280 funcionários e plantas em Joinville (SC), Frederikssund (Dinamarca), Houston (Estados Unidos) e Tianjin (China), além de um centro de pesquisa e desenvolvimento em Lyngby (Dinamarca). Todos serão incorporados aos negócios da Umicore. Leia mais em automotivebusiness 22/06/2017




J&F tem oferta de R$ 14 bilhões da Arauco pela Eldorado, diz fonte

Eldorado e Arauco concordaram com negociações exclusivas que durarão até meados de agosto, disse a pessoa

Celulosa Arauco y Constitucion fez uma oferta pela Eldorado Brasil Celulose, avaliando
a empresa controlada pela família Batista em cerca de R$ 14 bi, incluindo dívidas, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

Eldorado e Arauco concordaram com negociações exclusivas que durarão até meados de agosto, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada porque as discussões são privadas.

Dívidas totais da Eldorado são de R$ 9 bi, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Arauco, Eldorado e J&F não quiseram comentar.Bloomberg /Infomoney Leia mais em hojemais 23/06/2017